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domingo, 11 de dezembro de 2011

Finalmente o garotão foi à praia!

Hoje foi o primeiro sol de final de semana depois que o médico do Guigo o liberou para conhecer a praia. Nem preciso dizer como papai e mamãe estavam ansiosos pelo momento, ratos de praia como somos. Na verdade, o sol deu apenas uma palhinha de manhã cedinho, mas não bobeamos e corremos com o moleque para o Baixo Bebê no Leblon.

Fomos os primeiros a chegar na praia hoje. Além de nós, só alguns garis e adolescentes voltando da night. Esticamos a canga e ficamos parecendo três crianças mineiras que nunca tinham ido à praia. No início, o Pedro ficou meio desconfiado com aquele chão mole debaixo da canga engolindo os seus pezinhos quando ele caminhava. Mamãe também estava meio desconfortável do seu bebê ter contato com as areias poluídas do Leblon.

Até que, em uma bobeada, o garoto meteu a mão na areia e só não levou correndo à boca porque ficou intrigado com aquele material úmido entre os seus dedos. Mamãe relaxou e resolveu levá-lo para um passeio descalço sobre a areia. Pedro ficou tão entusiasmado que saiu correndo e levou alguns segundos para perceber que havia algo estranho sobre seus pés. De repente parou, mexeu os dedinhos, levantou a sola do pé para olhar de baixo e saiu correndo de novo, rindo e definitivamente apaixonado pela praia. É o nosso garoto!

Pedrão conheceu a Dona Neuza e a Josi, que no futuro venderão coco e cerveja para o ele, tudo a seu tempo. Muito simpático, foi só sorriso para as duas. Aproveitamos para mostrá-lo novamente à Yemanjá, pois da última vez que ela o viu ele era muito pequeno e de cara redonda. Demos uma rápida passada no escorrega e depois de mais algumas gargalhadas voltamos para casa com a sensação de que esta uma horinha de praia já tinha valido o final de semana!

Beijos papai e mamãe.

Meninos prontos para ir à praia

Quem é o rei do Leblon?

Menino do Rio...

Fome de praia!

Vamos correr!

Opa, o que é isso no meu pezinho?

Ha ha, gostei!

Fiquei cansado, ainda bem que ganhei um biscoitinho Globo

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A gargalhada mais gostosa

Dia desses cheguei em casa às oito horas em ponto. Correndo para tentar pegar o Guigo acordado, porque é muuuuuuuito mais gostoso chegar antes dele dormir, mesmo que seja por poucos segundos de olhinhos abertos. Mas eu sabia que as minhas chances eram baixas, pois o moleque dorme cedo para poder aproveitar o dia seguinte.

Quando cheguei, não deu outra. Casa em silêncio total, luzes apagadas e até a Salete já estava dormindo. Eu estava todo atrapalhado com mochila, correspondência, sacola e chaves na mão, mas não queria fazer muito barulho para não acordar a fera. Fui na ponta dos pés descalços até o meu quarto para encontrar a Liginha. Pelo silêncio parecia que até ela estava dormindo.

Quando entrei no quarto, ainda todo carregado, dei de cara com o cara (Pedrão é "O" cara!) na cama, deitadinho de lado cara a cara com a mamãe, que logo fez sinal de "silêncio" porque o moleque tinha dormido naquele exato instante. Obediente que sou 04 (depois eu conto esta estória) comecei a dar meus passos de costas para fora do quarto. Ainda carregando mochila, correspondência, sacola, chaves e os meus sapatos.

Mas aí a mamãe deu a ótima idéia de que eu colocasse o garoto no berço. Tipo um prêmio de consolação por não ter chegado a tempo de brincar com o moleque. Achei uma ótima idéia e corri para, silenciosamente, largar as coisas na sala (medo de acordar a outra fera, Salete) e lavar as mãos sujas de transporte público.

Todo feliz e com muito cuidado peguei o Pedro no colo... mas ele abriu um olho, me viu, esticou a mãozinha, apertou o meu nariz e deu um sorriso. Não, eu não estava vestido de palhaço e o meu nariz não tem buzina, mas o garoto que estava dormindo há meio segundo achou graça nisso. E depois que fomos para o quarto dele ele começou a balançar as perninhas e soltar mega gargalhadas gostosas!

Confesso que mesmo com a consciência um pouco pesada, adorei!!! Pedro ficou todo feliz que o papai havia chegado e como eu podia ser responsável neste momento? Virei criança e fiquei brincando e rindo com ele. Foi gostoso demais. Depois de uma hora mais ou menos o moleque deu low batery e começou a chorar de sono. Fiquei com ele no colo até que ele fechou os olhos e dormiu. O sorriso no meu rosto, porém, ainda demorou muito para sair.

Beijos do papai sorridente.


domingo, 4 de dezembro de 2011

E o ritual chamado dormir?

Mamãe escreveu ontem sobre os rituais do nosso pequeno na hora de acordar. Não dá para negar que é muito gostosinho ser acordado com seu sorriso ou com o meu nariz abocanhado por uma gengiva babada e sem dentes. Mas, para ser sincero, bem que podia ser um pouquinho mais tarde! Antes do Pedro nascer eu acordava por volta das seis da manhã, me arrastava pra fora da cama e ia correr me achando "o" atletinha.

Aí veio o moleque e as rondas noturnas para mamá, ajeitar a coberta, tirá-lo de uma posição incômoda enquanto dormia ou simplesmente ver se ele ainda estava respirando. Não sei se todos os pais se preocupam com isso, mas os pais do Pedro sempre davam uma conferidinha durante a noite. No início o bebê tinha que se alimentar de três em três horas, mas o moleque era tão preguiçoso que às vezes nós tínhamos que acordá-lo para dar o leite.

Em algum momento, não sei exatamente quando, o moleque passou a decidir as horas em que acordaríamos. Ele continua acordando uma vez de madrugada. Às vezes é no início da noite, por volta de 23:00h. Às vezes é no meio, por volta de 01:00h. Mas tem um reloginho que desperta dentro do moleque às cinco da manhã que é fogo. Perdi a conta das vezes em que levantamos com ele para dar "bom dia para o dia" e... o dia ainda nem tinha acordado!

Se antes a corrida começava por volta das 06:30h, hoje a maratona é a partir das cinco da madruga! Tio Edu deve ficar orgulhoso. Enquanto ele pedala no aterro, a turma aqui está engatinhando de uma lado para o outro, correndo atrás de bolinhas com chocalho e espalhando brinquedinhos pela sala. Esta semana o garoto resolveu dar um  descanso para os pais e passou a acordar depois das seis da manhã. Em compensação foi dormir uma horinha mais tarde.

Só que ontem ele fez diferente. Dormiu mais tarde e acordou mais cedo. Afinal, era sábado e não podíamos perder um minuto, não é?

Beijos do zumbi-papai.

Vamos aproveitar para dormir...

Papai está dormindo também?

Tão calminho...

Festa da madrugada!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Bom dia!


Pedro meio que tem um ritual ao acordar.

Faz bastante denguinho na nossa cama, aperta bem o nariz do Duda e, depois que ele fica mais espertinho, vai se apoiando na parede até ficar de pé. Ri, faz barulhinhos, cansa e senta. Aí ele “pede” para pegar o Buda que fica na minha mesinha de cabeceira. Faz carinho no Buda, coloca o terço na boca – a mãe do Pedro é eclética, inclusive no quesito “religião” - passa o terço no Buda, cansa e começa a “rosnar” para sair do quarto.

Trocamos a fralda dele, levamos para a sala, damos bom dia ao dia, ele ri bastante disto e vamos para o tapetinho brincar. No tapetinho, uma de suas brincadeiras preferidas é ficar colocando a mão dentro da boca do louro Zé para escutar o papagaio falar.

Desde ontem, este ritual mudou um pouquinho. Eu resolvi mostrar o troll que fica na varanda e a cena é mais que engraçada! Ele fica apertando o nariz do troll como se fosse campainha e acho que espera que o troll fale como o louro Zé, só que isso não acontece. Aí o Pedro fecha a mãozinha, se treme todo rosnando mega aborrecido que o troll não quer “falar com ele”. E faz isso repetidas vezes. Quando eu tento voltar para sala sou imediatamente repreendida pelo rapaz, que não se conforma com a falta de educação do pequeno duende. Para quem não conhece o troll é um ser mítico escandinavo, algumas vezes semelhante a um gnomo.

Vou tentar gravar isso um dia destes para vocês rirem também.

Beijos, mamãe.




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Engatinhando, caindo e indo passear sem os pais

Os dias com o Pedro estão cada vez mais gostosos, pois ele está cada dia mais esperto, independente e interagindo mais. Estar engatinhando e sentando era tudo o que eu queria. Diziam que eu sentiria falta da época em que tinha controle total sobre o moleque, mas isso ainda não aconteceu. Estou amarradona com estas conquistas e é muito bom ver que agora ele consegue se deslocar e brincar sem ajuda.

Só que engatinhar e sentar ficaram corriqueiros e agora ele quer andar. Algo bastante perigoso para quem não tem equilíbrio e firmeza nas pernas ainda. É só engatinhar até o sofá e tentar escalá-lo para a cabeça bater forte no chão em segundos, para desespero dos pais. Não dá para deixa-lo sozinho nem 1 segundo mais!

O fim de semana foi delicioso. Sábado, passeamos de manhã eu, papai e Pedro e, de tarde, os dindos Nando e Ju se juntaram a nós. No domingo, dinda Fê, tios Pi e Si e a amiguinha Clara chegaram para o café da manhã. Pedro e Clara brincaram muuuuito juntos e ela é a amiga mais carinhosa dele. Beija, abraça, cuida, ajuda, enfim, ele adora ela. Ri, quer imitar e é fofo demais ver os dois juntos.

Vovó Beth e tio Rê vieram para o almoço e levaram o Pedro com eles depois. É, gente. Papai e mamãe tinham que visitar a vovó Angelina no hospital (está tudo bem graças à Deus!) e a vovó Beth sugeriu levar o Pedro ao invés de ficar com ele em nossa casa, alegando que é importante que o Pedro se acostume a ser deixado em um lugar diferente de sua casa e saber que papai e mamãe voltarão para buscá-lo. Ela disse que assim será mais fácil quando ele for para a creche.

Descobrimos rápido que quem precisa se acostumar somos nós. Foi estranho demais ver o Pedro indo embora com outras pessoas. O papai ficou desolado, preocupado e nervoso “eles estão com nosso filho!”. Muito bonitinho. Quem será que vai chorar na hora do Pedro ficar na creche?

É tudo muito bom, gente.

Até as próximas novidades,
Mamãe

Carinho da amiga Clara

Muita farra

Voltando pra casa no domingo. Quem está no comando?...

domingo, 20 de novembro de 2011

Engatinhando

Pedro deve ter lido o post de ontem. Quando descobriu que estava liberado para cair e bater a cabeça, perdeu o medo e engatinhou pela primeira vez! Mamãe estava presente e chamou o papai que veio correndo ver também. O moleque engatinhou, sentou, engatinhou mais um pouquinho e ficou brincando disso até cansar. Tive a impressão de que ele ficou com medo de esquecer e, por isso, ficou praticando.

Realmente ele ainda precisa praticar um pouco mais o movimento porque, apesar de tê-lo levado de um lado para o outro do tapetinho, ainda está meio desajeitado. Mas aposto que mais alguns poucos dias e estaremos reclamando de dor nas costas enquanto o garoto passeia pela casa toda.

Então começará mais um lote de mudanças dentro da casa do Pedro. Papai e mamãe são apenas hóspedes. Ou talvez empregados se encaixem melhor como definição do nosso papel atual neste lar. Mas, sem dúvida, a casa é do Pedro e vai ficar cada vez mais com a cara dele depois que tirarmos do caminho quinas, pontas e objetos engolíveis.

Se ele já parecia nosso leãozinho antes, agora só falta a juba.

Beijos do pai orgulhoso.





sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Dentro da Redoma de Vidro

Esta semana tive uma conversa muito interessante com alguns amigos sobre a criação de nossos filhos. Tudo começou com a pergunta de como estava o Pedro e a minha resposta, que é sempre mais ou menos assim: está ótimo, cada dia mais lindo, mais esperto e mais bagunceiro.

Depois começamos a conversar sobre creche e como estava sendo deixar o Pedro com a babá. Bem, Pedro tem uma babá que é praticamente avó dele. A Ligia chamava a Salete de sua mãe preta e quando decidimos que ela ficaria cuidando do Pedro, foi um alívio. Ela é uma pessoa de confiança e cheia de amor pelo nosso filhote.

Mas... sempre tem um mas... deixar o Pedro só com a Salete é o mesmo que dizer que ele será um menino criado por vó. Sei que neste momento algumas leitoras especiais devem estar arrepiadas, esticadas na cadeira e pensando em começar um movimento em desagravo ao papai aqui. Já posso até imaginar certas avós com a mão na cintura perguntando "Qual é o problema?!?!?!?!".

O problema não são as avós propriamente ditas, mas a expressão "menino criado por vó" que remete a um garoto que foi criado com excessivo cuidado e, por causa disso, acabou perdendo grandes oportunidades de exploração e descobertas. Cuidados com aquilo que temos de mais valioso em nossas vidas são importantes e necessários. Mas antes de ser o nosso brinquedinho preferido, o Pedro é uma pessoinha que está louco para conhecer o mundo e um dos nossos papéis como pais é simplesmente permitir que isso aconteça.

Encontrar a medida disso, sem dúvida, é difícil e varia de ocasião para ocasião. Não existe certo ou errado, apesar de existirem exageros, tanto para o excesso como a falta de zêlo. Para nós, que somos os pais, o instinto é construir uma redoma de vidro para protegê-lo de todo e qualquer sofrimento.

Mas a impressão que eu tenho é que, na verdade, estamos querendo é proteger a nós mesmos. Como eu já disse, a dor que dói em nós parece ser muito maior do que a dor que dói em nosso filho. Até porque sentir dor faz parte da formação do ser-humano. Uma criança que nunca se queimou pode se transformar em um adolescente que acha que pode atravessar uma fogueira no primeiro porre. Bem, dependendo do porre e do adolescente, ele pode achar isso assim mesmo, mas aí é outra história...

Por isso acreditamos que ir para a creche será tão importante para o Pedro. A Salete, com a melhor das intenções, protege o Pedro, por exemplo, de que qualquer queda. Se continuar assim ele vai demorar muito para bater com a cabeça no tatame. Mas também não vai engatinhar tão cedo.

Beijos do pai.

O Reizinho foi passear

Onde você Pedro?

Quem quer escalar?

Vamos aprender a cair?