Os bebês têm vários marcos de desenvolvimento conhecidos. Começa com coisas simples como fixar o olhar, depois passam para o sorriso, rolar, sentar, engatinhar e tomar o primeiro porre. Cada etapa desta evolução de bebê para criança é efusivamente comemorada e festejada pelos pais como se seus filhos fossem gênios.
Já me ouvi dizendo coisas do tipo "é lindo quando ele boceja!" ou "Pedro já consegue colocar as mãos na cabeça!". Confesso que me censuro para não dizer que "se ele continuar assim vai acabar virando atração principal do Cirque Du Soleil ou presidente de alguma grande multi-nacional".
Há poucos dias ele conseguiu colocar os pés na boca. A primeira vez que vi um bebê fazendo isso achei aquilo incrível! Além de ficar imaginando em que momento perdemos esta útil habilidade, perguntei aos pais como aquela criança havia descoberto a posição. Acabei com cara de otário quando me disseram que é super comum, todo bebê faz isso em algum momento.
Mas esta semana a grande novidade do Pedro é que ele começou a minhocar! Ele ainda não sabe sentar sozinho e está razoavelmente longe de engatinhar. Mas isso não o impede de se locomover no berço. Quando colocamos o moleque em um canto e ele resolve ir buscar o brinquedo que está no canto oposto é muito legal e engraçado.
O garoto é determinado e começa tentando levantar e sair andando, coisa que naturalmente sua coluna e pernas ainda não estão prontas. Um pouco indignado com esta incapacidade, ele se coloca de bruços e fica encarando o brinquedo e esbravejando para ver se ele vem sozinho. Como o brinquedo não se mexe, o moleque começa o processo.
Empurra as perninhas para trás, estica o corpo e se aproxima alguns centímetros. Resolve então virar de barriga para cima e com isso rola mais para perto do objetivo. Barriga para baixo novamente, às vezes o tiro sai pela culatra e, ao invés de se aproximar, ele se afasta. Mas continua seus trabalhos e de um jeito ou de outro acaba chegando ao destino. Feliz e exausto, pega o brinquedo e invariávelmente leva à boca.
Se continuar assim, vai ser maratonista. Bolt que se cuide!
Beijos do pai orgulhoso.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
O milagre da multiplicação...
...do Crepe. Depois da cerimônia religiosa de batismo do Pedro, passamos uma tarde super agradável na companhia de nossos amigos e familiares no play do nosso condomínio. Assim como a cerimônia, a comemoração foi ótima, leve e tranquila. Guigo curtiu o colo de quase todo mundo, distribuiu sorrisos e depois tirou um cochilo até o final da festa.
Nesta mesma tarde presenciamos o milagre da multiplicação do crepe! A grande surpresa ficou por conta da bisavó Áurea que, com seu corpinho de 40 Kg, consumiu nada menos que seis crepes! Não que estávamos contando, não estávamos. A declaração veio da própria.
Impressionado, já que eu mesmo não consegui passar do quinto crepe, resolvi fazer uma enquete e cheguei a uma conclusão. Ou ninguém comeu mais do que a bisa, ou o resto é um bando de mentirosos! Enfim, valeu que ninguém ficou com fome, né?
Beijos do pai que nunca mais perdeu o peso adquirido na gravidez.
| Dinda Ju comeu alguns crepes... |
| ...mas parece que não estava satisfeita! |
sábado, 1 de outubro de 2011
Let's Rock
Já que, aparentemente, a primeira saída – a pizza – foi café com leite, pois saímos e voltamos para casa em pouco mais de uma hora, resolvemos fazer um programa mais hard esta semana, digamos assim. Fomos ao Rock in Rio! Foi simplesmente tudo de bom, não só pelo evento, mas pela saída em si. Cantamos, dançamos, namoramos, rimos, brincamos e tivemos a companhia de pessoas muito legais e animadas.
Papai que, desde a compra do ingresso, estava animadíssimo, arreou as baterias no meio do terceiro show da noite e já estava praticamente dormindo em pé na hora de ir embora. Sem falar que a cada instante perguntava à mamãe se ela não queria ver as fotos do Guigo no celular. Mamãe, que desde o início estava cumprindo o papel de boa esposa e acompanhando o maridinho, acabou adorando o evento, mas não quis ver as fotos para não declinar e checou sistematicamente o relógio para ver se dava para chegar em casa antes da mamada da madrugada...
E deu! Mas vovó Beth, que mais uma vez assumiu o plantão, não nos deixou realizar a função e colocou a dupla na cama para descansar. E descansamos. Dormimos mais de 4h seguidas e acordamos quase 7h da manhã. Um verdadeiro luxo! E logo veio a recompensa. Pedro estava SUPER feliz, brincando e conversando todas com a vovó. O melhor foi que deu um mega sorriso quando viu papai e mamãe em casa.
Sair é realmente legal, mas nada mais se compara a receber sorrisos, gargalhadas e denguinhos do nosso pequeno menino.
Beijos Mamãe.
| Transporte VIP com cerveja liberada! |
![]() |
| Galerinha animada no Rock in Rio |
| Pedro em versão "born to be wild!" |
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
A primeira pizza
Fiquem calmos! Não estou falando da primeira pizza do Pedrinho. Apesar de ter certeza que ele vai adorar pizza, estamos esperando o pediatra liberar comidas menos saudáveis e muito mais interessantes do que sopa. Vou contar neste post como foi a primeira pizza que papai e mamãe saíram para comer depois que o Pedrinho chegou.
Foi no sábado passado que montamos todo o esquemão necessário para deixar um bebê sozinho em casa e fomos matar o desejo que tínhamos desde o nascimento do Guigo de comer a pizza de Cipolla. Deixar um bebê sozinho em casa, é claro, no sentido figurado. No sentido de que papai e mamãe não estarão ao seu lado no sábado à noite porque ainda são namorados e querem sair em um "encontro", mas o Guigo teve a ótima companhia da vovó Beth.
Então o esquemão foi montado, a vovó Beth chegou para assumir o Pedro alimentado, banhado e quase pronto para dormir. Faltava apenas ele decidir dormir porque, como vocês já conhecem, o garoto só faz o que quer e na hora que ele decide. Deixamos os dois assistindo TV e brincando e fomos nervosos para o nosso primeiro encontro de namorados pós-filho.
Um primeiro encontro, é claro, merece um certo nível de mise-en-scéne, além de nos dar aquela sensação de nervosinho gostoso. Colocamos roupas novas, perfumes de festa, o cavalheiro corre para abrir as portas para a dama, escolhemos um bom restaurante, sentamos em uma mesa para dois, pedimos bebidas alcoólicas e ficamos conversando sobre os assuntos mais variados.
Falamos sobre como o Guigo é lindo, como ele está cada dia mais esperto e que ele faz falta quando não está por perto. Fizemos planos para a primeira viagem com o Guigo, sobre como ele será depois que crescer... quando o garçom chega com a entrada que escolhemos, o pão da casa, a conversa muda de rumo. Passamos a falar sobre cozinhar com o Pedro, fazer massa de pão, ensiná-lo a assar biscoitos... e a sopa que ele está comendo?... será que ele vai gostar de pizza?...
O pão vai rapidamente para os nossos estômagos e partimos para a pizza. O assunto muda novamente e passamos a apreciar as fotos que temos do Pedro em nossos telefones celulares, combinamos sobre o álbum que mamãe vai montar com as fotos do batizado do Pedro... mudamos para festa de um ano de idade do Pedro... o Pedro isso... o Pedro aquilo... o Pedro acolá... a pizza acaba e o garçom vem oferecer a sobremesa.
"Sabe o que mais? Estou morrendo de saudade do moleque... vamos comer sobremesa em casa?"
Beijos do pai.
Foi no sábado passado que montamos todo o esquemão necessário para deixar um bebê sozinho em casa e fomos matar o desejo que tínhamos desde o nascimento do Guigo de comer a pizza de Cipolla. Deixar um bebê sozinho em casa, é claro, no sentido figurado. No sentido de que papai e mamãe não estarão ao seu lado no sábado à noite porque ainda são namorados e querem sair em um "encontro", mas o Guigo teve a ótima companhia da vovó Beth.
Então o esquemão foi montado, a vovó Beth chegou para assumir o Pedro alimentado, banhado e quase pronto para dormir. Faltava apenas ele decidir dormir porque, como vocês já conhecem, o garoto só faz o que quer e na hora que ele decide. Deixamos os dois assistindo TV e brincando e fomos nervosos para o nosso primeiro encontro de namorados pós-filho.
Um primeiro encontro, é claro, merece um certo nível de mise-en-scéne, além de nos dar aquela sensação de nervosinho gostoso. Colocamos roupas novas, perfumes de festa, o cavalheiro corre para abrir as portas para a dama, escolhemos um bom restaurante, sentamos em uma mesa para dois, pedimos bebidas alcoólicas e ficamos conversando sobre os assuntos mais variados.
Falamos sobre como o Guigo é lindo, como ele está cada dia mais esperto e que ele faz falta quando não está por perto. Fizemos planos para a primeira viagem com o Guigo, sobre como ele será depois que crescer... quando o garçom chega com a entrada que escolhemos, o pão da casa, a conversa muda de rumo. Passamos a falar sobre cozinhar com o Pedro, fazer massa de pão, ensiná-lo a assar biscoitos... e a sopa que ele está comendo?... será que ele vai gostar de pizza?...
O pão vai rapidamente para os nossos estômagos e partimos para a pizza. O assunto muda novamente e passamos a apreciar as fotos que temos do Pedro em nossos telefones celulares, combinamos sobre o álbum que mamãe vai montar com as fotos do batizado do Pedro... mudamos para festa de um ano de idade do Pedro... o Pedro isso... o Pedro aquilo... o Pedro acolá... a pizza acaba e o garçom vem oferecer a sobremesa.
"Sabe o que mais? Estou morrendo de saudade do moleque... vamos comer sobremesa em casa?"
Beijos do pai.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Chulézinho
O Pedro tem chulé. Eu acho estranho um bebezinho de cinco meses ter chulé. Ainda mais um bebezinho tão cheirosinho, limpinho e gostoso como o Pedro. Mas ele tem chulé. Não é aquele fedor de adolescente que passou o dia de All Star sem meia, mas quando ele fica suado depois de um dia de calor, tem cheirinho. Acho estranho, mas também acho bonitinho. Coisa de pai.
Mas este post não é apenas para revelar características odoríferas e constrangedoras do meu menino, é para contar como a saudade do filho pode chegar de maneiras bem inusitadas. A história do chulé é um exemplo. Estava eu no metrô um dia desses quase chegando no escritório depois de rodar pelo Rio de Janeiro. Estava concentrado na leitura de um livro quando chegou na minha estação. Fecho o livro, desço do trem e com o canto do olho capturo a palavra "chulé" em uma propaganda. Imediatamente lembrei do Pedro! Imediatamente uma frase se formou na minha cabeça: "ai que saudade do meu chulézinho!".
Engraçado que eu ainda não tinha me referido ao Guigo assim. Mamãe e eu já tínhamos conversado sobre o chulézinho do garoto, mas só isso. E de repente, do nada, no metrô a frase "saudade do meu chulézinho" aparece na minha cabeça. Comecei a rir e ao mesmo tempo fiquei emocionado de lembrar o chulézinho, que eu não via há quase quatro horas!
Desde que o Pedro nasceu e eu voltei para as ruas, sempre que eu vejo um bebê fico com cara de babaca. Não vejo a minha cara, mas tenho a consciência que ela assume imediatamente a cara de bobão-babão. Aliás, qualquer criança me faz lembrar imediatamente da minha criança, que está em casa dando vários sorrisos perdidos. Perdidos no sentido de que eu não estou lá para vê-los!
E assim segue o meu dia: trabalhando, batalhando, suando a camisa e ficando estressado. Mas de repente um lampejo me lembra que falta pouco para eu chegar em casa e ser recebido com um sorriso. Falta pouco para eu beijar a barriguinha do Pedro e ouvi-lo dando gargalhadas. E falta pouco para eu beijar, morder os seus pés em forma de risole e sentir aquele chulézinho gostoso!
Beijos do pai
Mas este post não é apenas para revelar características odoríferas e constrangedoras do meu menino, é para contar como a saudade do filho pode chegar de maneiras bem inusitadas. A história do chulé é um exemplo. Estava eu no metrô um dia desses quase chegando no escritório depois de rodar pelo Rio de Janeiro. Estava concentrado na leitura de um livro quando chegou na minha estação. Fecho o livro, desço do trem e com o canto do olho capturo a palavra "chulé" em uma propaganda. Imediatamente lembrei do Pedro! Imediatamente uma frase se formou na minha cabeça: "ai que saudade do meu chulézinho!".
Engraçado que eu ainda não tinha me referido ao Guigo assim. Mamãe e eu já tínhamos conversado sobre o chulézinho do garoto, mas só isso. E de repente, do nada, no metrô a frase "saudade do meu chulézinho" aparece na minha cabeça. Comecei a rir e ao mesmo tempo fiquei emocionado de lembrar o chulézinho, que eu não via há quase quatro horas!
Desde que o Pedro nasceu e eu voltei para as ruas, sempre que eu vejo um bebê fico com cara de babaca. Não vejo a minha cara, mas tenho a consciência que ela assume imediatamente a cara de bobão-babão. Aliás, qualquer criança me faz lembrar imediatamente da minha criança, que está em casa dando vários sorrisos perdidos. Perdidos no sentido de que eu não estou lá para vê-los!
E assim segue o meu dia: trabalhando, batalhando, suando a camisa e ficando estressado. Mas de repente um lampejo me lembra que falta pouco para eu chegar em casa e ser recebido com um sorriso. Falta pouco para eu beijar a barriguinha do Pedro e ouvi-lo dando gargalhadas. E falta pouco para eu beijar, morder os seus pés em forma de risole e sentir aquele chulézinho gostoso!
Beijos do pai
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Staff
Mamãe precisou voltar ao seu dia-a-dia de trabalho e ganhar dinheiro para sustentar os hábitos finos e sofisticados do Guigo. Com isso foi preciso montar um esquema para deixar o garoto em casa com alguma companhia, já que ele ainda não sabe amassar os legumes da sua sopa ou trocar a sua fraldinha.
O staff principal é composto pela Carminha, que fica três vezes na semana, e a Salete que no auge de seus 75 anos está esbanjando energia para cuidar do garotão. Mas não termina por aí já que a dinda Fernanda pode ser considerada uma espécie de supervisora, que faz visitas surpresas e periódicas para avaliar a atuação da equipe. Além de verificar se está tudo bem, ela ainda envia relatórios (com foto inclusive!) para a mamãe e o papai.
A equipe reserva, por outro lado, está cheio de interessados. Podemos contar, por exemplo, com as vovós e e vovô para acionamentos de emergência ou para cobrir papai e mamãe quando eles não conseguem chegar à tempo de render o staff principal. Vamos chamá-los daqui para frente de "plantonistas". Neste final de semana, por exemplo, vovó Sonia passou direitinho no teste de trocar a fralda.
Mas o engraçado é que não foi só os pais, dindos, tios e o padre do batizado que ficaram seduzidos e encantados pelo Pedro. O moleque já conquistou Salete e Carminha de um jeito que está até causando briga. Acho que terei que trabalhar mais um pouquinho para contratar uma terceira pessoa que terá o papel de juiz!
Há poucos dias, por exemplo, a Carminha admitiu com todas as palavras dizendo mais ou menos assim: "que história é essa do Pedro gostar dela! Eu estava aqui antes, o Pedro me conhece desde que nasceu! Ele tem é que gostar mais de mim!". Não satisfeita, ficou sem falar com a Salete um dia desses só porque ela levou o Pedro para dormir justo na hora em que a Carminha estava brincando com ele.
A Salete, por outro lado, já é uma senhora madura. Criou filhos, sobrinhos e netos e foi a babá da Liginha quando ela era apenas uma menina de trancinhas louras e rosto redondinho. Uma pessoa assim está muito acima destas bobagens de ciúmes, não é? Não, não é! Tanto que outro dia ela falou para a Ligia sobre a Carminha: "ela não tem que dar a faxina? Está fazendo o quê aqui brincando com o Pedro?".
A cena que melhor descreve a situação é ver as duas em frente ao Pedro, cada uma com a sua gracinha para arrancar um sorriso dele. Enquanto isso o moloque está igual a um Paxá sentado em seu boucer com aquela carinha blasé que ele aprendeu não sei aonde, mas recebendo toneladas e toneladas de amor e carinho.
Beijos do pai que, no staff, assume a posição de sub-assistente-e-vai-embora-logo-para-não-atrapalhar.
| Acho que vi um gnomo... |
| Sopa! |
| O moleque pensativo |
| Carminha com o Pedro |
| Salete alimentando o moleque |
domingo, 18 de setembro de 2011
Se vira malandro - registro fotográfico
Contei, mas não tinha mostrado já que não podíamos tirar fotos durante a noite, pois o flash poderia acordar o nosso menino. E acordar o menino depois que ele dorme é uma brincadeira que papai e mamãe não acham legal!
Quando ele repetiu a posição durante o dia, mamãe estava esperta e conseguiu pegar o momento. Logo, segue o registro fotográfico.
Quando ele repetiu a posição durante o dia, mamãe estava esperta e conseguiu pegar o momento. Logo, segue o registro fotográfico.
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