Até agora eu estava relativamente tranquila, mas desde a viagem para compra do enxoval começou uma certa ansiedade pois o tempo parece estar mais acelerado. Viagem, curso de mãe, visita a pediatras, arrumação do quarto do Pedro - o que inclui lavar tudo o que foi comprado e comprar o que falta (mãe obrigada!) - lembranças de maternidade (mãe obrigada!), quadro da porta da maternidade (mãe, vc nem sabe ainda, mas obrigada!), os preparativos para o chá de bebê (mãe SUPER obrigada!), montar mala de maternidade minha e do Pedro... ufa! É muita coisa. E neste meio tempo ainda caiu minha obturação e apareceram manchas na minha pele. Ou seja, 2 médicos a serem visitados. Já desisti de ir ao oftalmologista e vou ficar sem enxergar direito por mais alguns meses mesmo!
Quando a gente engravida pela primeira vez não tem ideia do que está por vir. Aliás, acho que continuo sem a ideia exata do que está por vir. O curso foi bem legal, pois além de ter dado uma noção geral dos cuidados básicos com o bebê, mostrou também o lado da mudança familiar, da necessidade da cumplicidade do casal, que expectativas devemos ou não ter e, principalmente, que este bebezinho tão esperado e já amado vai mudar radicalmente e PARA SEMPRE nossas vidas!!!!!!!!!!!
Aliás, isso me faz lembrar um grande amigo nosso. Sempre que saíamos e entre um vinho e outro acabávamos abordando o assunto filho, ele dizia “Nem pensar! Filho dura muito! Dormir? Nunca mais! Isso aqui que estamos fazendo? Nunca mais!” E hoje ele é completamente apaixonado pela filhota dele. Isso me conforta e me faz acreditar que deve realmente ser tudo de bom.
Pensando bem, não tem como não ser. Já é tudo de bom. Estar grávida é uma delícia. Cada vez interajo mais com o Pedro na minha barriga. Acho que consigo perceber quando ele está feliz, quando está incomodado com alguma coisa. Sofro horrores quando ele fica com soluço. É gente, dá para sentir quando ele está com soluço! E já é tão nosso menino que quando percebo o Du está soprando a minha barriga na possível altura da testa do Pedro para ver se o soluço passa rsrsrsrsr Vou morrer de saudade deste barrigão! Mas espero daqui a 1 mês e meio estar curtindo de montão nosso filhote.
sexta-feira, 11 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Homenagem da mamãe ao papai
Fizemos algumas homenagens aqui no site e acho que ficou faltando a mais importante de todas: ao papai do Pedro!
Desde que nos casamos que o sonho do Du é ter um filho. E eu sempre querendo esperar mais um pouquinho. Acho que o medo era grande, afinal de contas, estamos falando de uma mudança radical e duradoura. E nossa vida juntos sempre foi maravilhosa demais. Tudo sempre deu muito certo pra nós dois. Muita amizade, cumplicidade, superação, momentos especiais, viagens, animação (nos divertimos até em fila de supermercado!). Além do pânico de não ser uma boa mãe e decepcionar alguém que certamente será o melhor pai do mundo! Foram muitos momentos de dúvidas, questionamentos, hipóteses... Sofri algumas ameaças nos últimos anos “eu vou ter um filho e gostaria muito que fosse com você” rsrsrsrs, mas graças a Deus eu optei por engravidar (mesmo tendo sido esta gravidez uma surpresa para nós dois). Hoje estou certa de que não poderia deixar de ser a mãe dos filhos do Du. Ele conversa com o Pedro todas as noites, coloca músicas para ele ouvir, escolheu tudo do quarto, comprou roupinhas, se saiu muito melhor que eu no curso, está com mil planos pro filho, enfim, paizão total!
A nossa felicidade cresceu, nosso amor se multiplicou e estou, a cada segundo, mais apaixonada por este marido que é e sempre foi sensacional. É o seu sorriso que me dá energia, paixão e tesão por esta vida. Sem ele, tudo perde a graça. Espero conseguir fazê-lo sorrir cada vez mais. Como minha mãe sempre diz, Deus criou o Du e jogou a forma fora. Todos os dias penso o que fiz de tão bom para ter recebido tamanho presente, pois sei que não mereço algo assim.
E acho que agradeci pouco, meu amor, por tudo o que vc tem feito e tudo o que vc tem sido.
Mais uma vez, obrigado por tudo.
Obrigado por ter estado sempre ao meu lado.
Obrigado por ter cuidado tão bem de mim.
Obrigada por me fazer sorrir.
Obrigada por ter perdoado todos os meus deslises.
Obrigada por beijar há 8 meses, todas as noites, a minha barriguinha.
Obrigada por ser o pai do Pedro!
Obrigado por me amar.
Teremos, quantos Pedros você quiser...
Desde que nos casamos que o sonho do Du é ter um filho. E eu sempre querendo esperar mais um pouquinho. Acho que o medo era grande, afinal de contas, estamos falando de uma mudança radical e duradoura. E nossa vida juntos sempre foi maravilhosa demais. Tudo sempre deu muito certo pra nós dois. Muita amizade, cumplicidade, superação, momentos especiais, viagens, animação (nos divertimos até em fila de supermercado!). Além do pânico de não ser uma boa mãe e decepcionar alguém que certamente será o melhor pai do mundo! Foram muitos momentos de dúvidas, questionamentos, hipóteses... Sofri algumas ameaças nos últimos anos “eu vou ter um filho e gostaria muito que fosse com você” rsrsrsrs, mas graças a Deus eu optei por engravidar (mesmo tendo sido esta gravidez uma surpresa para nós dois). Hoje estou certa de que não poderia deixar de ser a mãe dos filhos do Du. Ele conversa com o Pedro todas as noites, coloca músicas para ele ouvir, escolheu tudo do quarto, comprou roupinhas, se saiu muito melhor que eu no curso, está com mil planos pro filho, enfim, paizão total!
A nossa felicidade cresceu, nosso amor se multiplicou e estou, a cada segundo, mais apaixonada por este marido que é e sempre foi sensacional. É o seu sorriso que me dá energia, paixão e tesão por esta vida. Sem ele, tudo perde a graça. Espero conseguir fazê-lo sorrir cada vez mais. Como minha mãe sempre diz, Deus criou o Du e jogou a forma fora. Todos os dias penso o que fiz de tão bom para ter recebido tamanho presente, pois sei que não mereço algo assim.
E acho que agradeci pouco, meu amor, por tudo o que vc tem feito e tudo o que vc tem sido.
Mais uma vez, obrigado por tudo.
Obrigado por ter estado sempre ao meu lado.
Obrigado por ter cuidado tão bem de mim.
Obrigada por me fazer sorrir.
Obrigada por ter perdoado todos os meus deslises.
Obrigada por beijar há 8 meses, todas as noites, a minha barriguinha.
Obrigada por ser o pai do Pedro!
Obrigado por me amar.
Teremos, quantos Pedros você quiser...
O beijo nosso de cada dia ... bom demais!
Bolo surpresa pelo 3º mês de gestação
quarta-feira, 9 de março de 2011
Casa na Árvore
Esta foi a primeira vez do Pedrinho em Teresópolis. Por enquanto, ainda na barriga da mamãe, protegido do frio e aconchegado. Mas tudo indica que aqui será um dos lugares mais divertidos para o nosso menino.
Já estou providenciando, por exemplo, uma casa na árvore. Que criança nunca sonhou com um cantinho só seu, onde os adultos não são permitidos? Alguns amigos, principalmente pais de menina (não é, Edu?), não curtiram muito a idéia. Chegaram a sugerir a instalação de câmeras escondidas, mas existem determinadas coisas que é melhor que os pais não vejam mesmo.
Outra brincadeira que podemos organizar é um acampamento! Montaremos as barracas no quintal da casa e deixaremos as crianças curtindo os prazeres do acampamento como o saco de dormir duro, o frio da madrugada e o calor estufa quando o sol bate de manhã. Enquanto isso nós, os adultos, dormimos confortavelmente no quarto. Assim, eles vão cansar disso antes que alguém invente um acampamento na Bocaina ou em Ilha Grande.
Interessante esta referência que eu acabei de usar: elas as crianças e nós os adultos. Talvez esta seja a grande mudança que está para ocorrer. Hoje em dia quando juntamos a geração dos nossos pais com a nossa geração, mal ou bem, ainda pensamos em termos de "eles, os adultos" e "nós, as crianças". A chegada do Pedro (e do Rafa! E do João Marcelo!) veio para mudar isso.
Não que isso, como vocês estão percebendo, esteja me impedindo de planejar novas brincadeiras e aventuras. Só que agora eu tenho uma boa desculpa!
Pedro vai adorar explorar as trilhas no sitio de Teresópolis, brincar de polícia e ladrão e pilotar seu helicóptero de controle remoto. Quem sabe não montamos um campo de paintball para ele?
Beijos do pai empolgado.
Já estou providenciando, por exemplo, uma casa na árvore. Que criança nunca sonhou com um cantinho só seu, onde os adultos não são permitidos? Alguns amigos, principalmente pais de menina (não é, Edu?), não curtiram muito a idéia. Chegaram a sugerir a instalação de câmeras escondidas, mas existem determinadas coisas que é melhor que os pais não vejam mesmo.
Outra brincadeira que podemos organizar é um acampamento! Montaremos as barracas no quintal da casa e deixaremos as crianças curtindo os prazeres do acampamento como o saco de dormir duro, o frio da madrugada e o calor estufa quando o sol bate de manhã. Enquanto isso nós, os adultos, dormimos confortavelmente no quarto. Assim, eles vão cansar disso antes que alguém invente um acampamento na Bocaina ou em Ilha Grande.
Interessante esta referência que eu acabei de usar: elas as crianças e nós os adultos. Talvez esta seja a grande mudança que está para ocorrer. Hoje em dia quando juntamos a geração dos nossos pais com a nossa geração, mal ou bem, ainda pensamos em termos de "eles, os adultos" e "nós, as crianças". A chegada do Pedro (e do Rafa! E do João Marcelo!) veio para mudar isso.
Não que isso, como vocês estão percebendo, esteja me impedindo de planejar novas brincadeiras e aventuras. Só que agora eu tenho uma boa desculpa!
Pedro vai adorar explorar as trilhas no sitio de Teresópolis, brincar de polícia e ladrão e pilotar seu helicóptero de controle remoto. Quem sabe não montamos um campo de paintball para ele?
Beijos do pai empolgado.
| Li com a dinda Fê, Tio Rê, Tia Maggie e Tio Edu. |
| Queremos muitos momentos como este. |
| As amiguinhas Cat e Clarinha. |
domingo, 6 de março de 2011
Pensamentos de pais
Já comentamos isso aqui no blog, mas continuo me supreendendo em como a nossa cabeça mudou a partir do momento em que descobrimos que a Li estava grávida. Passamos a pensar como pais. Primeiro como pais de um bebê, depois como pais de um menino. Entre outras coisas, passei a prestar muito mais atenção aos bebês que estão à minha volta.
Antes, um bebê podia até passar despercebido em um restaurante ou na rua. Agora, quando as outras pessoas percebem a criança, eu já vi, já olhei qual era o carrinho, já vi que tipo de roupa ela está vestindo, já calculei sua idade e medi o tamanho da bolsa que os pais estão levando. Mais algumas semanas de prática e, em 15 minutos, poderei adivinhar o nome do bebê, telefonar para o pediatra e dizer como foi o parto. O único problema é que eu fico sempre com uma cara de babão e com um sorrisinho idiota. Estou pensando em andar com uma camiseta escrita "relaxem, não sou pedófilo. Estou assim porque minha mulher está grávida".
Mas por estes dias, passando no meio do carnaval de rua do Rio de Janeiro, me dei conta de um outro fenômeno. Também estamos observando adolescentes! (o uso da tal camiseta está ficando cada vez mais urgente!!!). Em outros tempos passaríamos pelos blocos observando a banda, a música e as fantasias. Talvez até ficássemos um pouco dando uma força nos tamborins.
Recentemente a conversa foi outra. Quando percebi estávamos preocupados com o Pedro bebendo e caminhando no meio dos carros no Leblon. A Li chegou a dizer que o medo dela é o Pedro arrumar confusão na rua. Eu praticamente já comecei a planejar uma viagem internacional para ele, assim ele fica longe dos bloquinhos. Ou seja, o Pedro nem nasceu e já estamos dormindo mal à noite porque ele ainda não telefonou!
(Já posso até ver neste momento nossos pais lendo este post com um sorriso malicioso no canto da boca... Ha ha ha, esta é a minha vingança... Eu disse que sua vez ia chegar...)
Bem, cabeça de pai é assim mesmo. O que eu posso fazer? Torcer para que eu e Li sejamos capazes de educar bem o nosso Pedrinho e que ele forme uma cabeça suficientemente responsável para manter-se razoavelmente seguro, mas que seja um bebê esperto, uma criança levada e um jovem divertido. Enfim, que ele seja uma pessoa normal e muito feliz.
Antes, um bebê podia até passar despercebido em um restaurante ou na rua. Agora, quando as outras pessoas percebem a criança, eu já vi, já olhei qual era o carrinho, já vi que tipo de roupa ela está vestindo, já calculei sua idade e medi o tamanho da bolsa que os pais estão levando. Mais algumas semanas de prática e, em 15 minutos, poderei adivinhar o nome do bebê, telefonar para o pediatra e dizer como foi o parto. O único problema é que eu fico sempre com uma cara de babão e com um sorrisinho idiota. Estou pensando em andar com uma camiseta escrita "relaxem, não sou pedófilo. Estou assim porque minha mulher está grávida".
Mas por estes dias, passando no meio do carnaval de rua do Rio de Janeiro, me dei conta de um outro fenômeno. Também estamos observando adolescentes! (o uso da tal camiseta está ficando cada vez mais urgente!!!). Em outros tempos passaríamos pelos blocos observando a banda, a música e as fantasias. Talvez até ficássemos um pouco dando uma força nos tamborins.
Recentemente a conversa foi outra. Quando percebi estávamos preocupados com o Pedro bebendo e caminhando no meio dos carros no Leblon. A Li chegou a dizer que o medo dela é o Pedro arrumar confusão na rua. Eu praticamente já comecei a planejar uma viagem internacional para ele, assim ele fica longe dos bloquinhos. Ou seja, o Pedro nem nasceu e já estamos dormindo mal à noite porque ele ainda não telefonou!
(Já posso até ver neste momento nossos pais lendo este post com um sorriso malicioso no canto da boca... Ha ha ha, esta é a minha vingança... Eu disse que sua vez ia chegar...)
Bem, cabeça de pai é assim mesmo. O que eu posso fazer? Torcer para que eu e Li sejamos capazes de educar bem o nosso Pedrinho e que ele forme uma cabeça suficientemente responsável para manter-se razoavelmente seguro, mas que seja um bebê esperto, uma criança levada e um jovem divertido. Enfim, que ele seja uma pessoa normal e muito feliz.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Feliz Aniversário, dindo
Tenho poucas lembranças de quando eu tinha quatro anos, mas uma imagem sempre foi muito forte na minha memória. Eu estava em pé do lado de fora de uma parede de vidro, como se fosse uma vitrine, e do outro lado uma enfermeira levantou um bebezinho minúsculo, que chorava muito e estava todo vermelho. Isso foi o que ficou mais claro na minha cabeça, aquela criancinha era muito vermelha! Então, meu pai falou "este é o seu irmão".
Isso aconteceu há trinta anos e acho muito engraçado que eu não tenho a menor lembrança de como eu cheguei à maternidade, de como era a minha mãe grávida ou do que aconteceu depois. Mas o momento em que o vi pela primeira vez ficou marcado na minha memória e, com certeza, nunca mais sairá. Alguns anos depois, eu ainda era criança no curso de inglês e a professora nos pediu para escrever sobre o dia mais feliz de nossas vidas. Foi sobre este mesmo momento que eu escolhi escrever. Foi o dia em que eu comecei a aprender que ter um irmão é muito bom!
(meu irmão, por exemplo, tirou a sorte grande porque ganhou um irmão ótimo!)
Hoje aquele bebezinho vermelho faz 30 anos e está se preparando para ser o padrinho do meu primeiro filho. Muita coisa aconteceu entre estes dois momentos mas, ao mesmo tempo, fico com a impressão de que vida passou rápida demais! Que não deu tempo de brincar tudo o que deveríamos ter brincado, que ainda poderíamos ser crianças por muitos anos e que ainda temos muito o que conversar.
Como dois bons irmãos também brigamos bastante! Ficamos muitas vezes de castigo no quarto, de cara para a parede, por causa de uma briga. Meu irmão, por exemplo, tinha mania de jogar as coisas em mim quando brigávamos. Uma vez, porém, ao jogar um playmobil que estava em sua mão durante uma briga o brinquedo caiu pela janela do apartamento onde morávamos e ele começou a chorar (ele adorava os bonequinhos de playmobil dele). No início achei muito engraçado, mas depois fiquei com pena e desci com ele para procurar na garagem. Não achamos mais o boneco e ele continuou jogando as coisas em mim no meio de uma briga.
Em geral, porém, tivemos uma convivência bem pacífica e eu gostava muito quando ele, pequeno, me chamava de seu "rimão". Para a maioria das pessoas era apenas um jeito errado de uma criança falar. Para mim sempre foi um apelido carinhoso. Mais do que um irmão, eu era O rimão. De repente, o rimão mais novo cresceu, é gerente financeiro de uma multi-nacional, está quase casando (viu Ju, continuo dando uma força!) e hoje completa três décadas. Nossas brincadeiras mudaram do playmobil para a meia-maratona que corremos juntos e já faz muito tempo que ele não joga nada em mim.
Mas para mim, no fundo, ele continua sendo um neném (chorão e vermelho) e que vai crescendo "de gavarinho". Continua me mostrando todos os dias que é muito bom ter um irmão e é por isso que o Pedro, mesmo antes de nascer, já sabe que pode esperar um irmãozinho (ou uma irmãzinha) caçula.
Feliz Aniversário, Nando.
Beijos, seu rimão.
| A cabeça continua sendo de gordinho... olha a cara de felicidade do moleque! |
| Sem comentários... |
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| Companheiro de corrida |
quarta-feira, 2 de março de 2011
A nossa lua
Mesmo antes de começar a escrever já sei que este será um post emocionante (e emocionado). Digo isso porque já havia decidido há dias escrever em homenagem a uma pessoa maravilhosa e que marcou muito a minha vida. Na verdade, é sobre uma pessoa maravilhosa e que marcou muito a vida de todos que tiveram contato com ela. A prova disso é que, sempre que converso sobre ela, os olhos de alguém se enche de lágrimas.
Esta é uma homenagem à minha avó Jacy que, mesmo não estando entre nós há tanto tempo, é uma presença que sentimos constantemente. Minha avó é uma daquelas pessoas que fazem falta o tempo todo, mas principalmente em eventos importantes da familia, como o nascimento do João Marcelo, a gravidez da Ligia ou a chegada próxima do Pedro.
Na verdade eu poderia fazer um blog inteiro sobre a vovó Jacy, sobre a vó que me buscava no Jardim Musical (minha primeira escola) e pedia "meu netinho, vovó está com a sandália estourada, não posso levar você no colo hoje" mas que dois passos depois me pegava no colo porque eu dizia "vovó, estou com a sandália estourada também. Me leva". Poderia contar sobre as várias férias em que passamos sozinhos com ela em Iguaba, sobre os jogos de buraco, sobre as brincadeiras de playmobil, sobre os almoços de aniversário em que ela cozinhava rabada, feijoada, frango frito, bife para o Nilton, omelete para a Luciana...
Mas hoje escolhi escrever sobre momentos que sempre me vêm à cabeça quando lembro dela. Todo mês minha vó ia buscar o pagamento do Centro da Cidade e isso se tornava um grande evento para mim e minha prima Luciana. Pegávamos o metrô com ela, passávamos para pegar o pagamento e depois lanchávamos no McDonald's. Não parece nada demais com o fast food espalhado pela cidade, mas até hoje o meu McDonald's favorito fica na Avenida Rio Branco e sempre que posso como um lanche lá em homenagem a minha avó.
Para explicar o título deste post, Jacy é uma palavra em Tupi-guarani que significa "lua". E é assim que eu gosto de pensar na minha vó. Como a lua, que está brilhando lá no alto, olhando por todos nós, cuidando da gente e iluminando os nossos caminhos. O Pedro não vai conhecer a bisavó Jacy pessoalmente, mas toda noite quando ele olhar para o céu, entenderá como ela foi importante nas nossas vidas e como é gostoso ser o bisneto da lua.
Beijos emocionados do pai.
Esta é uma homenagem à minha avó Jacy que, mesmo não estando entre nós há tanto tempo, é uma presença que sentimos constantemente. Minha avó é uma daquelas pessoas que fazem falta o tempo todo, mas principalmente em eventos importantes da familia, como o nascimento do João Marcelo, a gravidez da Ligia ou a chegada próxima do Pedro.
Na verdade eu poderia fazer um blog inteiro sobre a vovó Jacy, sobre a vó que me buscava no Jardim Musical (minha primeira escola) e pedia "meu netinho, vovó está com a sandália estourada, não posso levar você no colo hoje" mas que dois passos depois me pegava no colo porque eu dizia "vovó, estou com a sandália estourada também. Me leva". Poderia contar sobre as várias férias em que passamos sozinhos com ela em Iguaba, sobre os jogos de buraco, sobre as brincadeiras de playmobil, sobre os almoços de aniversário em que ela cozinhava rabada, feijoada, frango frito, bife para o Nilton, omelete para a Luciana...
Mas hoje escolhi escrever sobre momentos que sempre me vêm à cabeça quando lembro dela. Todo mês minha vó ia buscar o pagamento do Centro da Cidade e isso se tornava um grande evento para mim e minha prima Luciana. Pegávamos o metrô com ela, passávamos para pegar o pagamento e depois lanchávamos no McDonald's. Não parece nada demais com o fast food espalhado pela cidade, mas até hoje o meu McDonald's favorito fica na Avenida Rio Branco e sempre que posso como um lanche lá em homenagem a minha avó.
Para explicar o título deste post, Jacy é uma palavra em Tupi-guarani que significa "lua". E é assim que eu gosto de pensar na minha vó. Como a lua, que está brilhando lá no alto, olhando por todos nós, cuidando da gente e iluminando os nossos caminhos. O Pedro não vai conhecer a bisavó Jacy pessoalmente, mas toda noite quando ele olhar para o céu, entenderá como ela foi importante nas nossas vidas e como é gostoso ser o bisneto da lua.
Beijos emocionados do pai.
| Olha só quem está lá trás olhando por nós... |
| Vovó Jacy em viagem ao Pantanal |
terça-feira, 1 de março de 2011
As visitas
De todos os temas discutidos na aula sábado, este foi um dos mais polêmicos: como lidar com as visitas? Acho que nenhum pai ou mãe saberia dar uma resposta definitiva neste assunto. Queremos muito que as pessoas visitem nosso filho, vejam como ele é lindo, esperto e parecido com os pais. Queremos que ele receba muito carinho de nossas familias e de nossos amigos. Queremos mostrar o quartinho, as roupinhas e tudo o que foi preparado na casa para sua chegada.
Mas nem sempre a visita chega na hora em que gostaríamos, nem sempre fica o tempo que achamos necessário e nem sempre concorda que o nosso filho é lindo e esperto, mas continua achando que ele parece com a gente. Sem dúvida, as pessoas não vão agir exatamente como nós gostaríamos. Mas se é exatamente isso que torna o mundo um lugar tão interessante, qual é o problema?
Como já disse aqui, sou um pai teórico, estudioso e observador. Isso me dá certas vantagens, como falar qualquer besteira e usar a desculpa de que ainda não passei por isso. Usando mais uma vez desta vantagem, vou registrar aqui o que eu acho positivo neste caso das visitas a um recém-nascido. Depois eu conto se as minhas teorias se comprovaram ou não.
Primeira regra: nunca apareça de surpresa na casa de um recém-nascido.
Eu acho que, por mais intimidade que uma pessoa tenha com a outra, aparecer de surpresa é a química certa para o caos. Eu acredito no ditado que "Deus escreve certo por linhas tortas" mas, como não somos Deus, acho que sobre nós vai imperar a Lei de Murphy. Ela seria mais ou menos assim: "se existe uma pequena possibilidade de você chegar na pior hora possível na casa de um recém-nascido, ela sempre ocorrerá quando você chegar de surpresa!".
Então troque o "estava passando por aqui e resolvi fazer uma visitinha" pelo "estou morrendo de saudade de vocês. Qual a melhor hora para eu passar aí?". Na nossa casa posso garantir que também estaremos morrendo de saudade de você!
Segunda regra: acredite, não é pessoal.
Em geral, a casa de um recém-nascido de pais de primeira viagem será a melhor representação possível de um caos. Estamos nos preparando como podemos para evitar que isso aconteça, mas tenho certeza que as coisas fugirão ao controle em alguns momentos. Se isso acontecer justamente na hora que você foi nos visitar, por favor, acredite que não foi pessoal. Em algum momento a nossa vida voltará ao equilíbrio (acho que será mais ou menos quando o Pedro estiver casando, mas enfim...). Por enquanto será o Pedro quem determinará se a casa está em paz e de braços abertos para as visitas ou fechada para balanço.
Se você está lendo este blog é porque eu fiz um sucesso inesperado ou porque é uma pessoa querida. Neste caso, é claro que vamos querer a sua visita. Por favor, não nos abandone! Estaremos loucos para contar as peripécias do nosso filhote (coisas do tipo: o cocô dele mudou de marrom para amarelo...). Mas se por acaso eu disser "acho melhor deixar a visita para amanhã, estamos meio enrolados aqui" não fique triste. E volte a ligar amanhã, para eu não ficar triste, combinado?
Terceira regra: sem frescura, mas com cuidado.
Não queremos uma criança cheia de frescuras. De fresco, basta o padrinho. Mas temos que tomar cuidado com uma criança que ainda está aprendendo a enfrentar as bactérias e vírus deste mundo perverso. Então adotaremos as regras simples de que qualquer um poderá pegá-lo no colo, mas deverá lavar as mãos e, de preferência, usar uma fralda na roupa da rua. Pelo menos no início. Depois ele mesmo vai aprender com o primo a esfregar o biscoito no chão antes de comer e aí, seja o que Deus quiser!
Beijos do papai cicerone.
Mas nem sempre a visita chega na hora em que gostaríamos, nem sempre fica o tempo que achamos necessário e nem sempre concorda que o nosso filho é lindo e esperto, mas continua achando que ele parece com a gente. Sem dúvida, as pessoas não vão agir exatamente como nós gostaríamos. Mas se é exatamente isso que torna o mundo um lugar tão interessante, qual é o problema?
Como já disse aqui, sou um pai teórico, estudioso e observador. Isso me dá certas vantagens, como falar qualquer besteira e usar a desculpa de que ainda não passei por isso. Usando mais uma vez desta vantagem, vou registrar aqui o que eu acho positivo neste caso das visitas a um recém-nascido. Depois eu conto se as minhas teorias se comprovaram ou não.
Primeira regra: nunca apareça de surpresa na casa de um recém-nascido.
Eu acho que, por mais intimidade que uma pessoa tenha com a outra, aparecer de surpresa é a química certa para o caos. Eu acredito no ditado que "Deus escreve certo por linhas tortas" mas, como não somos Deus, acho que sobre nós vai imperar a Lei de Murphy. Ela seria mais ou menos assim: "se existe uma pequena possibilidade de você chegar na pior hora possível na casa de um recém-nascido, ela sempre ocorrerá quando você chegar de surpresa!".
Então troque o "estava passando por aqui e resolvi fazer uma visitinha" pelo "estou morrendo de saudade de vocês. Qual a melhor hora para eu passar aí?". Na nossa casa posso garantir que também estaremos morrendo de saudade de você!
Segunda regra: acredite, não é pessoal.
Em geral, a casa de um recém-nascido de pais de primeira viagem será a melhor representação possível de um caos. Estamos nos preparando como podemos para evitar que isso aconteça, mas tenho certeza que as coisas fugirão ao controle em alguns momentos. Se isso acontecer justamente na hora que você foi nos visitar, por favor, acredite que não foi pessoal. Em algum momento a nossa vida voltará ao equilíbrio (acho que será mais ou menos quando o Pedro estiver casando, mas enfim...). Por enquanto será o Pedro quem determinará se a casa está em paz e de braços abertos para as visitas ou fechada para balanço.
Se você está lendo este blog é porque eu fiz um sucesso inesperado ou porque é uma pessoa querida. Neste caso, é claro que vamos querer a sua visita. Por favor, não nos abandone! Estaremos loucos para contar as peripécias do nosso filhote (coisas do tipo: o cocô dele mudou de marrom para amarelo...). Mas se por acaso eu disser "acho melhor deixar a visita para amanhã, estamos meio enrolados aqui" não fique triste. E volte a ligar amanhã, para eu não ficar triste, combinado?
Terceira regra: sem frescura, mas com cuidado.
Não queremos uma criança cheia de frescuras. De fresco, basta o padrinho. Mas temos que tomar cuidado com uma criança que ainda está aprendendo a enfrentar as bactérias e vírus deste mundo perverso. Então adotaremos as regras simples de que qualquer um poderá pegá-lo no colo, mas deverá lavar as mãos e, de preferência, usar uma fralda na roupa da rua. Pelo menos no início. Depois ele mesmo vai aprender com o primo a esfregar o biscoito no chão antes de comer e aí, seja o que Deus quiser!
Beijos do papai cicerone.
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