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segunda-feira, 30 de julho de 2012

O Retorno


Depois de um período fora da escola, Pedrinho retorna, reencontra seus amigos e o seguinte diálogo se desenrola:

- Oi Galera, voltei! Oi Artur, oi Luiz Felipe, oi Eduardo... Oi todo mundo!
- Oi Cabeça, como você está?
- Tô bem, andei meio esquisito, com febre e dor de ouvido, mas já passou.
- Sério? Que dóóóóó...
- É, mas papai e mamãe me deram um remédio maneiro, que sai de um foguete e tem gosto de danoninho.
- Foguete?
- É, eles usam um foguete para tirar o remédio do vidro e depois me dão da colher.
- Mas você já tá bom?
- Já.
- Então por que você tava chorando lá em baixo?
- Ah não, relaxa. É que meu pai e minha mãe sentem muita saudade de mim, então eu sempre faço um showzinho para eles não ficarem muito tristes, entende?
- É mesmo?
- Sim, um dia desses vocês estavam no pátio e eu entrei correndo para brincar e quase me esqueci de chorar. Cara, lembrei na última hora, mamãe já estava até com cara de choro!

E assim, depois de quase duas semanas fora da creche, hoje o Pedro voltou à sua rotina. Não sabemos exatamente qual será o trabalho que as tias terão, mas é provável que toda uma nova adaptação seja necessária pois Pedro precisará reencontrar o horário da turma para dormir, comer e brincar com os seus coleguinhas. Mas os adultos aqui fora também terão que se readaptar...

Beijos papai.


sábado, 28 de julho de 2012

Gracinhas literárias

E eu achei que ia demorar para chegar este momento.
Fomos a uma livraria e Pedro "pediu" o livro da vitrine. Ele entrava, saía, tentava pegar o livro mas o vidro o impedia, entrava de novo, saía, apontava e resolvemos, claro, comprar este objeto de desejo tão bacana. Afinal, tudo que os pais mais querem é ver seus filhos adquirindo gosto pela leitura. Nada melhor do que estimular este prazer.

E o que já estava interessante ficou ainda melhor. De tempos em tempos Pedro parava, pedia o livro que a esta altura estava guardado na sacola da loja, sentava no chão do shopping e folheava sua nova aquisição. E repetiu esta gracinhas várias vezes.

Já estava vendo a hora em que estariam os três - Pedro, papai e mamãe - sentados no chão do shopping lento a história do patinho.

"Eixe, eixe" - afinal, vovô passou
um fim de semana mostrando
os peixes para ele no hotel
  
E a mamãe quase sentando também...


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Filho de peixe, peixinho é II

Pedro sempre demonstrou fascinação por bichos de um modo geral. Quando vê qualquer coisa se mexendo, faz a maior farra, quer pegar, mostrar para todo mundo. Cães, pássaros e formigas estão entre seus preferidos.

Eu fico até preocupada, pois Pedro não pode ver um cachorro que se joga para cima. As coitadas das formigas são vítimas frequentes de seus carinhos fatais e a sorte dos passarinhos é que eles sabem voar.
Vira e mexe é um drama para entrar em casa por conta dos latidos do cachorro do vizinho. Ele quer cruzar aquela porta “dona dos latidos” de qualquer jeito. Já inclusive recusou entrar no elevador. Coisa que, se me contassem, eu diria que era mentira, pois o moleque também é louco por rua!

Ontem, no entanto, eu, Pedro e vovô Nilton estávamos brincando na sala, quando uma mariposa voou para cima do pequeno. Eu achei que ele ia adorar. Não: gritou, mas de pavor! Qualquer semelhança não é mera coincidência, afinal, filho de peixinho, peixinho é.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Dodói


Nosso Pedrinho está doente. Depois de uma temporada intensa no início da creche em que o moleque ficou doente direto, ele vinha passando um período sabático ótimo. Apesar de um catarrinho que permaneceu com ele todo este tempo no fundo da respiração, ele estava ótimo. Até que Terça-feira passada fomos ao Dr. Pediatra e ele tomou duas vacinas.

As vacinas desencadearam uma febrinha na mesma noite que parecia que ia durar apenas um ou dois dias. Montamos o esquema emergencial de cuidar do Pedro quando ele não vai a creche e imaginamos que na sexta-feira ele voltaria a encontrar seus amiguinhos. Só que a febre continuou, se prolongou até o final de semana e se instalou de vez no domingo, quando ele começou a não comer direito.

Agora ele já voltou ao médico, está tomando antibiótico e melhorando. O intuito deste post não é deixar ninguém preocupado, mas é que depois de escrever tanto sobre os dias e coisas maravilhosas do Pedro, meio que precisamos falar também destes momentos de realidade. Não tem jeito, criança fica doente mesmo. É ruim, mas assim é.

Fizemos uma pesquisa informal e sem nenhum rigor estatístico e chegamos à conclusão que quase todas as crianças têm uma "ite" crônica. Amigdalite, bronquite, otite ou sei lá mais o que-ite. Neste aspecto o Pedro até que está muito bem. Teve a tal da crechite que não ficou crônica e agora, no máximo, está com uma vacinite que se transformou em resfriado.

É claro que no dia a dia papai e mamãe não encaram com esta positividade toda. Cada febre, cada tosse, cada chorinho do moleque dói na gente como se fosse... como se... sei lá, nem dá para explicar. A imaginação da mamãe, então, vai longe procurando explicações para aquele sofrimento. São perguntas no meio da madrugada de "será que isso? Será que aquilo?". Vou deixar que ela dê os exemplos desta fértil imaginação um dia qualquer.

Mas o que tem de legal nisso tudo é que, mesmo dodói o moleque continua nos surpreendendo com gracinhas e coisas gostosa. Vou contar apenas uma hoje: Pedro nunca teve problema para tomar remédio. Mas nesta última febre ele começou a implicar com o Tylenol. Colocamos a colher na frente dele e ele fichou a cara, fez biquinho e balançou a cabeça dizendo não. Papai e mamãe começaram a explicar que ele tinha que tomar o remédio para ficar bom, mas o moleque ficou irredutível balançando a cabeça.

Aí a mamãe começou a dizer "ah filho toma, por favor, por favor, por favor, por favor...". De repente, lá pelo quinto "por favor" o moleque deu um bote e abocanhou a colher de remédio. Não sei se ele entendeu os apelos ou queria desesperadamente parar aquela sinfonia de por favores, só sei que seu certo.

Beijos do papai que também fica dodói todas as vezes.

"Estou dodói mas papai e mamãe não dão folga!..."

"Esta foi para a mamãe ver que eu estava melhor"

sábado, 21 de julho de 2012

A tal da Educação


De todo o pacote de sentimentos, medos, inseguranças e responsabilidade que vêm junto quando adquirimos um filho, a tal da educação é um dos mais sensíveis. Educar o nosso filho é um grande desafio e uma das coisas mais importantes que podemos fazer por ele. Mas, diferentemente de dar carinho ou fazer uma gracinha, a recompensa não é imediata, muito pelo contrário.

Se fazemos uma graça para o moleque ele logo dá o sorriso mais lindo (e cada vez mais cheio de dentes) do mundo, o que imediatamente gera uma descarga de endorfina em nosso corpo. Quando o estamos educando, por outro lado, dificilmente recebemos uma recompensa imediata. Ela virá apenas daqui a alguns anos, quando o Pedro se tornar um adulto digno, ético e educado.

Esta parte de dar educação também tem um aspecto extremamente cansativo porque a criança precisa de muita coerência e insistência dos pais para fixar a diferença entre o certo e o errado. O que pode e o que não pode. "Pedro, hã-hã... Isso não pode". Aí ele entende, faz o não com a mãozinha e para de mexer onde estava mexendo. Só que cinco segundos depois ele tenta novamente, como se quisesse confirmar se aquilo não pode mesmo.

A nossa tentação de deixar rolar ou fingir que não viu desta vez é imensa. Quando o moleque chora então é pior ainda. A consciência pesa e o medo de não ser amado aflora, então precisamos racionalizar e lembrar que, afinal, isso é para o bem dele mesmo. E continua o trabalho incansável.

Às vezes nem é questão de ensinar o certo versus o errado. Às vezes é apenas a necessidade de mudar um hábito que nós mesmos criamos nele, mas depois percebemos que não é um bom hábito. O Dr. Pediatra sempre diz "não crie um hábito que você depois vai querer tirar". Sim, faz sentido, mas é muito mais fácil na teoria do que na prática.

Para mudar um hábito também é preciso muita energia e um grande investimento. Por exemplo, criamos o hábito do Pedro ir para a nossa cama no meio da madrugada. É delicioso, garante mais alguns minutos de sono de manhã e evita que tenhamos que levantar mais algumas vezes porque ele está chamando no berço.

Mas, cá para nós, é um hábito que complica a cada dia que passa e centímetro que ele ganha. Quanto maior o moleque, menor o espaço que temos para dividir com ele na cama. Outro dia acordei com a bunda para fora da cama, a cabeça na mesinha de cabeceira e me agarrando ao colchão com um dos braços para não cair no chão.

Foi quando tomei uma decisão importante em relação a este hábito: algo precisava mudar. Conversei com a mamãe e nos decidimos por uma atitude que requer um grande comprometimento, mas fará muita diferença no nosso sono. Este final de semana vamos comprar uma cama king size.

Beijos sonolentos.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Mais novidadezinhas

As mudanças parecem seguir a velocidade da luz. Muito bom.

Pedro, mesmo sem falar uma palavra ainda (arranha um maman, arrisca um uz – luz- ou um exe - peixe), já entende muita coisa. Há algum tempo ele já reage perfeitamente a nossa chamada para o banho, para algum cômodo da casa, para comer, para ver TV, para ouvir música... ou qdo pergunto ‘cadê o papai’ ou ‘cadê o pássaro’, se ele sabe aponta ou se não sabe faz aquele gesto com as 2 mãos com a palma voltada para cima.

E também há algum tempo ele demostra ter perfeita noção do ‘não’. Balançava o dedinho em sinal negativo cada vez que fazia algo que não devia. Ou seja, ele fazia já sabendo que não podia, pois imediatamente nos olhava e sacudia aquele dedinho.

De umas semanas para cá, passou a balançar a cabeça. “Pedro, que mais biscoito?” E lá vem aquela balançadinha gostosa de cabeça para um lado e para o outro de “não, mamãe, não quero”. E é uma balançadinha meio descoordenada, sabe? Coisa mais linda. E vira e mexe eu pergunto algo cuja resposta já sei que é “não” só para ver esse movimento divertido e engraçadinho do meu pequeno. Mas a grande surpresa foi ontem quando a dinda perguntou:

“Pedro, vc não quis o biscoito?” e lá veio ele no movimento encantador de mãe. Depois a dinda perguntou “Mas o almoço você comeu todo. Estava bom?”. E gente, a cabeça foi para cima e para baixo, num sim de nos deixar de queixo caído! Só escutei a Fê “Li, ele balançou a cabeça para o sim. Li, ele entendeu o que eu perguntei. Li, ele sabe fazer sim”. As 2 desorientadas só porque o pequeno príncipe aprendeu a “dizer sim”. E tb é o sim mais descoordenado da vida. E mais charmoso e delicioso e encantador.

Bj da mamãe mais babona do mundo!


Meus meninos