De todos os temas discutidos na aula sábado, este foi um dos mais polêmicos: como lidar com as visitas? Acho que nenhum pai ou mãe saberia dar uma resposta definitiva neste assunto. Queremos muito que as pessoas visitem nosso filho, vejam como ele é lindo, esperto e parecido com os pais. Queremos que ele receba muito carinho de nossas familias e de nossos amigos. Queremos mostrar o quartinho, as roupinhas e tudo o que foi preparado na casa para sua chegada.
Mas nem sempre a visita chega na hora em que gostaríamos, nem sempre fica o tempo que achamos necessário e nem sempre concorda que o nosso filho é lindo e esperto, mas continua achando que ele parece com a gente. Sem dúvida, as pessoas não vão agir exatamente como nós gostaríamos. Mas se é exatamente isso que torna o mundo um lugar tão interessante, qual é o problema?
Como já disse aqui, sou um pai teórico, estudioso e observador. Isso me dá certas vantagens, como falar qualquer besteira e usar a desculpa de que ainda não passei por isso. Usando mais uma vez desta vantagem, vou registrar aqui o que eu acho positivo neste caso das visitas a um recém-nascido. Depois eu conto se as minhas teorias se comprovaram ou não.
Primeira regra: nunca apareça de surpresa na casa de um recém-nascido.
Eu acho que, por mais intimidade que uma pessoa tenha com a outra, aparecer de surpresa é a química certa para o caos. Eu acredito no ditado que "Deus escreve certo por linhas tortas" mas, como não somos Deus, acho que sobre nós vai imperar a Lei de Murphy. Ela seria mais ou menos assim: "se existe uma pequena possibilidade de você chegar na pior hora possível na casa de um recém-nascido, ela sempre ocorrerá quando você chegar de surpresa!".
Então troque o "estava passando por aqui e resolvi fazer uma visitinha" pelo "estou morrendo de saudade de vocês. Qual a melhor hora para eu passar aí?". Na nossa casa posso garantir que também estaremos morrendo de saudade de você!
Segunda regra: acredite, não é pessoal.
Em geral, a casa de um recém-nascido de pais de primeira viagem será a melhor representação possível de um caos. Estamos nos preparando como podemos para evitar que isso aconteça, mas tenho certeza que as coisas fugirão ao controle em alguns momentos. Se isso acontecer justamente na hora que você foi nos visitar, por favor, acredite que não foi pessoal. Em algum momento a nossa vida voltará ao equilíbrio (acho que será mais ou menos quando o Pedro estiver casando, mas enfim...). Por enquanto será o Pedro quem determinará se a casa está em paz e de braços abertos para as visitas ou fechada para balanço.
Se você está lendo este blog é porque eu fiz um sucesso inesperado ou porque é uma pessoa querida. Neste caso, é claro que vamos querer a sua visita. Por favor, não nos abandone! Estaremos loucos para contar as peripécias do nosso filhote (coisas do tipo: o cocô dele mudou de marrom para amarelo...). Mas se por acaso eu disser "acho melhor deixar a visita para amanhã, estamos meio enrolados aqui" não fique triste. E volte a ligar amanhã, para eu não ficar triste, combinado?
Terceira regra: sem frescura, mas com cuidado.
Não queremos uma criança cheia de frescuras. De fresco, basta o padrinho. Mas temos que tomar cuidado com uma criança que ainda está aprendendo a enfrentar as bactérias e vírus deste mundo perverso. Então adotaremos as regras simples de que qualquer um poderá pegá-lo no colo, mas deverá lavar as mãos e, de preferência, usar uma fralda na roupa da rua. Pelo menos no início. Depois ele mesmo vai aprender com o primo a esfregar o biscoito no chão antes de comer e aí, seja o que Deus quiser!
Beijos do papai cicerone.
terça-feira, 1 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Pai teórico
Sábado passado fomos ao curso de pais ministrado pela pediatra Ana Heloisa da Gama do SOS Mamãe e simplesmente adoramos. Tivemos momentos de felicidade e pânico. Pânico da Ligia, pânico meu e pânico da Dra. Ana... "Não Eduardo, a cabeça do bebê não pode ficar afundada na água da banheira!".
Falando sério, foi uma manhã muito agradável em que tivemos contato pela primeira vez com atividades que vão tomar praticamente todo o nosso tempo a partir da chegada do Pedro. Aprendi dicas simples para a hora de trocar a fralda e dar o banho, por exemplo. Confesso que cheguei na aula morrendo de medo do banho e saí seguro em dar o primeiro banho do Pedro quando ele chegar em casa. Achei muito fácil! Principalmente com o boneco que não faz cocô, não chora, não se mexe e não se afoga!
Acho que, com o Pedro, será um pouco diferente. Será mais tenso, por um lado, mas também será muuuuito mais gostoso. Falando como pai teórico, não entendo como alguns pais podem abrir mão deste momentos com o seu filho. Sem julgar ninguém, mas espero me lembrar destes momentos com muito carinho e amor. Como tem sido durante a gravidez toda. Também espero lembrar com orgulho por não ter afogado o meu filho. Mas isso é mole, afinal o Pedro é filho de mergulhador e já vai aprendendo a prender a respiração desde cedo!
O curso também abordou detalhes muito interessantes sobre a vida como ela será depois que o casal se transformar em uma família. Sempre vi o dia do meu casamento como o dia em que tudo passou a ser diferente. No nosso caso, diferente para melhor. Agora estou na expectativa da outra data em que deixamos de ser dois e passamos a ser três. E três que são cinco se contar as sogras, oito se contar os padrinhos e acho que uns vinte e sete se incluir todos os avós.
P.S.: esta é a hora em que o vovô Nilton exclama "Não é bem assim! Pode parar!". Mas sobre isso já abordamos em outro post, não é?
Enfim, para ajudar a divulgar as dicas, conselhos e informações tão importantes que ouvimos no sábado, usaremos este blog. Esperamos compartilhar com vocês opiniões, alegrias, emoções e... bem, alguns pânicos também. Fiquem à vontade.
Beijos do papai certificado.
Falando sério, foi uma manhã muito agradável em que tivemos contato pela primeira vez com atividades que vão tomar praticamente todo o nosso tempo a partir da chegada do Pedro. Aprendi dicas simples para a hora de trocar a fralda e dar o banho, por exemplo. Confesso que cheguei na aula morrendo de medo do banho e saí seguro em dar o primeiro banho do Pedro quando ele chegar em casa. Achei muito fácil! Principalmente com o boneco que não faz cocô, não chora, não se mexe e não se afoga!
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| Imagem extraída do site http://www.sosmamae.com.br |
Acho que, com o Pedro, será um pouco diferente. Será mais tenso, por um lado, mas também será muuuuito mais gostoso. Falando como pai teórico, não entendo como alguns pais podem abrir mão deste momentos com o seu filho. Sem julgar ninguém, mas espero me lembrar destes momentos com muito carinho e amor. Como tem sido durante a gravidez toda. Também espero lembrar com orgulho por não ter afogado o meu filho. Mas isso é mole, afinal o Pedro é filho de mergulhador e já vai aprendendo a prender a respiração desde cedo!
O curso também abordou detalhes muito interessantes sobre a vida como ela será depois que o casal se transformar em uma família. Sempre vi o dia do meu casamento como o dia em que tudo passou a ser diferente. No nosso caso, diferente para melhor. Agora estou na expectativa da outra data em que deixamos de ser dois e passamos a ser três. E três que são cinco se contar as sogras, oito se contar os padrinhos e acho que uns vinte e sete se incluir todos os avós.
P.S.: esta é a hora em que o vovô Nilton exclama "Não é bem assim! Pode parar!". Mas sobre isso já abordamos em outro post, não é?
Enfim, para ajudar a divulgar as dicas, conselhos e informações tão importantes que ouvimos no sábado, usaremos este blog. Esperamos compartilhar com vocês opiniões, alegrias, emoções e... bem, alguns pânicos também. Fiquem à vontade.
Beijos do papai certificado.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Os padrinhos
Muito antes de qualquer gravidez já tínhamos decidido que os nossos irmãos seriam os padrinhos do nosso primeiro filho. Nando e Fê foram escalados para a função de nos substituir na criação e educação de nosso primeiro filho caso alguma coisa ruim aconteça. Confesso que hoje, mais maduro, chego a ter algumas dúvidas. Tipo, se o garoto já perdeu os pais, porque sacrificá-lo ainda mais, sabe?
Mas deixa pra lá. O importante é cumprir as promessas. Já os padrinhos, por sua vez, não têm preocupações tão sérias assim. Se o moleque for vascaíno e micareteiro, para eles tá tranquilo.
Muitas vezes, porém, ouvi a seguinte pergunta de um deles: "Mas vem cá, vocês vão ter coragem de deixar o Pedro sozinho com a gente?". Bem, já que vocês estão perguntando... sei não... vamos imaginar um dia que vocês passem juntos:
Fê: Nandinho, vamos fazer um programa bacana com o Pedro? Vamos ao Jardim Botânico?
Nando: Beleza Fê, vamos sim. Dizem que lá tem um passeio de trem muuuuito legal.
Fê: Sério? Tem castor?
Nando: Não, mas é legal. Vamos? Vamos?
E lá vão os três para o Jardim Botânico. Cinco minutos depois.
Fê: Aí Nandinho, já deu né?
Nando: Você acha? Não está legal?
Pedro: Dindo, já deu.
Nando: Então tá. Que tal uma maratona... de milk shakes?
Pedro: Dindo, não sei...
Fê: Cala boca menino! Claro! Vamos! Vamos!
Primeira parada: milk shake Sorvete Brasil no Humaitá.
Nando: Chocolate Trufado com Amêndoas.
Fê: Café com Brownie.
Pedro: Menta com Chocolate.
Segunda parada: milk shake no Mil Frutas no Jardim Botânico.
Mas deixa pra lá. O importante é cumprir as promessas. Já os padrinhos, por sua vez, não têm preocupações tão sérias assim. Se o moleque for vascaíno e micareteiro, para eles tá tranquilo.
Muitas vezes, porém, ouvi a seguinte pergunta de um deles: "Mas vem cá, vocês vão ter coragem de deixar o Pedro sozinho com a gente?". Bem, já que vocês estão perguntando... sei não... vamos imaginar um dia que vocês passem juntos:
Fê: Nandinho, vamos fazer um programa bacana com o Pedro? Vamos ao Jardim Botânico?
Nando: Beleza Fê, vamos sim. Dizem que lá tem um passeio de trem muuuuito legal.
Fê: Sério? Tem castor?
Nando: Não, mas é legal. Vamos? Vamos?
E lá vão os três para o Jardim Botânico. Cinco minutos depois.
Fê: Aí Nandinho, já deu né?
Nando: Você acha? Não está legal?
Pedro: Dindo, já deu.
Nando: Então tá. Que tal uma maratona... de milk shakes?
Pedro: Dindo, não sei...
Fê: Cala boca menino! Claro! Vamos! Vamos!
Primeira parada: milk shake Sorvete Brasil no Humaitá.
Nando: Chocolate Trufado com Amêndoas.
Fê: Café com Brownie.
Pedro: Menta com Chocolate.
Segunda parada: milk shake no Mil Frutas no Jardim Botânico.
Nando: After eight.
Fê: Chocolate com pedaços.
Pedro: Chocolate duplo.
Terceira parada: milk shake no Bob's da Gávea.
Nando: Ovomaltine.
Fê: Ovomaltine.
Pedro: ...
Nando: Fê, cadê o Pedro???
Fê: Caraca, esquecemos ele no Mil Frutas!!!!!!!!!!
Com relação à pergunta: "Mas vem cá, vocês vão ter coragem de deixar o Pedro sozinho com a gente?".
NÃÃÃÃÃOOOO. Só se levar a dinda Ju com vocês. Tem que ter alguém responsável neste corpo de padrinhos!!!
Beijos do papai gordinho.
| Desespero? |
| "Nem brinca!" |
| A salvação do Pedro é a dinda Ju |
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Vai crescendo o barrigão
Por uma questão de carinho venho, normalmente, falando em "barriguinha da Li". Só por carinho mesmo porque, na verdade, já deixou de ser uma barriguinha há muito tempo! Já é um barrigãozão, pelo menos do ponto de vista de quem está aqui fora. Digo isso porque, olhando a Ligia de longe, parece até um palitinho enfiado em uma azeitona.
Amor, não estou sacaneando você, ok? Estou só descrevendo a visão de uma gravidinha que continua magrinha como sempre foi, mesmo que você nunca tenha acreditado. Mas esta gravidinha está carregando uma barriga que cresce a cada hora. De longe não parece que a Li está grávida. Parece que ela colocou a mochila virada pra frente, sabe?
Já do ponto de vista do Pedro, tenho certeza que ele não acha a barriga tão grande assim. Estou ansioso para a próxima ultra, mas tenho certeza que verei o meu filho com a cara amassada. O diálogo será mais ou menos assim:
"Ai que bonitinho, ele está com o pé na boca" - diz o pai emocionado e com lágrimas nos olhos.
"Seu idiota, estou com o pé na boca para economizar espaço! Está muito apertado aqui!" - aparece escrito em um balãozinho que mostra o que o Pedro está pensando.
Pois é, ficamos cada vez mais emocionados quando o Pedro mexe. Mas ontem me dei conta que aquilo que sentimos não é o Pedro se virando ou esticando as perninhas como no início. É o Pedro pedindo mais espaço e tentando arrumar melhor as coisas, afinal ele é o filho da Ligia.
- "Nossa, mas está uma bagunça aqui e estou ficando nervoso com a falta de espaço. Mamãe, vamos organizar? Vou colocar o estômago mais para este canto, tá? O pâncreas eu posso jogar fora? E vai fazer xixi que a bexiga está machucando a minha nuca!"
Beijos do pai ansioso para o Pedro chegar (na hora certa).
Amor, não estou sacaneando você, ok? Estou só descrevendo a visão de uma gravidinha que continua magrinha como sempre foi, mesmo que você nunca tenha acreditado. Mas esta gravidinha está carregando uma barriga que cresce a cada hora. De longe não parece que a Li está grávida. Parece que ela colocou a mochila virada pra frente, sabe?
Já do ponto de vista do Pedro, tenho certeza que ele não acha a barriga tão grande assim. Estou ansioso para a próxima ultra, mas tenho certeza que verei o meu filho com a cara amassada. O diálogo será mais ou menos assim:
"Ai que bonitinho, ele está com o pé na boca" - diz o pai emocionado e com lágrimas nos olhos.
"Seu idiota, estou com o pé na boca para economizar espaço! Está muito apertado aqui!" - aparece escrito em um balãozinho que mostra o que o Pedro está pensando.
Pois é, ficamos cada vez mais emocionados quando o Pedro mexe. Mas ontem me dei conta que aquilo que sentimos não é o Pedro se virando ou esticando as perninhas como no início. É o Pedro pedindo mais espaço e tentando arrumar melhor as coisas, afinal ele é o filho da Ligia.
- "Nossa, mas está uma bagunça aqui e estou ficando nervoso com a falta de espaço. Mamãe, vamos organizar? Vou colocar o estômago mais para este canto, tá? O pâncreas eu posso jogar fora? E vai fazer xixi que a bexiga está machucando a minha nuca!"
Beijos do pai ansioso para o Pedro chegar (na hora certa).
| Cadê a barriga? (agosto) |
| Opa, já estou vendo alguma coisa? (Outubro) |
| Ela está grávida!!! (dezembro) |
| Uma barriguinha e tanto (janeiro) |
| E continua crescendo... (fevereiro) |
| É ou não é um barrigão? (semana passada) |
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
O quartinho vai ficando pronto
Quando casamos fomos morar em um apartamento de dois quartos e procuramos um com tamanho suficiente para nós e os filhos que viriam no futuro. Chegamos a fazer um armário no segundo quarto (ou, como a Ligia gosta de chamar, no quarto "B") que seria o armário herdado pelas crianças. Há dois anos percebemos que já tínhamos tomado conta do quarto "B" e precisaríamos de um apartamento um pouco maior.
No apartamento novo deixamos o quarto "B" separado para a criança e nem fizemos obra para não correr o mesmo risco de ocupar armários com as nossas coisas. Foi em vão. A Li engravidou e percebemos que o quarto "B" não só fazia parte ativa da casa, mas era onde a maioria de nossas coisas estavam guardadas! Em armários, bolsas, mesas...
Ou seja, precisamos fazer mudanças em outros cômodos para redistribuir a nossa bagunça. Tá bom, tá bom... para redistribuir a minha bagunça e a organização da Li (somos um pouquinho diferentes neste aspecto). Mas, enfim, entramos em um processo de obra, armários, marceneiro, muda livro daqui pra lá, muda álbum de lá pra cá, joga fora isso, manda aquilo pra Terê, guarda estas coisas na casa da vizinha...
Independentemente disso tudo, o mais gostoso é ver o quartinho do Pedro ficando pronto. Ainda faltam os detalhes, mas já está com cara de quarto. E está ficando lindo!
Agora estamos resolvendo a cortina...
Beijos do Papai
| Uma pequena parte da mudança em Junho de 2008 |
| Não deve ser tão difícil acomodar alguns sapatos no apê novo |
No apartamento novo deixamos o quarto "B" separado para a criança e nem fizemos obra para não correr o mesmo risco de ocupar armários com as nossas coisas. Foi em vão. A Li engravidou e percebemos que o quarto "B" não só fazia parte ativa da casa, mas era onde a maioria de nossas coisas estavam guardadas! Em armários, bolsas, mesas...
Ou seja, precisamos fazer mudanças em outros cômodos para redistribuir a nossa bagunça. Tá bom, tá bom... para redistribuir a minha bagunça e a organização da Li (somos um pouquinho diferentes neste aspecto). Mas, enfim, entramos em um processo de obra, armários, marceneiro, muda livro daqui pra lá, muda álbum de lá pra cá, joga fora isso, manda aquilo pra Terê, guarda estas coisas na casa da vizinha...
Independentemente disso tudo, o mais gostoso é ver o quartinho do Pedro ficando pronto. Ainda faltam os detalhes, mas já está com cara de quarto. E está ficando lindo!
Agora estamos resolvendo a cortina...
Beijos do Papai
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Festa!
Dona Elza foi a última a chegar, mas foi logo botando ordem na bagunça! Mandou São Pedro suspender os trovões porque ela já estava ficando doida! Só ficou um pouco mais calma quando a Zezé trouxe uma cervejinha para ela. "Só tem Antártica, D. Elza e eu sei que a senhora gosta mesmo é de Skol" / "Bebo qualquer uma, minha filha".
Aproveitou para perguntar que algazarra era aquela e a Zezé explicou que estava rolando um sambinha da Beth Carvalho no volume máximo da vitrola, comandada pelo Pedro Paulo e acompanhada pelo Rildo em seu acordeón, pois desde que chegou estava aprendendo a tocar com o Manzinho.
Manzinho estava pra baixo e pra cima tentando dar uma força para o seu vasco, enquanto Dona Jacy corria de um lado para outro porque precisava terminar o seu mocotó. "Ê, ê! Aqui na casa de Dona Iaiá ninguém vai ficar com fome!". Dona Philomena e Dona Edith só riam em seu canto, achando a maior graça da confusão.
Seu João não estava por perto, pois juntou dois amigos na oficina para inventar algo novo. Foi idéia do seu Elias criar uma máquina de chuva que não pingava nas pessoas, só nas plantas. Todos debatiam a melhor maneira de criar a tal máquina, mas só o Seu Luiz tinha razão.
O céu nunca esteve tão animado! De repente todos pararam o que estavam fazendo. É que o Pedrinho estava chegando, se preparando para ir ao mundo. Todos ficaram olhando com carinho a nova criança que estava para nascer.
Beijos Li e Duda
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| Dona Elza |
Aproveitou para perguntar que algazarra era aquela e a Zezé explicou que estava rolando um sambinha da Beth Carvalho no volume máximo da vitrola, comandada pelo Pedro Paulo e acompanhada pelo Rildo em seu acordeón, pois desde que chegou estava aprendendo a tocar com o Manzinho.
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| Zezé |
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| Pedro Paulo |
Manzinho estava pra baixo e pra cima tentando dar uma força para o seu vasco, enquanto Dona Jacy corria de um lado para outro porque precisava terminar o seu mocotó. "Ê, ê! Aqui na casa de Dona Iaiá ninguém vai ficar com fome!". Dona Philomena e Dona Edith só riam em seu canto, achando a maior graça da confusão.
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| Jacy e Mazinho |
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| Dona Edith |
Seu João não estava por perto, pois juntou dois amigos na oficina para inventar algo novo. Foi idéia do seu Elias criar uma máquina de chuva que não pingava nas pessoas, só nas plantas. Todos debatiam a melhor maneira de criar a tal máquina, mas só o Seu Luiz tinha razão.
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| Seu Elias |
| Seu João e Dona Philomena |
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| Seu Luiz |
Beijos Li e Duda
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Golden Car
Muito antes de viajar para Miami eu já sabia que precisaria de um carro grande para acomodar todas as compras que faríamos. Não é que o Pedro tenha mais itens do que qualquer criança, o problema era os nossos planos de comprar, em uma semana, tudo o que uma criança vai precisar em um ano inteiro de vida. Alguns itens são de grande volume como o carrinho, a cadeirinha do carro, as sete camisas sociais do pai, o berço portátil e os óculos escuros Tom Ford para a mamãe usar na maternidade.
Por isso, ainda no Rio, reservei uma minivan para ter certeza de que não precisaria pedir um táxi para levar a Ligia ao aeroporto depois que eu colocasse todas as malas no carro. Acontece que, como a Li comentou, viajamos de classe executiva e chegamos cheios de mimos com os quais não estamos acostumados em nossas viagens. Em Miami acho que isso subiu à minha cabeça e, convencido pela atendente da Avis, acabei alugando um carro um pouco maior do que o previsto. Talvez um pouco mais extravagante também. Afinal, que mal faz ter um carro dourado e com rodas metálicas em Miami?
A Li, que é menina e não entende nada de carro, acha que eu exagerei. Mas ela bem que gostou de dirigir o Buickão (o carro é um Golden Buick Enclave). Tenho certeza que o Pedro também curtiu muito mais andar no Buickão Dourado do que passear em uma minivan qualquer. Agora, pobre é fogo. Quando entrei e liguei o carro várias luzes acenderam, ponteiros giraram e eu notei que o painel tinha mais botões que o meu notebook. Acho que tocou um hip-hop também, mas talvez tenha sido a minha imaginação. Ainda no estacionamento do aeroporto resolvi começar a testar alguns destes botões e apertei um símbolo que parecia o sinal de "+" no retrovisor. Foi mais ou menos assim:
Eduardo pensando: "Que legal, o espelho tem zoom!!! Deixa eu ver como funciona".
Surge uma voz do além falando em inglês pausado e bem articulado, parecia até voz de aeroporto: "Conectando com a Central de Emergências".
Ligia pergunta em um português bem articulado, mas nem um pouco pausado: "Eduardo Martins Ribeiro, o que foi que você fez?".
Respondi com toda calma do mundo, afinal eu estava no controle da situação, pilotando um Golden Buick Enclave: "Ih caramba, fiz m... apertei o botão da emergência!!! Ferrou, pega o manual aí!!! Aperta o botão de desliga!!! Simula um enfarte!!!".
Outra voz surge do além em inglês: "Senhor, qual a sua emergência?". Acho que ouvi a Ligia gritando do meu lado "Socorro, eu quero trocar de carro! Traz um chevette!". Mas, finalmente controlado, respondi que havia sido um engano, pedi desculpas e informei que era argentino para não pegar muito mal para o nosso país.
Besos para todos.
| Tirando onda no Buickão |
| Um pouco extravagante... |
| Hip-hop bombando no rádio |
| Olha o tamanho do porta-malas. |
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