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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Primeira viagem de avião do Bernardo

Durante um dos feriados olímpicos, resolvemos aproveitar e encarar uma viagem com a família completa para Gramado.

Fiz uma boa pesquisa de hotéis, pois precisava de um lugar que tivesse entretenimento para o primogênito, no caso dos pais levantarem a bandeira branca de cansaço.
Dia 18 de agosto, lá fomos nós!

A viagem de avião foi relativamente tranquila, pois Bernardo dormiu boa parte dela. Se avião não fosse muito parecido com hospital, ele teria dormido a viagem toda, mas a cada 2 minutos alguém “entra” naquele maldito microfone para instruções e/ou avisos desnecessários.

Levamos muito mais tempo para pegar o carro do que todo o percurso casa/aeroporto POA, o que provavelmente valeu para nocautear o bebê, que dormiu praticamente de Porto Alegre a Gramado.

Saímos de casa às 7h30 da manhã e chegamos em Gramado às 16h30 (dava para ter ido à Europa!), mas ainda conseguimos aproveitar a primeira atração da viagem e do nosso hotel: o Mini Mundo. E, como não almoçamos, ainda tomei o chá da tarde que simplesmente ADORO e nunca consigo encaixar no meu dia.

O hotel foi PERFEITO. Além de toda hospitalidade e carinho nos detalhes, havia uma piscina aquecida privativa (não era banheira, era piscina mesmo!) no nosso chalé, além de livre acesso ao Mini Mundo. Todos os dias de manhã, ao perguntar o que Pedro queria fazer, a resposta era ‘Mini Mundo’. Acho que economizamos uma viagem em entradas ficando neste hotel. Nunca podia imaginar. Conseguíamos a duras penas convencê-lo a deixar para o final do dia o Mini Mundo e ele só aceitava voltar para o hotel quando lembrávamos do mergulho na piscina.

Choveu bastante, mas não desanimamos. Não deixamos de fazer nada. Era Bernardo no canguru com guarda-chuva e Pedro com capa plástica até o pé.


Confesso que voltei para o Rio precisando passar uns dias em um spa mas valeu para vermos que é possível encarar um passeio mais longo com a dupla dinâmica.

Mini Mundo

Bê adorou pois pode ficar mais solto

No nosso hotel, em frente ao nosso chalé

Alegria da criança porque ganhou um pão

Mundo a vapor, uma das melhores atrações

Pedro adorou o trenzinho
 
Museu de cera

Os estrangeiros dão de mil, mas Pedro adorou

Museu da Harley Davidson

Museu Super Carros

A dupla se divertindo horrores

Este foi o único restaurante fora do hotel que conhecemos
Fim do dia na nossa piscina particular :-)
Imaginem a alegria dos dois pequenos!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Personalidade Parte 2

Então. Como havia dito, o post anterior era para falar da personalidade do pequeno-pequeno. Para contextualizar, acabei falando tanto do pequeno-grande e da mamãe que o pequeno-pequeno precisou esperar alguns dias para ter um post só dele. Aqui está!

Como estava dizendo, é fascinante acompanhar o crescimento do tamagotchi e sua transformação em pessoa. No início Bernardo era só alegria. Dormia longos e incríveis intervalos, nunca teve problema para mamar e engordar. Dava apenas aquele trabalhinho natural que o tamagotchi recém nascido dá.

Mas com o passar dos meses, as coisas foram mudando um pouco. Bê se transformou em um bebê simpático e risonho, lindo demais. Impossível não se derreter com aquele sorriso largo e desdentado. Mas uma nova e forte personalidade também vem sendo apresentada como parte do pacote.

O moleque, por exemplo, logo aprendeu a fazer pirraça. Não pode ser contrariado que grita e se joga para trás com violência. Já o salvamos de cabeçadas homéricas, já bobeamos em algumas e já levamos pancadas importantes quando aquela cabeçonazinha vem descontrolada na direção do nosso queixo.

Bebernardo também não gosta de dormir. Luta para não dormir como a maior parte das crianças, mas continua lutando a noite toda para acordar. A cada virada durante a noite, quando o sono fica mais raso, ele resmunga ou grita. "O que aconteceu?!". "Não é nada, só o Bê gritando enquanto vira de bruços...".

Adora comer, principalmente bobagem. Come bem, vamos ser justos, de beterraba à biscoito maisena. Mas é o biscoito o único a ser capaz de fazer mágica e deixá-lo quietinho apreciando, como se fosse chocolate belga (que ele ainda não provou porque, quando o fizer, acho que o maisena não terá chances). A comida em si ele até come, mas fica mega-agitado.

Detesta mudar a roupa. Calculo que, a esta altura, Bê já tenha participado de umas mil trocas de fralda. Chorou em todas. Colocar calça nele é uma ginástica e tanto. Coloca a perna direita e ele tira a esquerda, coloca a esquerda, ele tira a direita. Segura as duas, ele dá cambalhota. E ainda bem que são só duas pernas!

E ele já sabe reclamar. É sério! Se ele vê a mamadeira e você demora para começar o cara fica revoltado. Sabe gordinho na fila do McDonalds que avisa ao atendente que o sanduíche dele ficou pronto? Mas não é só o choro de reclamação, ele resmunga, ele faz o olhar de reprovação!!!...

Assim a gente vai entendendo como será a personalidade do caçula. Carinhoso e sorridente, mas resmungão, cheio de expressões, exigente e gordinho. E se Pedro puxou à mãe, não consigo imaginar de onde veio este jeito do Bernardo de ser...

Beijos do papai



segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Personalidade

Vou contar aqui uma coisa que talvez muitos não tenham percebido ainda. Eu sou um pouco nerd. Sou sim! Apesar de não parecer, a minha faculdade de informática e alguns action figures (principalmente do Star Wars) estão aí para confirmar. Não sou um geek décimo dan mas, enfim... sou nerd, mesmo o pessoal do meu clube de RPG dizendo que não (rsrsrs essa parte é brincadeira).

Mas por que estou escrevendo sobre isso? Porque os nerds, bem como qualquer outro grupo, têm o seu próprio jeito de ver as coisas. Só para ilustrar, uma vez levei um amigo nerd décimo dan para ver a árvore de natal da lagoa. Quando chegamos, a Ligia falou "uau!", eu disse "está linda mesmo" e ele disse "nossa, deve ter um software bem robusto para controlar estas luzes todas".

Então, na minha maneira de ver as coisas, ter um filho representa (entre todas as milhões de outras coisas, sensações e sentimentos maravilhosos e impossíveis de descrever) uma enorme oportunidade de observar um ser-humano se formando. Para forçar a barra, representa a chance de ver em primeira mão, e até participar, do desenvolvimento de hardware e software de um sistema extremamente complexo chamado "pessoa".

É descobrir que, como pais, temos importância fundamental e até vital em seu desenvolvimento, afinal nos primeiros meses não passa de um tamagotchi que precisa ser limpo e alimentado em espaços curtíssimos de tempo. (no caso de um leitor mais jovem, favor substituir a palavra tamagotchi por pokémon go). (viram... NERD!!!). Voltando ao assunto... mas que, com o tempo, passam a se mostrar cada vez mais "pessoa". Com suas vontades, com sua personalidade, suas preferências, manias etc. Algumas herdadas, outras criadas.

Parece bobagem mas com o Pedro isso foi revelador. Acho que nunca falei isso para a Ligia (Mô, te amo, não vá ficar chateada ok? Tudo pelo jornalismo blogueiro imparcial... #soudapaz), mas em alguns momentos de crise e confronto entre ela e o primogênito causados por comportamentos muito especiais do pequeno, fui me questionar "por que será que eu não estou assim tão estressado com isso?!".

De repente percebi, como uma iluminação, que havia me preparado por 19 anos para lidar com aquele tipo de situação, afinal sou casado (e muito bem casado) com a fonte original daquela personalidade! Não que eu não me estresse várias vezes com o pequeno-grande, não que a minha personalidade seja o supra-sumo da "boa-pracisse-nerd", mas foi incrível perceber a repetição exata de alguns comportamentos da Ligia no Pedro. Algo que vem entranhado em seu DNA, não foi assimilado com a convivência.

Só para não ficar tão no abstrato, vamos a um exemplo (Mô, só para ilustrar tá? #nãoprecisabrigar). Assim como muitos de vocês não percebiam que eu sou nerd, talvez também não saibam que a Ligia é um pouco-muito dramática. Dramática tipo assim: Eduardo dirigindo o carro e preocupado com o trânsito...

Ligia: Ah não!
Eduardo: Que foi amor?
Ligia: Poxa, não acredito!
Eduardo: Oi amor, o que está acontecendo?...
Ligia: Putz, droga, cara não pode ser assim!
Eduardo: O que foi amor?! Alguém morreu? Entramos em guerra? Proibiram a Nutella?!
Ligia: Pior! Esqueci os óculos escuros em casa...

Ah tá.

Então, Pedro não é assim (ainda) por causa dos óculos escuros. Mas esquece o livro que ele separou para levar para a escola!... Pedro não chora (ainda) porque não tem roupa para sair ou porque a roupa está horrível e deixando ele gordo. Mas chora porque não tem um sapato que não incomode!.... E quando escuto a Ligia "Pedro, na hora de sair não dá para querer mudar de meia!!!" e me lembro das milhares de vezes que, já na garagem, ela voltou ("rapidinho que eu esqueci uma coisa") e voltou com uma blusa diferente... ou uma calça... ou um sapato... ou uma blusa, uma calça e um sapato diferentes, tendo esquecido apenas os óculos.

Mas, enfim, este post não era para falar de mim, ou do Pedro ou da Ligia, era para falar do outro pequeno, o pequeno-pequeno, então... Então, vou deixar para outro post porque este já ficou muito grande. Foi mal Bernardo, você chegou depois né?... Prometo que no próximo falo só de você!

Beijos do papai-que-vai-dormir-no-sofá-por-uns-dias



sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Para não dizer que não mostrei as fotos...

E para não dizer que não mostrei as fotos, seguem alguns registros do passeio ao Parque Olímpico...

No BRT em direção ao Parque.

Já na arena com o suco da caixinha verde.

"De cabeça pra baixo papai!"

Amarradão!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Ginástica sobre Trampolim

Ir aos jogos olímpicos com o Pedro é uma experiência fascinante. Tivemos realmente muita sorte de viver em uma cidade que sediou os jogos e pudemos usufruir "em dias comuns" de experiências fascinantes sem precisar viajar para o outro lado do mundo.

Em um sábado desses fui sozinho com o Pedro assistir Ginástica sobre Trampolim no Parque Olímpico da Barra da Tijuca. Antes eu nem sabia que dar cambalhotas em uma cama elástica era esporte olímpico (se soubesse tinha investido mais na preparação do meu atletinha... quem sabe em 2028 ele não vai disputar uma medalha?...), mas procurando ingressos junto com a Li nos deparamos com a modalidade e achei que Pedro se interessaria. Como era em um sábado de eventos familiares, mamãe não pode ir e ficou com o Bernardo.

O legal é que o passeio já fica animado e interessante quando a gente coloca o pé fora de casa. Pedro já estava super excitado e fomos apostando corrida até a estação de metrô da Antero de Quental. Fizemos apenas algumas eventuais paradas no caminho para ver uma barata morta no chão ou comparar as logos de montadoras de carro (este assunto fica para outro post).

Chegando, Pedro já estava realizado em saber que andaria em um metrô novo, que ninguém havia andado ainda ("nem o papai? Nem a mamãe? Nem o vovô? Nem a vovó?"), e que este metrô sairia de um túnel direto em uma ponte quando estivesse chegando na Barra. Adorou a decoração da estação, adorou o trem, adorou olhar pela janela quando saiu do túnel. Só isso já valia o passeio, mas tinha mais pela frente.

Pegamos o BRT, um "ônibus azul gigante que se mexe no meio". O ônibus articulado virou a nova sensação do moleque, que na ida ficou com os olhos grudados no vidro mas no retorno quis voltar dentro da sanfona, soltando gritos excitados cada vez que o ônibus fazia a curva (e olha que tem um ziguezague de respeito na Alvorada). Só isso já valia o passeio, mas tinha mais pela frente.

Chegamos na estação com um mundo de gente animada, torcendo, cantando e Pedro adorando o movimento. Apontava cada novidade que via ("Papai, olha os moços da guerra! Eles estão tomando conta por causa dos vilãos", "Olha papai, o Vinícius" / "Não filho, este é o Tom" / "Papai, cada um chama do seu jeito!", "Papai, papai, você não acredita! Eu vi um moço das olimpíadas sentado naquela cadeira altona!"). Só participar deste movimento todo já valia o passeio, mas tinha mais pela frente.

Entramos e fomos direto para o estádio, pois o evento já tinha começado. Pedro achou o estádio lindo ("Uau, vamos naquele com o teto vermelho? Uau!..."), curtiu comprar uma cerveja para ganhar mais um copo (eu bebi a cerveja, ele ficou só com o copo) e achou incrível estar tão alto nas arquibancadas. Gostou tanto do estádio que quis ir ao banheiro fazer cocô (acho que o cocô é como se fosse um check-in que ele faz em vários lugares, tipo check-in do face saca?). Só isso (não o cocô, o resto) já valia o passeio, mas tinha mais pela frente.

Então os atletas começaram a pular. E aí... e aí, deixo o Pedro mesmo explicar qual foi a sensação...



Só isso já... bem, acho que vocês pegaram o espírito da coisa :-)

Beijos olímpicos.


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Casa da Suíca

Continuando o tema curtindo as Olimpíadas, resolvemos não só ir a jogos como visitar algumas casas. E dia 05, resolvemos ir com a Didi e o titio na casa da Suíça na Lagoa. Pedro se divertiu demais! Estava bem cheio, não conseguimos ir nas atrações de “neve” mas o pequeno participou da corrida de revezamento umas 500 vezes.

De lá curtimos um almoço gostosinho na casa da vovó Beth e, depois de deixar Bê em casa, partimos para a casa do Qatar mas por um erro de horário no site não conseguimos entrar.


Pedroca voltou meio frustrado mas acabou valendo o dia.








sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Segundo e terceiro dias da viagem

Olha que delícia

Bê fez muita farra

Com os amigos Gabi, Guiga e Carolina

Sonequinha deliciosa com o barulhinho do mar

Mas brincaram muuuito!

Enquanto a família lusa descansava,
alugamos um carrinho de golf que Pedro adora e fomos passear

Descobrimos um lugarzinho lotado de cotias (ou algo do gênero)
Depois Pedro foi levar o primo para conhecer a fazendinha,
enquanto fui dar jantar e banho no Bê

Finalmente, um lugar seguro...

Conversa animadíssima na volta

Hora do jantar

Acho que Pedroca já começou a dar low battery
No domingo não rolou piscina nem praia pois bateu um vento
tão forte, que fez guarda-sois voarem dentro da piscina e até
no teto do hotel. Quebrou o lindo candelabro de velas...
Então fomos nos abrigar no clubinho

Santi adorou o Bê e a todo momento dava beijo, abraço,
dizia como ele é fofo... 

Logo chegou a amiga Carolina

Advinha com quem Santiago aprendeu este salto?

Olha aí mais um ensinamento ninja

E, mais uma vez, Duda entra pra valer na brincadeira da criançada

Desta vez, rolou até passeio de charrete

Fim :-)