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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Senta, levanta e engatinha

Oba! Já não era sem tempo. Agora Bernardo senta sozinho com muita destreza, assim como fica de pé rapidamente se conseguir algum lugar para segurar. Ou seja, tudo o que colocamos nas laterais do berço deverão ser imediatamente retirados, pois ele puxa tudo o que vê pela frente. 

Já engatinha hehehehe, não com tanta habilidade quanto o sentar e levantar. Mas também já não dá mais para deixar sozinho pois ele consegue chegar até os móveis, se apoiar para levantar e pega qualquer objeto. 

A casa será repaginada por um tempo, assim como fizemos na época do Pedro. 

E olho no bolota, pois algo me diz que ele será mais levado que o primogênito cuja máxima foi mergulhar de cabeça para baixo numa lata de lixo que, graças aos anjos da guarda, estava cheia de fraldas para amortecer a queda. 





sexta-feira, 8 de julho de 2016

Bebê ansioso

Estava ficando difícil administrar a ansiedade do Bernardo em andar, correr, brincar e pular.

Em uma conversa com Tia Paula esta semana, ela me lembrou do maravilhoso tapetinho de borracha e, com isso, ganhei um tempinho. 

Bernardo aceita ficar ali brincando. Nada muito longo, mas já dá para fazer uma coisa ou outra rapidamente em casa sem ter que sentir taquicardia e os braços pegando fogo durante o malabarismo de bebê bolota na esquerda enquanto tarefas são executadas com a direita.

Mas o que ele curte mesmo é ficar em pé. Haja energia e coluna! 

Cansativo, sem dúvida, mas é hora de curtir muuito pois já já o bebê cresce e, com a fábrica fechada, esta é nossa última oportunidade. Pelo menos com bebês nossos :-) 









quinta-feira, 7 de julho de 2016

Mais festa

No dia seguinte algumas crianças já tinham ido mas a farra continuou pra quem ficou...

Hora da exploração

Bernardo se acabando...

... e Pedro tenso do irmão cair.
"Mamãe, pega ele! Está muito perigoso isso"

Casa na árvore

Meu bonequinho

Procurando peixinhos

Indo colher frutas


Eles se divertem com qualquer coisa

Almoçando para partir

Enquanto os picurruchos brincavam juntos



quarta-feira, 6 de julho de 2016

Festa Junina da Nina

A turma da escola do Pedro é muito legal, filhos e pais. Acabamos formando um grupo muito unido e interativo, a ponto da coordenadora pedagógica dizer que nunca viu igual na história da instituição e que isto reflete na turma: nunca houve um caso de mordida entre eles, o que é também inédito. 

Muito triste pensar que daqui um ano e meio tudo acaba, pois por mais que haja um esforço coletivo para não perder contato, a vida anda tão intensa e efêmera que será praticamente impossível não acontecer. 

Mas enquanto o dia D não chega, vamos curtindo de montão esta galerinha demais. 

Há 2 semanas mais ou menos, fizemos uma festa junina no sítio da avó da Nina, no Vale das Videiras. Já tínhamos feito uma viajem para o Portobello, mas estávamos em menor número e como o espaço era maior e menos familiar, não foi tão intimista como desta vez. 

O fim de semana foi perfeito. O sítio é uma delícia e as crianças e os adultos se divertiram pra valer. Até Bernardo ficou eufórico com tanta novidade e agitação e teve sua própria turminha.

Muito interessante assistir assim de pertinho a interação das crianças. Os diálogos são os melhores. Parecem mini adultos com seus próprios dilemas. Dois deles ficaram guardados na memória.

Na noite de sábado para domingo, os pequenos estavam cansados de um dia inteiro de correria, brincadeiras e euforia. Normal que comessem os choros alternados e desentendimentos pontuais. E a cada conflito, sempre ouvia-se um adulto falando "vocês estão muito cansados, acho que está na hora de desacelarar".  Lá pelo quinto choro, Lis vira para os amigos e fala em tom ameaçador: "gente, vamos parar de chorar pois os adultos estão achando que estamos com sono e vão colocar a gente para dormir!"

No dia seguinte, um trio de meninas debatia sobre o fim de semana no jardim: 
- "o que você mais gostou, Nina?
- "eu adorei a festa ontem"
- "eu adorei o poço dos desejos" 
- "eu gostei de tudo, gente"

Espero que a gente consiga fazer muitos outros encontros exatamente como este.

Hora da pescaria

A árdua tarefa de tirar foto de todos juntos!

Nessa a mamãe não resistiu. Adoro brincadeira de criança.

Felicidade em cada mm da foto

Papo, diversão e álcool

Dança das cadeiras. Tive que sair na primeira.

Esta irmã mais velha é tudo de bom.
Ela é muito carinhosa com os menores. 

Dupla inseparável

É muito gostosinho, meu Deus

Adoraríamos foto de família mas parar o Pedro é impossível

OIha que lindos!

Fogueira profissional

Quero pra sempre!

Ninguém ficou de fora da diversão

Pedro colocando lenha na fogueira :-)

Hora dos fogos

Tem alguém feliz aí?

A calmaria durou tão pouco...

Mulheres vetadas!

Preparando as pizzas à lenha

Montadas pelas crianças. Imagina a confusão?!


sexta-feira, 1 de julho de 2016

Pajem mais lindo do mundo

O tão esperado casamento do dindo finalmente aconteceu e Pedro se superou.
A reação da criança a este tipo de acontecimento é sempre uma grande incógnita, ao menos, da minha pequena metamorfose ambulante.

Pensamos em muitas variáveis, deixamos didi e titio a postos para qualquer retirada de emergência, mas tudo fluiu tão bem e tão lindo que nem acreditei.

Confesso que no tempo de espera até a hora H, ele aprontou bastante. Mas também nada fora do normal para alguém no auge de seus 5 anos. Afinal, temos um filho ativo e saudável e não um bonequinho de cera.  

Ele entrou direitinho, junto da dama e do primo João Marcelo, que foi o outro pajem. Ficou sentadinho desconfortavelmente na escadinha do altar sem reclamar e só depois de quase meia hora de cerimônia pediu baixinho e discretamente para sair. 

Depois voltou para o grande final e fez tudo o que lhe foi pedido, inclusive tirar várias fotos com sorrisos deliciosos. 

Apagou na hora prevista e fiz um bate e volta em casa para que ele pudesse descansar no conforto de seu lar.

Claro que quando eu cheguei em casa com quase 20kg esparramados no meu colo, sem fôlego e muita direção, sem querer tropecei, "derrubei" o Pedro que chorou e acordou o Bernardo. Mas depois de acalmar o primogênito e dar mamadeira ao picurrucho, a casa voltou a dormir em silêncio e eu pude voltar para a farra.

Foi uma noite perfeita e muito bem aproveitada.

E viva os noivos! 







quinta-feira, 30 de junho de 2016

O tabu da morte

Vou entrar em um assunto delicado que vai deixar algumas pessoas emocionadas. Eu mesma não escapei.

Uma das grandes questões dos pais é como explicar a morte para as crianças e mesmo protegê-las da dor causada por ela.

Pedro, aos 4 anos, passou por sua primeira perda: a Laila. Ele amava a Laila. Era sua companheira nos almoços de domingo e em Teresópolis. Desde muito pequenino ele brincava com ela como se fosse humana e ela realmente não decepcionava e o seguia fielmente.

Quando ela morreu, além de muito tristes, ficamos bem preocupados com o emocional do Pedro e em preservar a Didi e Titio dos questionamentos que ele certamente faria. Pedro perguntou diversas vezes pela Laila, sentia saudade, mas com o tempo pareceu ter se acostumado a não tê-la mais presente.

Semana passada, no entanto, ao encontrar sem planejar a Didi em nossa garagem, para a nossa surpresa, ele perguntou da Laila. Ela ficou abalada com o assunto inesperado e talvez a resposta não tenha sido suficiente para ele, pois quando entramos no carro, estabeleceu-se o seguinte diálogo:

- “Mamãe, a Laila está no céu?”
- “Sim, meu amor.”
- “Papai do céu vai mandar a Laila de volta para cá?”
- “Um dia.”
- “Amanhã?”
- “Não amor, vai demorar muito, pois ela ficou dodói e ele está cuidando dela.”
- “Eu posso ir lá brincar com ela?”
- “Agora a mamãe preferia que não, meu amor.”
- “Se eu virar cachorro, papai do céu deixa eu brincar com ela?”

Graças a Deus do nosso prédio à escola o caminho é curto e logo o assunto foi interrompido para mais um dia de aula.

Mas o que para nós foi um alívio, para o pequeno ficou mal resolvido.

Ontem, Pedro que há muito tempo vem perguntando da Salete e dizendo estar com muita saudade dela, falou com o Duda:

- “Papai, estou triste.”
- “Por que, filho?”
- “Eu já sei que a Lete morreu.”

Por um momento sentimos um frio na barriga e corremos para ligar para a Vania, afinal criança às vezes tem sexto sentido. Mas Lete estava ótima e viajando.

Então, de madrugada, caiu a ficha.

A Lete que era superpresente na vida dele de repente não faz mais parte do dia a dia. Mas todas as vezes que ele pediu, ela veio visita-lo. Só que há pouco menos de um mês ele pediu se ela podia busca-lo na escola e ela não foi. Então certamente ele associou à Laila e estava sofrendo com isso.

É assim que as crianças guardam por anos certos traumas vividos na infância e isso acaba se transformando em culpa ou algo não muito positivo. Temos um exemplo bem próximo na família.
Se ele não entendeu exatamente o que aconteceu e o motivo, o céu é o limite para a imaginação, pro bem e pro mal.

Daqui pra frente, radar ligado certas situações. E o máximo de explicação possível para tudo.