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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Bernardo - 2 anos

Bernardo nasceu em uma época complicada, em que já estamos naquele frenesi de final de ano. E acho que 2017 está sendo ainda pior neste sentido por conta da formatura do Pedro. São milhares de eventos extras, que combinados aos compromissos sociais e cotidianos (além da minha falta de competência para gerir a vida), tiraram a casa dos trilhos. 

Conclusão: não tive coragem de fazer festa de 2 anos para o Bernardo. Programei uma pequena comemoração familiar em Teresópolis no feriado e estava lidando bem com isto até a semana anterior ao aniversário dele, quando me bateu uma culpa imensa. 

Na tentativa de minimizar traumas futuros do meu pequeno bolota, acabei chamando 3 amiguinhos do Bê, cujos irmãos são amigos do Pedro, para cantar parabéns no feriado de 15 de novembro. Algumas vovós e vovôs vieram prestigiar também. Foi uma tarde deliciosa e nós nos divertimos muito. 

Bernardo também curtiu demais a festinha em Terê, pois foram os primos e a tão amada amiga Gabi. 

E, no dia 21, rolou lanchinho com direito a mais bolo e velinhas, afinal, o dia oficial não poderia para passar em branco, certo?

Acabou que os 2 anos do Bernardo foram mais comemorados que qualquer aniversário desta casa. Começou dia 15/11 e acabou dia 21! E mamãe ficou feliz ao perceber que Bê entendeu direitinho quem foi em que festa, quem deu que presentes e não pode ver um bolo que já quer cantar mais parabéns para ele mesmo. 

Final feliz, como sempre :-)


Este é o amigo Bento, irmão da amiga Nina

E aqui, todo mundo junto, inclusive
a amiga Catarina, irmã do amigo Miguel

E vovó Nadia e Vovô Fernando fizeram uma deliciosa surpresa!

E teve até tema: safari :-) !

Pedro e João fazendo as pizzas
do aniversário do Bê com vovó Beth

Hora do bolo! 
Alguém é muito puxa-saco do dindo!



Dinda presente! Viva!

Alguém AMA apagar velinhas

Tios Nando e Mari

Vovó Beth!

Tios e primo mais que queridos...

Tia didi e dindo

Primo Rafa dá muita moral pro pequeno

Este amigos não tem preço.

A adorada e tão falada Gabi

Desta vez, o tema foi Toy Story

Parabéns oficial!


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Feriado em Teresópolis

Fomos para Teresópolis neste feriado com o propósito de acertar algumas poucas coisas para o aniversário do Bernardo. Só que eu acabei não resistindo e fiz uma baita arrumação que a casa estava precisando há muito tempo. Eram caixas e bolsas que subiram em caminhão de mudança e foram depositadas nos quartos sem serem mexidas, já que normalmente ficamos em função das crianças. 

Comecei a função na sexta de manhã e só terminei domingo, na hora de voltar para o Rio. Fiquei partida mas acho que Duda não ficou menos. Afinal, ele passou o dia subindo e descendo morro, correndo atrás de lagarto, pulando muro, subindo nas pedras, entrando e saindo da casa pela janela... correndo atrás da dupla dinâmica. 

Mas se nós cansamos, ahhhh, eles cansaram também. De ontem para hoje dormiram praticamente 12h seguidas (Bê acordou para mamar e Pedro para fazer xixi), acordaram depois das 8h hoje e eu confesso que fui conferir se estavam respirando. 

E afinal, todo o cansaço some quando vemos aqueles sorrisos lindos de felicidade. Vale mas vale muuuito.


Depois de pintar com jet não
conseguia digitar uma mensagem no celular...


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Nova Escola do Pedro

Como já falei algumas vezes aqui, muito provavelmente para aliviar minha angústia ao expressa-la de forma constante, Pedro ano que vem não estará mais na Criativa. Então, este foi um ano de intensa visita às possíveis novas escolas, muita pesquisa, assiduidade em palestras e tudo o mais que aprofundava o tema em direção à escolha certa para nós.

Escolha superdifícil para uma personalidade que se culpa demais por qualquer erro. Tenho vivido como se nada pudesse ser feito se a escola eleita não der certo. Principalmente porque estamos fazendo uma escolha fora do padrão, mas que na minha maneira de ver, está em harmonia com o novo caminho que o mundo parece estar tomando.

A única coisa que eu tinha certeza, quando comecei a buscar novas escolas para o Pedro, é que eu queria formar um cidadão com valores, feliz, emocionalmente seguro e resiliente.

Durante esta trajetória, percebi a importância da liberdade de pensamento, do estímulo ao raciocínio, de ferramentas para que a criança faça suas próprias descobertas e que também  deixe aflorar suas habilidades e senso criativo.  

Encontrei na Escola Parque meu modelo ideal, pois ela representa, para mim, o avanço do ensino. Como disse uma amiga durante uma palestra que assistimos lá “se eu tivesse estudado aqui, teria dominado o mundo!”. É esta a sensação que dá mesmo. Pois tive certeza, aos 40 anos, que não aprendi a aprender.

No dia da vivência do Pedro na nova escola, senti um misto de entusiasmo com as possibilidades que estavam sendo apresentadas ao meu filho e vergonha de não saber coisas tão óbvias. Mas o modelo de ensino até então predominante no Rio de fato não prioriza o raciocínio, mas a fixação de conteúdo através da memorização.  

Mas tudo isto por enquanto são crenças e expectativas. Daqui uns anos, quem sabe?, escreverei aqui o que de fato aconteceu. 

Entusiasmo ao construir uma lanterna.

Descobrindo os bichos que existem na terra

Fazendo tinta para pintar






segunda-feira, 30 de outubro de 2017

E a bomba de água queimou

Este ano estreitamos laços com muitos pais da creche, foram viagens e saídas juntos, com e sem crianças, muito pela vontade conjunta de que esta amizade se fortaleça e consiga superar a falta do dia a dia.

E tudo isto nos levou a Terê com os especialíssimos Andrea e Cícero. Combinamos de ir no feriado que caiu no meio das nossas curtas férias com as crianças e portanto antecedido por uns dias no Portobello e que começaria com a festa de um amiguinho da escola em Itaipava.

Programação intensa e encadeada, inclusive com criança extra cuja mãe estava na Grécia. Chegamos no Rio na quarta final do dia, para subir na quinta de manhã. Duda foi direto para o mercado, eu fiquei em casa desarrumando e rearrumando malas e de repente liga Beth com a notícia de que a bomba de água de Terê tinha queimado e só poderia ser concertada na sexta, já que quinta era feriado. A possibilidade de frustrar 3 crianças era inaceitável então começamos partimos para uma operação viking! Duda saiu do mercado, pegou Matheus (a criança extra) na Criativa, deixou tudo aqui em casa e praticamente partiu para a Leroy Merlin. Enquanto isto, combinei com tio Ed dele levar a bomba na nossa casa já que antes iríamos para Itaipava. Então, da Leroy, Duda ainda foi deixar a bomba na casa da Fá.

Deu QUASE certo, pois descobrimos, já em Itaipava, que a bomba não serviu.  Mas o casal convidado era muito guerreiro e topou subir no perrengue e na certeza de que tudo se resolveria na sexta de manhã. Assim fizemos. E como diz minha atual "gurua", quando nos empenhamos, o universo conspira a favor.

Fim de semana maravilhoso! Se juntaram a nós na sexta para um churrasco, Andre, Aline e Gabi. O churrasco foi seguido de um delicioso arroz de carreteiro e a festa acabou passavam das 22h. Pedro se acabou com os amigos Matheus e Alice. Bernardo adorou Gabi e a farra na hora de dormir foi maravilhosa com todas as crianças no nosso quarto.


Espero que muitos momentos como este ainda estejam por vir.







terça-feira, 17 de outubro de 2017

Viagem no Tempo

Muita gente acredita que viajar no tempo é impossível. Einstein, por exemplo, apesar de seus méritos científicos não acreditava. Dizia que, se as viagens no tempo fossem possíveis, nós estaríamos recebendo visitas de viajantes do futuro. Já eu, acho simplesmente que tais viajantes não estão muito interessados em visitar o nosso tempo. Vivemos, quem sabe, uma espécie de baixa temporada de turismo cronológico. Mas, sem filosofar muito, recentemente pude provar que as viagens no tempo não só são possíveis, como são extremamente interessantes.

No final de semana passado, por exemplo, embarcamos em nosso carro e atravessamos a ponte Rio-Niterói em 2017. Mas quando chegamos ao nosso destino na Rodovia Amaral Peixoto, já estávamos de volta aos anos 80 ou 90, não sei bem. Era o condomínio Pent House, em Iguaba Grande, onde meus pais têm um apartamento há quase quarenta anos. Embora a viagem no tempo tenha alguns efeitos colaterais, como colocar em um mesmo espaço-tempo pessoas que viveram aquele período com outras que só nasceram há seis ou quase dois anos, tenho certeza absoluta que estava visitando uma outra época.

Era uma época onde podíamos passar o dia todo na lagoa sem se preocupar com mais nada. Ali tínhamos comida ("só 10 picolés por dia" + "no máximo 4 rissoles de camarão da Dona Matilde" + "um cuscus especial com pedaços generosos de coco e muito muito muito leite condensado"...), diversão (caiaque das 8 às 13, colchão-ilha-flutuante do pai da Laura, caça ao peixe-patê...) e arte (talvez o tipo de arte que não se conta em blog de criança para não despertar a fúria do MBL). Era uma época em que a moda restringia-se à sunga e aos chinelos que você usava, no máximo com um colar de búzios, e que a maior violência era a guerra de amêndoas. Bravos eram aqueles que pulavam da marina.

Pois foi neste tempo que a nossa família desembarcou sábado passado. Pedro mal podia acreditar que havia uma casa legal como aquela escondida na memória de nossa família e Bernardo logo encontrou uma borboleta para chamar de sua e fez amizade com algum moleque do condomínio. Ah sim, porque era o tempo das amizades com os moleques e as meninas do condomínio, algo que infelizmente não temos mais hoje em dia.

Aproveitamos ao máximo o dia de sol. Todos os moleques pularam da marina, caminharam pelo chão de pedra e lama da lagoa, pularam de um canto para o outro (que hoje chamamos de parkour, mas naquele tempo era só macaquice mesmo), ficaram cheios de areia, precisaram de vários banhos, encontraram maribondos gigantes ("marinbundas", como chamávamos naquele tempo). Não andaram de bicicleta porque preferiram o patinete e não ficamos tempo suficiente para que alguém caísse e aparecesse todo ralado.

Também não subimos nas árvores que, estranhamente, estavam muito mais altas do que costumavam ser. Aliás, percebi que a viagem no tempo tem estas distorções. A minha primeira impressão foi que o condomínio havia diminuído. As ladeiras que descíamos de bicicleta ou skate ficaram bem menos inclinadas e radicais do que eram na época. O condomínio também estava muito vazio, mas talvez eu tenha chegado na hora em que a turma toda foi caminhar até a ilha ou ao Popeye.

Mas se em algum momento houvesse dúvida de qual época estávamos, ela rapidamente era sanada ao se cruzar com o Pedro (não o nosso Pedrinho, o Pedro, funcionário do condomínio que estava lá nos anos 80 e continuará por mais de 30 anos, dizem que mesmo em 2017 ele continua trabalhando lá), ao caminhar-se pelo campo de futebol inclinado ou abrir a porta da casa de Nilton e Sonia com o mesmo chaveiro de sempre... aqueles mesmos quadros, as xícaras, o preto-velho, a planta da vovó Jacy e até o familiar cheiro de madeira-tijolo-maresia do apartamento. Depois disso tudo, será que alguém ainda duvida das viagens no tempo?

Beijos do Duda.

Tá tudo lá, mais ou menos no mesmo lugar.

Francesco + Anna, um barco que marcou época.

Não tinha uma casinha no final da marina?

Alegria, alegria, depois de pular nos braços do pai.

Bloco 4, Bloco 3, Bloco 2...
mal dá pra ver o Bloco 1.

Desta vez não fomos até "a ilha".
Fica para a próxima.

1,2,3 e...
só para quem tem coragem.

O Pombal tá lá.

O homem-vegetal também.

A planta da vovó Jacy.

Pedro sob o olhar do Preto Velho.

Soleil, soleil...

O que você quer da vida?

Tem tubarão neste "mar"?

Minha lagoinha tá meio sofrida, mas...

corre corre

Quem precisa de interfone ou celular?!

Desce!

:-)

Campo de Taco.

Viu?! Com certeza são os anos 90!
Se fosse hoje em dia,
seria um MP3 na camiseta!!!

A mesma mesa,
o mesmo banco,
a mesma chave,
a mesma xícara...



domingo, 1 de outubro de 2017

Carrinho de compras

Bernardo, por ser segundo filho e do mesmo sexo do primeiro, acabou usando praticamente só heranças do irmão. Mas uma das poucas coisas que compramos especificamente para ele e que fizeram enorme sucesso foi este carrinho de compras.

Ele fica andando com o carrinho pela casa e jogando tudo o que vê pela frente dentro. Quase que diariamente, ao sair de casa, ele pega o carrinho. Aí entre um trabalho de convencimento para que ele deixe estacionado na portaria com o Manuel, pois senão é mais um item para cuidar na rua. Às vezes falha e ele acaba saindo todo fagueiro com o carrinho. E, claro, vamos até o destino escutando o quão fofo, lindo e demais é nosso pequeno ser.


E é mesmo. Muitas vezes, ele capricha no visual e se torna ainda mais irresistível. Mas o irmão não fica para trás e mesmo tendo perdido o appeal que paira sobre os bebês, ele acaba encantando com sua simpatia e educação. 

No dia da novidade, ele leva
 o carrinho para a creche. Olha a figura!

Dia em que o carrinho ficou na portaria,
mas saiu de colar e comendo biscoito de
arroz, amarradão! Porque o bolota vai
do biscoito de arroz ao brownie!