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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Não, naum, nããããoo, não!

Pedro é uma pessoinha decidida e cheia de autoridade, como vocês já devem ter testemunhado ou lido aqui no blog. As primeiras palavras que ele falou foi "mamãe", "papai" e "não". A primeira frase acho que foi "não quero não" e agora ele já deve estar ensaiando escondido a frase "papai, mamãe, eu estou mandando.".

Ultimamente o Pedro desenvolveu uma técnica bem interessante para deixar claro o que ele está querendo dizer. Acredito que na cabeçonazinha dele, quando ele diz não e nós continuamos insistindo, é porque não conseguimos entender o que ele está falando. Ele não consegue imaginar que estamos desafiando a sua autoridade, então repete a palavra várias vezes, em diferentes tons e maneiras.

É mais ou menos assim:

- Pedro, hora de tomar banho.
- Não quero banho não...
- Pedro, tem que tomar banho sim, vamos.
- Não.
- Pedro [falando mais firme], vamos para o banho agora.
- Naum.
- Pedro, vamos filho, quem manda aqui sou eu!
- Nãããããum. Nãããão.
- Filho, sério, tem que ir agora...
- N*Ã*O [falando bem pausado...]

É claro que tem uma hora que a negociação acaba e preciso mostrar quem tem autoridade de verdade na casa...

- Pedro, se você não for agora eu vou chamar a sua mãe!...

Brincadeira, eu não chamo a mãe dele. Sei que o papel de pai inclui a difícil responsabilidade de educar. Na verdade aí começa um conflito que eu tenho como pai. Até onde deve ir a negociação e onde parte para o "você vai agora porque quem manda aqui sou eu" e quando começa o pegar o moleque pelo braço e arrastá-lo chorando para o banho? Mas isso é assunto para outro post...

Beijos do papai-duda


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O dodói do papai

Papai chegou em casa uma novidade na perna e Pedro está muito ressabiado com o tamanho do “dodói”. Não quis dar nem beijo, como sempre faz quando alguém parece ter se machucado e nem mesmo dividir o chuveiro com o seu herói favorito. Tadinho, machucar pode, mas não muito senão assusta.

Logo que o papai chegou em casa, com uma olhada míope para o “dodói”, achei que seu lado nerd tinha vencido e que havia um king kong desenhado em sua perna. Mas graças a Deus não era, só a miopia mesmo que me fez entender errado a tatuagem.

Inconformado com minha confusão, papai resolveu perguntar ao Pedro o que era aquele desenho, afinal, se houvesse qualquer semelhança com o king kong o pequeno certamente adivinharia o bicho. E o que foi que Pedro respondeu? "Papai, é macaco"!

É papai, criança nesta idade não mente... E não tem miopia também! :-)


terça-feira, 8 de outubro de 2013

O Desafio do Pedrão

É muito interessante perceber que o Pedro está constantemente se desafiando, por nota própria. Deve ser meio que para saber até onde ele consegue ir. Acho que esta é uma das suas principais formas de aprender, de explorar o ambiente, conhecer e superar os seus limites. Vemos isso acontecendo na fala, nas brincadeiras e na descoberta dos ambientes.

Pedro adora, por exemplo, aprender uma palavra nova. Ele já entrou na fase do "que isso?" e quando lhe damos uma nova palavrinha ele repete rindo, divertindo-se com o exercício que aqueles novos fonemas lhe proporcionam. Quanto maior e complicada a palavra, mais ele gosta. Ele adora, por exemplo, quando dizemos que vamos comer brócolis e adorou descobrir que chamamos o arco-íris de... arco-íris.

Agora, experimentar novas palavrinhas é legal e seguro, não trás perigo algum, certo? Mas e a exploração de novos ambientes ou, como eu poderia dizer... movimentos radicais nos ambientes conhecidos? Ontem a noite, por exemplo, já morrendo de sono ele pediu para apagarmos a luz do nosso quarto. Foi só papai e mamãe demorarem um pouquinho para o próprio pequeno se esticar por cima da mesinha de cabeceira e alcançar o interruptor ao lado da cama. Nem preciso dizer que ele adorou "a aventura" né?

No domingo fomos passear por uma exposição de arte urbana no MAM e a decoração era feita com aquelas palhetas de madeira que parecem caixotes gigantes. Pedro adorou passear por cima porque às vezes um pé caía no vão da madeira. Ele gritava "estou preso, me solte aqui. Ajude papai, ajude mamãe!!!" e, rindo, continuava o desafio até cair novamente. E o nosso coração, como sempre, na boca...

Beijos do papai-duda




sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Pedro, o exibido

Pedro, como todos sabem, não pode ver uma máquina fotográfica. Naquele almoço de aniversário que fomos e que a fotógrafa se acabou de clicar o pequeno, teve motivo. Olha que figura!


O mais engraçado (ou preocupante, ainda não sei pois a consulta com o Dr. Pediatra é só semana que vem) foi quando entrei em contato com a fotógrafa para pedir as fotos que ela tirou do Pedro e chega o seguinte email em resposta: “seu filho é um bebê de colo ou uma criança que acordou ligada no 220v?”.

Quando ele a viu com a máquina, correu
e pegou o óculos da vovó Beth.

Mandou beijo para a fotógrafa.

Fez caras e bocas!

Muito figura!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Festas

Pedro já tem vida social própria. E que vida social!

Acho que nem eu, no auge da minha adolescência e juventude, tinha tanta festa pra ir. Bem que nossos amigos pais falavam...

É muito gostoso vê-lo nestes momentos de lazer e também muito sofrido quando não conseguimos acompanha-lo.

Fico rindo por dentro quando as pessoas nos perguntam ‘cadê o Pedro’ e respondemos que ele está na festa de aniversário do amigo tal. Parece um adultinho e não uma criança de 2 anos e meio. Até porque tem programas em que ele poderia nos acompanhar, como o chá de panela dos tios André e Aline. Mas que abrimos mão de sua presença com a certeza de que o pequeno aproveitaria muito mais a festinha do amiguinho com a Didi e o Titio.

Pedro vai amarradão. Esta semana foi a vez da vovó Sonia e o vovô Nilton o acompanharem a festa de outra amiguinha, enquanto papai e mamãe prestigiavam novamente os tios André e Aline em sua festa de casamento.

Agora, satisfação mesmo é receber um email cheio de fotos deliciosas da mãe da amiguinha dizendo o quão feliz a pequena ficou brincando com o Pedro. Afinal, ele é o “príncipe” dela. E, pelos muitos sorrisos do nosso Pedrinho, acho que ela é a princesa. 










quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A dolorida arte de educar

Esta semana recebi da vovó Ange um texto bem legal, que retrata exatamente o que sinto todos os dias quando tenho que impor limites ao Pedro: de coração necessariamente partido. 

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Mães más"


O Dr. Carlos Hecktheuer, médico psiquiatra, publicou uma interessante reflexão, que transcrevo aqui para os pais (Extraído do livro "Educar pela conquista e pela fé" de Professor Felipe Aquino):



Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e fazê-los dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar.”
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes “não”, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em certos momentos, até odiaram).
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:
Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (ligava para o nosso celular de madrugada)
Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela “violava as leis do trabalho infantil”, pois tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todos esses trabalhos que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer no outro dia. 
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. 
A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. E, enquanto todos podiam voltar tarde, à noite, tendo apenas 12 anos, tivemos que esperar até os 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata ainda se levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. FOI TUDO POR CAUSA DELA!
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos “pais maus”, como minha mãe foi.
Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: omissão. Falta de amor!







terça-feira, 1 de outubro de 2013

É muito chato ser renegado

A Li já contou aqui que o Pedro tem o hábito de escolher e determinar quem terá a honra de acompanhá-lo em suas atividades. Ele diz quem irá para o banho com ele, quem lhe dará a mamadeira na hora de dormir, quem vai deitar na cama dele e quem vai ficar sentadinho na cadeira do castigo ao lado. Ele, inclusive, escolhe qual será a cadeira e onde ela ficará exatamente ("aqui nãããumm, ali..."). Como há muito já conhecemos o poder da autoridade, "ele manda e nós bedece né?".

Mas toda essa brincadeira de "não é a mamãe não, é o papai" ou "mamá com a mamãe, papai não" tem um efeito interessante na nossa cabeça. É que, aparentemente, todo pai tem um pouco de medo de ser renegado por seus filhos. Principalmente porque, muita vezes, temos que tomar atitudes importantes mas que não são nem um pouco divertidas, como ensiná-lo o que é errado e não pode ou deixá-lo na creche quando ele diz que não quer ir. Fazemos com a certeza de que é o melhor para ele, mas o coração fica apertadinho.

Aí quando o moleque vem e diz que não quer você por perto é f$?@.! E olha que ele geralmente é bem delicado, tipo "papai, sai daqui!!! É a mamãe, papai não! Sai daquiiiiiii". Papai e mamãe falam mansinho, sorriem, fazem cara de que estão "cool about it" mas, no fundo, ficam com aquela pitada de inveja do outro. E com toda a insegurança de que o moleque está triste ou chateado com você.

Mas semana passada tivemos um sinal fortíssimo de que isso é a maior besteira do mundo. Que o Pedro pode dizer coisas ou renegar a nossa presença e logo depois tudo voltar ao normal. É que um dia desses ele estava lutando para não dormir e nós estávamos argumentando que já era hora de deitar na cama e relaxar. Quando tudo parecia perdido resolvemos apelar para o nosso super-trunfo: "Pedro, quer ver o Buzz na cama da mamãe e do papai?".

Mas o moleque, forte em seus objetivos, não aceitou. Não só não aceitou como falou "não quero não. Não quero ver o Buzz não. O Buzz é muito chato! Muito chato. O Buzz é muito chato...". Rimos muito porque foi a primeira vez que ouvimos o Pedro dizer a palavra chato. Na verdade foi a primeira vez que vimos o Pedro chamando alguém de chato. Quer dizer... muito chato!

Mas rimos mesmo porque nos sentimos vingados e aliviados quando ele disse que "O" Buzz é muito chato. Papai não é muito chato. Mamãe não é muito chata. Muito chato é o Buzz! Toma essa Buzz! No dia seguinte Buzz voltou a ser o super-herói preferido dele...

Beijos do papai-muito-legal-e-modesto

O Mickey não é chato nãoummmm