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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Natação - Nível 1

Pedro "passou de ano" na natação novamente só que desta vez, como ele já entende bem, ficou todo orgulhoso. Chegou em casa e correu para me mostrar a medalha e levou para a escola para a "tia" ver. 

Realmente avançou bem na natação, principalmente em exercícios de treino de risco, como eles chamam. Às vezes fico com a sensação que ele só faz bem pois está naquela piscina com os professores, que ali é o porto seguro dele e ele entende que nada de ruim acontece. Não sei se em uma situação real, ele repetiria a façanha, a calma e a destreza. De qualquer forma, espero nunca saber disto, claro.

Vou colocar as fotos da carinha, junto com a amiga do coração que também está no mesmo barco e sentiu a mesma satisfação com certeza. 

Amo esta duplinha!

E lá vão eles...

Teve este mesmo exercício de virar só que de costas.
Foi demais! (afe mãe coruja :-)

Olha a alegria!


Meu pequeno crescendo :-)


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Peixinho do pai, peixinho da mãe

Já escrevemos alguns posts aqui falando sobre o Pedro gostar de água e mar porque filho de peixe (eu), peixinho é (ele). Mas é claro que o peixinho ia puxar outras características de papai e mamãe. Fica difícil saber o que é genético e quais são adquiridas com a convivência, mas o moleque não cansa de nos surpreender. Entre as milhões de características maravilhosas e encantadoras que a Ligia tem, uma que é muito forte em sua personalidade é a organização.

Li sabe exatamente onde está tudo o que ela deseja com coordenadas precisas e margem de erro zerada. Quando algo está fora do lugar e ela não encontra, provavelmente porque eu tirei do lugar, o bicho pega. E o Pedro já vinha demonstrando certas tendências quando, por exemplo, encontra um carrinho na caixa de bichos do mar ou um dinossauro na caixa de personagens. As brincadeiras também são cheias de regras e ai de quem não segui-las... "vamos brincar de carros, mas não pode carro que fala, tem que ser hot wheels, os carros de corrida ficam nesta fila e os carros de passeio nesta". Então tá, né?

Nem preciso dizer que neste lar extremamente organizado e metódico é o papai aqui que precisa se adaptar né? Mesmo acreditando na fluidez do mundo (o par de sapatos não precisa sair dos pés diretamente para o armário, eles devem navegar pela casa dispersando a energia acumulada de um dia de caminhada) e na autonomia dos objetos (se a tesoura quer passar uma temporada sobre a mesa da sala ao invés de viver confinada em sua caixa, deixa ela, deve ser uma vida muito sofrida... sai da caixa, corta, volta pra caixa...), faço um esforço tremendo para seguir regras complexas de manutenção da ordem no lar.

E sempre achei mega engraçado o jeito que a Li fala quando precisa que alguém busque algo para ela. Só para comparar, o diálogo se desenvolve mais ou menos assim:

Eu: Li, já que vc está aí na sala, traz pra mim a pastinha verde, por favor?
Ela: Onde está meu amor?
Eu: Deve estar aí por cima, na mesa ou no balcão, não tenho certeza... talvez na mesinha de centro...
Ela: Achei. Então já que você está aí dentro... vai no meu closet... entrou, à sua direita tem os nichos... no segundo de baixo para cima, você verá uma caixa branca de bolinhas verde sobre uma verde de bolinhas brancas... atrás das caixas, mais para a esquerda, perto do alfinete dourado... tem uma miçanga azul, traz ela pra mim?

Pois bem, certo dia enquanto eu estava ao telefone Pedro correu para fazer cocô sozinho e lá do banheiro gritou para mim "papai, papai, eu vi uma aranha, ela entrou em baixo do armário. Preciso de minha lanterna, pega para mim! Está na caixa de objetos, no meu quarto, na prateleira do meio, lá trás!!!"... Juro por Deus, estou perdido. Bernardo meu filho, será que você vem para me salvar ou reforçar o time adversário?

Beijos do papai-sem-a-menor-chance


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Quando os filhos ensinam os pais

Uma vez por semana, Duda dá aula e chega em casa já com Pedro dormindo. No início, Pedro ainda tentava manter-se acordado para esperar o pai e perguntava algumas vezes por ele. Algum tempo depois, quando eu anunciava a hora, apenas passou a confirmar “hoje papai está dando aula, não é mamãe?”. Atualmente, Pedro não pergunta mais e, no dia seguinte, ainda faz o vingativo: tudo é com a mamãe.

Esta semana não foi diferente. Quis tomar banho comigo e não deixou o Duda nem enxugá-lo depois. Inclusive, quando o Duda tentou argumentar que estava com saudade ainda teve o coração partido ao escutar “mas eu não estou com saudade de você”. No melhor estilo ‘aguente as consequências para seus atos’.

Então Pedro veio todo embrulhadinho e chameguento para meu colo. Nisto, Bernardo começou a chutar.

- “Mamãe, olha o Bernardo!”
- “É filho, ele está com ciúmes. Bernardo, agora é a vez do Pedro.”
- “Bernardo também não tem ciúmes, mamãe. Bernardo está tentando me enxugar junto com você.”


Ops! E eis o filho ensinando a mamãe a não ficar falando besteira. Este moleque não é fácil!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Pedro versão 'comunicativo'

Não foi possível viajar no feriado, mas ele foi incrivelmente ótimo, principalmente por termos curtido um praião sábado e domingo!

Pedro fica tão animado quando vai à praia quanto à mãe. E está cada vez descolado e carioquinha. Mesmo com todos os traumas e caldos já está se arriscando sozinho na beira e adora entrar “no fundo” com o papai.

Desde a outra semana, que a orla está lotada de pedaços de água viva, que Pedro recolhe e faz questão de levar pra casa. TODOS! Fica horas catando. E esta semana, além das águas vivas, tinha muito molusco. Pedro ficou louco com aquelas conchas com bichos dentro que cavavam rapidinho na areia depois que a onda ia embora e os deixava a deriva!

E seu novo eu, muito comunicativo, vai espalhando conhecimento pela praia. A mãe falou para a filha não pegar a água viva, pois queimava. Lá foi Pedro se intrometer no assunto e explicar àquela pobre mãe mal informada que sem tentáculos, não tinha problema.

Uma banhista chamou pelo filho Miguel e lá foi Pedro contar para ela que ele tem um amigo Miguel na escola. E assim está a peça.

No sábado, resolvemos novamente prestigiar o Aconchego Carioca, mas quando chegamos, pegamos uma pequena fila de espera. Do lado de fora, Pedro logo fez amizade com um menino que brincava com seu Batmóvel . E a vez do amigo chegou antes da nossa. Eis que Pedro, a convite da mãe do Arthur, entrou com a família para esperar sua hora brincando sentado com o amigo e sem papai e mamãe, que continuaram lá fora até serem chamados.

E quando entramos, foi a vez de Arthur vir sentar e comer conosco.

Praia!

Pronto pra entrar no mar com o papai

Olha a felicidade dele
Olha que delícia, gente!

O boné atrapalhou e foi substituído pelo óculos

Mamãe, tira foto assim?






terça-feira, 20 de outubro de 2015

Novas rapidinhas

Pedro anda com a língua afiada e vai dar trabalho:

Vania e Pedro sobre bagunça no quarto
- Pedro, vamos juntar estes brinquedos, pois estão muito espalhados.
- Agora eu estou ocupado.
- Pedro, nada disto, você vai acabar pisando em alguma coisa e machucando.
- Vania, quem mandar nesta casa?
- Não sou eu, mas também não é você, então trata de me ajudar a recolher isto.
Ainda bem que alguém nesta casa tem pulso forte com o Pedro J

Vania e Pedro sobre colírio
- Pedro, está na hora de colocar o colírio
- O vovô que vai colocar
- Pedro, não quero ver você fazendo corpo mole pro seu avô, viu?
- Vania, Vania, olha, não fiz corpo mole pro meu avô

Papai e Pedro no banho
- Pedro, vem passar shampoo
- Espera um pouco papai que eu estou brincando aqui
- Pedro, para de brincar um minuto para eu passar o shampoo depois você volta a brincar
- Papai, assim você está atrapalhando a minha concentração e isso não se faz

Vania e Pedro sobre pular na cama
- Pedro, não pula na cama pois você vai cair.
- Vania, você não sabe mas vou te falar o que o papai fala.
- Sim?

- Papai fala: “Pedro, vamos brincar de pular na cama?”. Viu? Você que não sabe.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Pajem malandrinho


Pedro cumpriu sua missão com louvor. Fomos parabeniza-lo e então papai, na empolgação, resolveu dizer que ele teria direito a dois presentes já que havia entrado duas vezes:

- Papai, quero três presentes.
- Por que três, Pedro? Você só entrou duas vezes.
- Não. Eu entrei muitas vezes (verdade, no ensaio ele deve ter entrado umas dez vezes, pelo menos)
- Pedro, você está muito malandrinho, mas ok, vamos lá, sua performance vale três!

E o malandrinho virou pra mim e disse “Mamãe, me dei bem.”

É papai, vai dando mole. Daqui a pouco você está comendo no chinelo dele.


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

E Pedro surpreende mais uma vez


Estávamos certos de que Pedro não cumpriria sua função de pajem no casamento do tio Andre e tia Ana, afinal, além da timidez, ele desde o início anunciou que não ia entrar e que não queria ser príncipe. Ele não conhecia ninguém além do noivo e teria que enfrentar uma fileira de pessoas olhando, comentando e sorrindo para ele. Sério, impossível!

Mas o noivo parecia estar em desacordo com nosso pensamento e resolveu seguir adiante com o convite.

Finalmente chegou o grande dia e fomos munidos de muitas armas, mesmo sabendo que a chance de perder a guerra era enorme. Mas não sem antes lutar!

Começamos a nos arrumar cedo, mas Pedro resolveu querer jantar na hora de sair e descobrimos que a quantidade de peças a serem vestidas no pequeno era enorme: calça, camisa, suspensório, gravata, colete e blazer. Levamos uns 15 minutos para concluir a missão, até porque Pedro se manteve na posição mais complicada do mundo e resolvemos não reclamar, afinal, santa criança que não rejeitou nenhum item daquele desconforto todo num calor danado.

Conseguimos, mesmo depois da saga em casa, chegar com antecedência (não tanta quanto gostaríamos, mas a noiva ajudou atrasando mais que o programado), oferecemos um presente a ser escolhido diretamente na loja do Vitor, sem restrições (desespero é um problema) e fizemos praticamente uma lavagem cerebral sobre como ser príncipe era algo importante, que só uma criança muito amada e grande, um verdadeiro irmão mais velho, poderia ser etc

Teve até um episódio engraçado. Tio André mandou o filme da daminha treinando para entrar no altar. Eu chamei Pedro pra ver a princesa que ia entrar com ele e o pequeno perguntou “é a Nina?” rsrsrs Não amor, é outra princesa.

Enfim, logo na entrada da festa nos deparamos com a princesa Julia aos prantos que não queria entrar. Orientamos o Pedro a conversar com ela e dizer que era muito legal ser príncipe e princesa e que só as crianças grandes e muito legais conseguiam ser. Foi uma conquista difícil, Júlia me pareceu uma menina determinada, mas acabou não resistindo aos encantos de Pedro e logo estavam correndo juntos e rindo adoidados.

A mãe da Julia resolveu aproveitar a empolgação da dupla para treinar e entrada dos dois. E lá foram eles seguindo até o altar repetidas vezes. Eu estava quase intervindo com medo do Pedro achar que já tinha feito o caminho o suficiente quando o cerimonialista nos chamou. Era a hora!

Descobrimos que no script a daminha entrava sozinha antes da noiva e o pajem sozinho depois levando as alianças. A mãe da dama então se desesperou e pediu se Pedro não podia leva-la até o altar e depois voltar para pegar as alianças. Me deu um frio na barriga (entrar uma vez já seria difícil, imagina duas!), mas achei que valia arriscar.

Aprovada com o noivo a mudança no roteiro, a dupla seguiu feliz e contente pelo tapete vermelho e Pedro aceitou entrar novamente para levar as alianças. Da segunda vez ele entrou correndo e voltou correndo arrancando gargalhadas da plateia e deixando papai e mamãe sem ação e sem tempo de filmagem.


Foi uma surpresa bem gostosa e mamãe ficou pra lá de orgulhosa do filhote que estava realmente um charme dentro daquela roupinha linda. 

Pronto, mas ainda no clima "não vou entrar"


Tentando uma aproximação com a Julia

Já descolado e enchendo a mãe de esperanças

Não está lindinho?


O treinamento.