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sábado, 30 de julho de 2011

A melhor hora do dia

Todos os dias por volta das cinco ou seis horas da manhã pegamos o Pedro, que já está super agitado em seu berço, e levamos para a nossa cama. Sabemos que isso cria um hábito difícil de tirar depois. Já posso até imaginar a cena do Pedro com treze anos e dizendo assim:

- Pai, acho que já está na hora não é?
- Na hora de quê meu filho?
- Na hora da gente parar com este hábito de me mudar de cama de madrugada...
- Mas filho...
- Não pai, vocês já estão grandinhos e o Guigo quer dormir a noite inteira na cama dele, tá?
- Poxa filho, só mais esta noite vai?
- Não pai, você disse isso ontem. Agora chega, vai deitar... e desliga a babá eletrônica que eu quero ter privacidade.
- Que dóóóóó!!!!!!

A verdade é que eu não tenho mais certeza se é o menino que está agitado ou somos nós que já não agüentamos de saudade do moleque! E, na boa, quando ele deita no meio da gente é a melhor hora do dia. O bichinho se aconchega, abre os braços, nos dá as mãozinhas e dorme gostoso por mais uma hora pelo menos.

Nós também. Apesar de ser um momento em que dormimos com mais cuidado para não rolar pra cima dele, é um sono recompensador. Basta abrir meio olhinho que ele está logo ali, grudado. Um dia desses, por exemplo, ele virou um pouco e encostou sua cabecinha na minha. O que eu podia fazer? Não dormi e não me mexi mais, fiquei só curtindo o momento.

Mal posso esperar para que ele esteja de um tamanho seguro para que nós três possamos dormir de conchinha tripla. Sem dúvida, a melhor hora do dia!

Beijos do pai.





quinta-feira, 28 de julho de 2011

Eu quero e eu quero agora

No último post a Li comentou como tem sido gostoso acompanhar a evolução diária do Pedro e eu concordo plenamente. O moleque está crescendo e evoluindo muito rapidamente. Mas nos últimos dias, além de gostoso, tem sido muito engraçado também.

É que o guri está tentando rolar, virar de bruços. Toda criança faz isso e o Guigo, como uma criança normal, também quer fazer. Mas o divertido é que ele quer muuuuuuito. E quer agooooooora!!! Papai e mamãe ficam com o consciência um pouco pesada, mas morrem de rir.

Acontece assim: Pedrinho está lá no berço ou no tapetinho brincando tranqüilamente, de barriga para cima e curtindo o seu próprio movimento de braços, pernas e cabeça. De repente dá um cinco minutos e ele resolve que quer virar de bruços. Só que ele ainda não consegue e fica super irritado.

É um tal de balançar os braços, tentar jogar uma perninha por cima da outra, virar a cabeça tipo exorcista. Daqui a pouco ele está todo torto e com a coluna arcada e percebe que não vai conseguir virar. Aí começa a gritar. Gritar mesmo, não é choro. São gritos indignados, feições sérias e cara amarrada. O garoto tá putaço que não conseguiu virar!

Parece maldade, mas tudo indica que não devemos ajudar. Tá bom, às vezes a gente até dá uma ajudinha, coitado do garoto. Mas o certo é deixar ele tentar até conseguir sozinho. Talvez esta seja a sua primeira grande conquista. Mas quando o bicho começa a pegar muito, papai e mamãe acabam dando um empurrãozinho e o garoto vira de bruços. Aí é a felicidade! Ele enterra a cara no colchão, depois levanta a cabacinha e começa a rir.

E nós, que já estávamos rindo, continuamos com essa cara de bobos que ganhamos desde que o menino chegou.

Beijos do papai sorrisos


terça-feira, 26 de julho de 2011

Pequeno Ser

Tem sido muito gostoso acompanhar a evolução do Pedro, mas há duas semanas tenho notado algo diferente. Parece que só agora nosso filhote passou a ter consciência de que é um ser humano. Passou a ter consciência de si e de suas capacidades atuais e futuras. Ele agora não só quer falar, como sentar, andar, comer e tudo para ontem! Ele não quer esperar. Já que um dia ele poderá fazer, este dia tem que ser hoje.

E está sendo divertido demais assistir as tentativas (ainda frustradas, tadinho) de levanter do carrinho ou da cama ou do bercinho. E, quando não consegue ou o desistimulamos, ele reclama MUUUUITO.

O seu olhar e seus barulhinhos passaram a ter significado importante pois indicam exatamente o que ele quer . O moleque sabe se expressar. Sabe que quer pegar aquele bichinho específico no tapetinho. Apóia o cotovelo nas bordas do carrinho e tenta dar impulso para frente, pois precisa imediatamente sentar! Ou sair do carrinho e andar até o bouncer para puxar a cordinha que toca sua música preferida. Ele projeta o corpo para frente para chegar mais perto da flor amarela do canteiro do play. Seus dedinhos exploram a almofada colorida da sala, pois deve haver algo de muito especial naquelas figuras todas. Ele conversa com os desenhos animados da televisão. Dá passinhos desajeitados na mesa da sala (às vezes para cada 2 para frente ele dá um para trás rsrsrsrs) e dificilmente aceita ficar deitado. Ele quer ganhar o mundo!

Não vai ser fácil não. Tento convencê-lo diariamente de que ele só tem 3 meses, mas seus argumentos são bons “Mamãe, se eu não começar agora, vou demorar muito a chegar lá, então me ajude!”.

E esta semana, já ganhou mais um sabor novo. Além dos diversos leites já experimentados e da deliciosa água de coco, Pedro está tomando suco de laranja lima. E amando. Quando acaba sempre há os gritos de “quero mais!!!!!!”. Infelizmente não pode, meu filho. Não podemos ultrapassar 90ml. Mas a partir do mês que vem seu cardápio ficará ainda mais rico. E estou realmente ansiosa por isto, estudando qual legume vou escolher para a sopinha do rapaz. Muita responsabilidade. Dentre milhares de opções, terei que escolher apenas um! Preciso acertar.

Este pequeno ser em busca de seu caminho é tudo de bom.

Bj de uma mãe super orgulhosa e feliz…

"Hoje eu quero a argolinha..."

"Agora eu quero a corujinha..."

"Pai, me ajuda a levantar aê!"

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Impotência

Tem algumas coisas que você, em teoria, entende e sabe como é a sensação mesmo sem ter um filho. Sabe porque sente algo semelhante pelas pessoas que ama, sabe porque conhece a relação vivendo o papel de filho e sabe porque observa e escuta pessoas próximas contando. Então, todo mundo sabe. Até que nasce o seu primeiro filho e aquele sentimento que você conhecia, que você já sabia como era, vem e te arrebata de um jeito que você simplesmente não imaginava. E isso passa a acontecer constantemente na sua vida.

O sentimento que estou tentando descrever hoje é a sensação de impotência que sentimos ao perceber que o mundo é muito maior do que podemos controlar e, portanto, um local perigoso demais para ter algo tão importante como um filho. Nosso pequeno não fez nem quatro meses e não começou a ganhar o mundo ainda. Mas toda noite quando vamos dormir e olho para ele pelo monitor da babá eletrônica sinto uma imensa sensação de vulnerabilidade e impotência.

Não posso nem começar a imaginar os milhões de riscos, perigos e situações a que ele será exposto na sua vida porque senão, ao invés de dormir e deixá-lo dormir, vou sair correndo para o quarto dele para pegá-lo no colo e não largar mais. E, só para ter certeza que eu mesmo não esqueci vou repetir, ele não tem nem quatro meses de vida!

Ao mesmo tempo eu sei que preciso me controlar para que ele possa viver a vida dele, ter as experiências dele, correr riscos, machucar-se, aprender a enfrentar perigos, sentir medo, ter traumas dos quais aprenderá a se recuperar... Enfim, ser ele ao invés de ser o meu bebê para sempre. Mas espero que ele saiba que será para sempre o meu bebê.

Não vai ser fácil, mas vai ser interessante. Beijos do pai super-protetor.

"Ah, queria passar a vida inteira assim..."

"Oi papai, o que é isso que estamos olhando?..."



"Tá olhando o quê? Tô invocado!"


sábado, 23 de julho de 2011

Prima portuguesa

Hoje acontece em Portugal o evento mais importante do ano. Pelo menos para a nossa família. Tia Luba, prima do papai, vai casar com o tio João lá em Cascais. A tia Luba é a prima-irmã-mais-velha do papai. Somos irmãos de pais diferentes, mas passamos nossa infância e adolescência tão grudados como se fôssemos irmãos mesmo.

Nossa relação de primos-irmãos sempre foi completa. Nos amamos muito, brincamos muito e brigamos bastante também. Passávamos as férias juntos em Iguaba, brincávamos de cabana na casa da vovó Jacy, de príncipe e princesa na casa da vovó Edith, de passar trote telefônico da casa de nossos pais e até de chuva de c... bem, deixa para lá, que era coisa de criança.

Mas aí o tempo passou, nós crescemos e a Luba inventou de morar em NY por uns anos. Depois se mudou para Portugal. Mesmo assim continuamos nos encontrando bastante. Eu e Li fomos para sua casa em NY duas vezes, viajamos com ela para as Ilhas Virgens Americanas, comemoramos seus 30 anos na Costa Rica, enchemos a cara de Tuborg na Dinamarca, invadimos igrejas na Noruega... sem contar nossas sessões de terapia de grupo nas praias do Rio de Janeiro. Ou de Porto de Galinhas. Enfim, mesmo morando longe, continuamos conectados e sempre que nos encontramos parece que estivemos juntos na semana passada.

Pois hoje é um dos dias mais importantes de sua vida e nós não estaremos lá participando porque decidimos que o Pedrinho era muito novo para enfrentar todo o trâmite de aeroportos e uma viagem de nove horas de avião. Tomamos esta decisão durante a gravidez da Li e hoje percebo que ela foi acertada. Por mais tranquilo que o guri seja, seria uma agressão muito grande ao seu pequeno organismo.

Mas isso não me impede de ficar triste por não estar lá. É também a constatação explícita de que um outro ser-humanozinho roubou toda a importância que nós tínhamos em nossa vida. Ter um filho é entender que uma outra pessoa passou a ser mais importante para você do que você mesmo. É olhar para fora quando pensa em você. E é ficar satisfeito com isso.

Mas não era para ser sobre isso este post (textos às vezes são muito teimosos. Queremos seguir um caminho e eles tomam outro rumo. Quase como um filho adolescente!). Este post era para dizer que muito provavelmente logo após o casamento, em pouco tempo, esta união dará frutos. Uma priminha ou um priminho português para o Pedro será encomendado. E aí papai, mamãe, tia Luba e tio João farão força para construir uma nova relação de primos-irmãos. Que apesar de morarem em continentes separados, estejam conectados para o resto da vida.

A turminha já está crescendo e já posso imaginar nas férias o carro lotado com a criançada fazendo bagunça no banco de trás. Rafa, João Marcelo, Pedro e o priminho português (ou a primiminha portuguesa). Para acalmar o povo, papai terá que suar, cantar e contar piadas. Tipo "era uma vez um Norueguês chamado Manoel...".

Felicidades aos novo casal.

As noivinhas do ano. No final do ano tem mais...

Farofada em Cascais?

"Quem vai assoviar para mim?...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Um post para ler sussurrando

Sabe aquelas coisas que a gente fala baixinho porque são tão boas que não queremos atrair mau olhado. Ou temos medo do universo ouvir e conspirar contra? Pois é, este post é para ser lido assim, baixinho... sussurrando...

Hoje o Pedro dormiu a noite todinha! Ele já estava em seu berço e nós no nosso às 21:30h. Aí o menino só nos chamou para mamar às 5:30h. Foram mais de sete horas de sono! Que luxo! Parece que o bebê sabia que a mamãe passou o dia de ontem com enxaqueca e o papai passou duas noites trabalhando até de madrugada. Resolveu nos dar um descansinho.

Sabemos que isso não significa que todas as noites serão assim. Pedro vai voltar a acordar no meio da madruga para mamar. Mais tarde vai voltar no meio da madruga mamado, cheio de cachaça na cabeça. Não faz mal, faz parte do crescimento. Até o dia em que ele vai apenas telefonar no meio da madrugada e avisar que não vai passar a noite em casa. Bem, se ele telefonar já ficaremos felizes...

Voltando aos tempos em que as coisas são mais simples e o Pedrinho é apenas um bebê de quase quatro meses, parece que ele acertou ainda a hora de acordar porque foi justamente a hora que o vovô Nilton telefonou lá de Portugal para avisar que todos chegaram bem (e bem cansados) no hotel.

Pedro acordou na hora certa do vovô ligar ou o vovô ligou na hora certa para não acordar o Pedro? Não sei. Mas os pais não perdem certos hábitos quando falam com seus filhos. A primeira coisa que o vovô me perguntou ao telefone foi "oi filho, chegamos. Você está aonde?". "Estou em casa pai, são cinco e meia da manhã...". "Ih, desculpe. Confundi o fuso...". Tranquilo vovô, você ligou na hora certa.

Beijos do papai começando uma sexta-feira ainda mais feliz e descansado.