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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Hora ainda mais feliz!

Pedro tem sangue árabe correndo em suas veias por causa da descendência da mamãe. Os árabes, como qualquer outro povo, têm características muito fortes. Além de gostarem de kibe e casarem com várias mulheres ao mesmo tempo, dizem que é um povo que gosta de economizar no banho. Apesar da famosa frase "banho, banho, para quê tanto banho?" (piadinha interna da família Bassoul) este hábito não perdurou e o Pedro adora tomar banho.

Não é a primeira vez que falamos disso aqui no blog. Há quase um ano publicamos um post justamente sobre este assunto. De lá para cá, muita coisa mudou. Sobretudo nosso garoto ganhou vários quilos e centímetros que não o deixam mais usar a banheirinha que ele tanto gostava. Mas o banho foi mudando com ele e foi ficando cada vez mais divertido.

Primeiro foi a passagem da banheira para o chuveiro, mas no nosso colo. A primeira vez foi com a mamãe dando o banho e o papai rezando no lado de fora do box. É que pareciam muito arriscadas aquelas manobras todas com o moleque molhado no colo. Vira pra lá, passa sabão, vira prá cá, passa sabão, agora de cabeça para baixo, passa sabão... Com o tempo, porém, tudo foi ficando mais fácil e já dava quase para dar banho nele apenas com uma das mãos.

Só que o Pedrinho foi crescendo e ficando impaciente com aquele ritual de colo. Até o dia em que ele descobriu que podia ficar em pé dentro do box. Pronto, estava armada a festa. O moleque correu para debaixo do chuveiro, ficou impressionado com o ralo, passou a levar diferentes brinquedinhos para o banho e a cair de cabeça no chão do box. Aliás, cair de cabeça se tornou outro hábito, mas isso já é outra estória.

O auge, porém, foi no final de semana passado. O guri estava sentadinho na sala brincando com as coisinhas dele quando cheguei e comecei a cantar a música "hora do banho, que hora mais feliz...". Pedrinho deu um pulo, ficou em pé, abriu o sorrisão e esticou o bracinho para me dar a mão. Quando peguei em sua mão ele praticamente me arrastou para dentro no box, mal deu tempo de tirar as roupas.

Pra que tanto banho? Para se divertir muito!

Beijos molhados do papai.

P.S.: apesar de ser um momento muito feliz, não temos muitas fotos apresentáveis publicamente da hora do banho... então segue uma seleção de fotos do garoto relaxadão vendo TV...






quinta-feira, 3 de maio de 2012

As fotos da Lagoa

Papai achou que tinha perdido a máquina fotográfica cheia de fotos bacanas do dia em que fomos na Lagoa almoçar com a dinda Fê. Ele estava tristinho até que se lembrou que tinha colocado no meu carrinho. Mamãe disse que foi uma espécie de brincadeira, tipo esconder os ovinhos da páscoa. Só que ele escondeu dele mesmo e esqueceu. Depois encontrou e ficou todo feliz. Sei lá, vocês adultos, às vezes, são muito estranhos. Mas, enfim, aqui estão as fotos.

Beijos, Guigo.

"Vovó, tá bacana. Mas como eu faço para mergulhar?"

"Legal o patinho vó, posso nadar com ele?"

"Todo mundo quer tirar foto, mas não me deixa mergulhar!"

"Tá bom, vou comer um biscoitinho e assistir a Xuxa..."

"La vou euuuuuuuuuu!!!!"

"Tio Rê, deixa eu mergulhar?"

"Mamãe, eu quero entrar ali..."

"Mamãe acha que me distrai..."

"Chega de beijo, eu quero mergulhar!!!"

"Mamãe, você vai deixar eu mergulhar?"

"Caraca, mais beijo, mais beijo... tá difícil entender o que eu quero?"

"Acho que eu passo por baixo da corda e mergulho..."

"Lá vou euuuuuuuu!!!!"

"Solta cara!"

"Me deixe, me deixe!!!"

"Fuiiiiiii!"

"Jura mãe, da próxima vez eu posso entrar?"

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Presentes


Desde que somos crianças, uma parte bem legal dos aniversários são os presentes. Ganhar presente é muito legal (de repente lembrei que o meu aniversário está chegando em alguns meses...). Dar presente também é legal. Mas este ano descobri que ver o filho de um ano ganhando os presentes é ainda mais bacana.

Pedro curtiu cada um dos que ganhou. Foi ainda mais legal porque ele gostou de tudo, desde acordar e encontrar um monte de embrulhos no meio da sala, ou rasgar o papel dos presentes até rolar com as caixas vazias no chão, batendo com a cabeça aqui e ali de vez em quando. Se querem saber, ele curtiu até os brinquedos que vinham dentro das caixas!

Para não causar muito tumulto na festa, resolvemos guardar todos os presentes e deixar o moleque abrir no dia seguinte. Mas alguns ele exigiu que fossem abertos no dia da festa mesmo. Um deles, que deixou o papai aqui todo boboca, foi um conjunto de carrinhos que o Augusto trouxe.

O Pedro ficou impacientemente esperando que eu tirasse um carrinho e lhe desse. Aliás, que dificuldade abrir embalagens de brinquedos hoje em dia, não? Parece que os brinquedos vem presos por um enigma maligno e é impossível tirá-lo da caixa antes que a criança tenha uma síncope de ansiedade. Mas, enfim...

Tirei um dos carrinhos e entreguei para o Pedro brincar. E não é que o moleque colocou o carrinho no chão e começou a fazer barulho de carrinho com a boca. Vruuuuuuum, vruuuuuum!!!... Caraca, no dia anterior ele ainda não fazia isso! É assim que funciona a evolução da criança? Fez a festa de um ano e ele automaticamente deixa de ser um bebê e vira um garoto???

Beijos do papai-agradecido-pelos-presentes.

"Este presente que veio de São Paulo é meu!!!"

"Adoro Batucar!"

"Olha Mamãe, Olodum!!!"

"Uau, isso tudo é meu?"

"Hum... não sei qual eu abro primeiro..."

"Mãe, acho que aquele macaquinho está me zoando..."

"Oba, vou telefonar para agradecer!"

"Adoro baldinhos..."

"...principalmente para subir e brincar de equilíbrio!"

"Manobrando o caminhão!"

"Argolas! Adoro!"

"Caraca, que balde gigante!"

"Hum... este aqui precisa de mestrado para abrir..."

"Que livro bacana, vou mergulhar na leitura!"

"Opa, mergulhei!"



"Definitivamente este macaquinho está me zoando..."

terça-feira, 1 de maio de 2012

No Capricho


No inicio mamãe não queria fazer a festa para o nosso garotão. Disse que ele não iria curtir, que festa de um ano é para os adultos, então que ela preferia fazer uma viagem, por exemplo. Insisti para que fizéssemos porque as pessoas que amam o Pedro, provavelmente, gostariam de compartilhar este momento. Ou seja, mesmo não sendo uma festa para ele, era uma festa onde todos poderíamos curtir este marco em seu crescimento.

Mamãe topou com a condição de fazer algo simples. "Claro", eu disse, "não tem necessidade de ser nada grande ou sofisticado". Foi quando mamãe começou a planejar uma festinha tranqüila, com o tema de bebê carioca. Nada que desse muito trabalho, uma decoração simples, com coisas de praia. Que tal um rapaz vendendo Matte de galão? Uma prancha de surf... Míni-guarda-sóis, o calçadão na mesa de lembranças, havaianinhas personalizadas para as crianças... Molesquines para os adultos!!!

O centro de mesa acabou sendo um capítulo à parte. Enquanto decidíamos o que colocar nas mesas, passamos por flores simples, mini-coqueiros, uma praia dentro de vidro... até que surgiu a idéia de usar um coco verde para fazer de base do arranjo. Era só cortar o coco no meio, encher de areia e colocar um mini-guarda-sol que a praia (e o arranjo) estava pronto.

Foi uma ótima idéia! Mas implicava na necessidade de se arrumar 12 meios cocos abertos na horizontal e com a base reta em ambas as metades. Tipo, algo muito simples, bem no espirito da festa sabe?! É o tipo de coisa que qualquer pessoa tem em casa, na geladeira. Seis cocos e uma serra circular capaz de fazer cortes perfeitos. No final, pedi ajuda da vovó Sonia e fui buscar os cocos lá em Ipanema no dia da festa porque guardar os cocos com antecedência estava atraindo bichinhos voadores indesejáveis.

É claro que eu conheço a Li muito bem e já sabia que o conceito de festinha simples dela está vários pontos acima da média da humanidade. Fico imaginando se ela resolvesse fazer um festão quando o moleque completar dois anos. Se o tema for o mesmo, ela vai substituir a água da piscina por água do mar do Leblon, devidamente fervida para livrá-lá de impurezas!

Este ano não tinha água do mar, mas ficou tudo um capricho. Parabéns mamãe!

Beijos do papai-carregador-de-coco.





segunda-feira, 16 de abril de 2012

Festa ou maratona?

O Pedro é um garoto bastante esperto, pois puxou os seus pais. Mas é um bebê de um ano de idade e isso o deixa com algumas limitações intelectuais. Por exemplo, no final de semana passado ele participou, pela primeira vez, de uma festa de aniversário dele próprio. No início, ficou achando que a festa começava no dia anterior. Quando desceu para o play e encontrou o salão cheio de pessoas legais e com várias bolas espalhadas pelo chão pensou, "oba, começou!". Ele se divertiu muito, mas depois que explicamos ele entendeu que a festa seria apenas no dia seguinte.

No tal dia seguinte, outra confusão em sua cabecinha: Pedro ainda não sabe a diferença entre festa de aniversário e maratona. Logo que começou a festa o guri parecia que estava com um pouco de sono. Papai até subiu um pouco para ver se ele tirava uma soneca, mas assim que chegou em casa o moleque abriu um sorrisão e correu para os seus brinquedos. Bem, se é para brincar, vamos brincar lá em baixo com a galera!

Quando descemos novamente, vários convidados já tinham chegado e foi aí que o garoto começou a correr. E correu, correu e correu um pouco mais. Tropeçou, levantou e voltou a correr. Parecia que, na cabecinha dele, só dava para parar depois que fossem cumpridos os tais 42 e poucos quilômetros. Como o garoto veio com bateria extra, isso não é problema para ele. Já para os adultos que ficavam correndo atrás, foi um pouco mais complicado.

Teve uma hora, por exemplo, que ele resolveu exercitar o ato de subir e descer o degrau. Ele deve achar que ainda não está craque nesta modalidade e descobriu o degrau perfeito para treino bem na entrada do salão. As pessoas chegavam e tentavam falar comigo, mas eu mal conseguia levantar o meu rosto suado enquanto o moleque subia, descia, subia, descia...

Foi assim do inicio ao fim, o moleque disparando de um lado para o outro e curtindo um pouquinho de cada um de seus convidados. Tivemos medo que ele não aproveitasse a festa, mas o guri curtiu cada minuto e quando chegou a hora do parabéns ele, apesar de muito cansado, comportou-se direitinho no colo do papai. Três segundos depois ele já estava completamente desmaiado. Os pais, apesar de exaustos, terminaram a festa muito feliz com toda a alegria do moleque.

Eu era o pai de um bebê. Agora sou pai de um garoto. Nossa, como foi rápido.

Beijos, papai.




"Corre papai!!! Veeeeeeeeeeeeeeem!!!"

"Caraca, só corri 5Km até agora!"

"Sai da frente moço do mate, lá vou eu!!!"

"Cansei de correr, vou jogar bola..."

"Tio Rê, me ajuda a subir?"

"Este tal de balanço é legal, mas tá me dando sono..."

"Ha ha ha, mamãe e vovó são muito divertidas!"

"Será que depois do parabéns eu posso correr mais um pouquinho?"

domingo, 15 de abril de 2012

Dia da dinda!

Como vocês devem saber, ontem foi o aniversário da minha dinda. Eu nasci assim bem pertinho do aniversário dela para que as nossas festas fossem juntas todos os anos. Este ano ela arrumou um casamento no dia e acabamos não comemorando na mesma data. Mesmo assim foi muito legal ontem. Depois do meu almoço fui tirar aquele cochilinho de sempre, mas ontem eu adormeci na cama do papai e da mamãe.

Quando acordei, já estava em um lugar super legal. Era um restaurante, aquele tipo de lugar onde os bebês vão para atirar as coisas no chão, mas ficava de frente para uma paisagem linda. Papai e mamãe me disseram que se chama Lagoa Rodrigo de Freitas. Fiquei tão empolgado que corri para dar um mergulho, mas eles me seguraram bem na hora do tchibuuuuum!

Me diverti tanto! Bem do lado de nossa mesa tinha uma pista onde várias crianças maiores que eu se divertiam em skates e bicicleta. Estou louco para andar de skate também, mas acho que ainda sou muito pequenininho. Por enquanto me divirto olhando e apontando as outras crianças. Mas também me diverti muito correndo no deck e na grama e tentando me jogar dentro da água.

Para completar ainda tinha uma feira de cães para adoção ao lado do restaurante. Um mais bonitinho que o outro. Pedi para a vovó Beth levar um para mim e deixar na casa dela, mas ela não quis. Ué, ela não disse que faria tudo o que eu pedisse? Só parei de insistir quando ela disse que ia trazer as cachorras de Terê para ver se alguém adotava...

Gostei de tudo, menos dos helicópteros que passavam sem parar fazendo barulho. Papai falou que helicópteros são muito legais, mas eu fiquei com medo daquele barulhão todo. Ainda bem que sempre tinha alguém perto de mim para eu encostar a minha cabecinha no ombro e esperar passar.

Não entendi porque no final não cantamos parabéns para a dinda. Acho que vamos cantar hoje porque a mamãe preparou um surpresa que ela vai adorar!

Beijos dinda, feliz aniversário. Ano que vem fazemos a festa de pókemon juntos, tá?

Guigo

"Estou esperando papai achar as fotos de ontem.
Enquanto isso, coloquei aqui a foto com a dinda e o tio Rê"