quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Uma homenagem mais que merecida
Há um ano ganhamos um novo membro na família. Ele é realmente uma pessoa especial por vários motivos e, em particular, pela maneira de lidar com o Pedro, que é simplesmente vidrado no tio Rê.
O tio Rê não mede esforços para agradar o menino. Foi o primeiro a ficar com nosso filho – junto com a Fê - para sairmos socialmente. Está sempre presente e tem visivelmente um carinho enorme pelo Pedro. Foi conosco semana passada para o Portobello. Eu e Du estávamos prestes a patrocinar uma massagem revitalizante para o Renato, que passou horas curvado e de mãos dadas com o Pedro para ele poder andar para lá e para cá.
E o Pedro, por sua vez, dá toda a atenção pro tio Rê quando ele está por perto. Não tira os olhos deste tio, dá gritinhos de felicidade e não para de gargalhar.
Também, tio Rê está sempre sorrindo e topa qualquer coisa, até limpar 5 kilos de camarão para o almoço de domingo. Mãe, não faça isto novamente!!!! A Fêzinha está com 30 anos , usa aparelho e você quer mais netos, certo?
Aliás, se depender do tio Renato, o Pedro terá 5 priminhos da dinda Fê. E o time já tem até nome! A única coisa que ainda não ficou bem explicada é o quinto membro da prole que, segundo o casal, será um mulatinho baiano.
Tio Rê, tenho certeza que assim que o Pedro começar a falar, não vai ter pra ninguém. Mas promete que você não vai mais ficar cantando axé para o menino, tá?
Bjs da mamãe cunhada que está bem feliz com tudo isso.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
O primeiro ano do resto de nossas vidas…
E o melhor ano da minha vida até hoje. Assim foi 2011. Cheio de emoções, conquistas, lágrimas, alegrias, sorrisos e o grande motivo para tudo isso: o Pedro.
Não dava para imaginar que seria assim. Não dava para mensurar a intensidade dos sentimentos que envolvem ter um filho. Não dava para sonhar com um amor tão único. Não dava para acreditar que tudo isso seria possível. Não dava para achar que eu seria merecedora de tamanha felicidade, afinal, não sou um ser humano tão bom assim. Mas daqui algumas vidas, quem sabe chego lá, afinal, estou mega em dívida com este meu Deus.
Pode parecer piegas e até mesmo exagero, mas para quem tinha dúvidas sobre maternidade, foi uma surpresa e tanto!
Casar tinha sido, para mim, a melhor coisa da vida, até que eu engravidei. E descobri que ter algo feito pelo maior amor do mundo era ainda MAIS MAIS E MAIS…
Sei que 2012 promete e 2013, 2014 …. Daqui para frente vai ser difícil dizer qual melhor ano e qual o melhor momento. Mas 2011 marcou o início da MINHA família com o Du.
Obrigada meu Deus! Obrigada Du! Obrigada meu filho!
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Para a vovó Beth
Oi vovó Beth!
Mamãe e papai me explicaram que hoje é o dia do seu aniversário. Também falaram que será a última festa por uns dias. Ufa, pois achei que agora a minha vida seria assim... festa um dia para comemorar o aniversário da mamãe, outro para a véspera do natal, outro para o natal, viagem, ano novo... caraca, já estava ficando cansado. Mas fiquei muito feliz de saber que hoje comemoramos o seu aniversário e por isso resolvi escrever esta cartinha aqui no blog dos meus pais.
Sabe vó, gosto muito quando você vem ficar aqui em casa comigo. Além de você ser muito legal, é sempre um dia em que não preciso ficar mastigando a minha comida. Tenho preguiça de comer e logo logo você se convence de que é melhor me dar leite. Meus pais ficam insistindo para eu comer carninha, macarrãozinho, batatinha... pô, mó trabalhão! Valeu vó!
De todas as nossas brincadeiras, tem uma que é a minha preferida. É aquela que fazemos de madrugada, quando eu fico tentando acertar as paredes do berço com a minha cabecinha e você fica correndo atrás de mim com o travesseiro. É muito legal vó! Como a minha cabeça ainda tá um pouco grande, não tenho muita agilidade, mas logo logo você não terá chance!
Ah vó, minha mãe me contou que você toca piano muito bem. Bem que eu te ouvi tocando a música da barata para o meu primo Rafa. Muito legal! Mas eu tenho uma dúvida... se você estudou tantas músicas, por que eu tenho sempre que ouvir a música do Zé Corneteiro? Eu fiz alguma coisa de errado? Foi mal vó, não queria ter golfado na sua roupa tantas vezes...
Vó, minha mãe uma vez me contou que você era muito severa quando ela era criança. Acho que ela tá viajando porque comigo não é nada disso. Faço tudo o que eu quero e você nunca reclama. Mesmo que você tenha que ficar de quatro ou agachada para eu dar os meus primeiros passinhos. Também adoro os seus presentes radicais, pena que papai e mamãe sejam tão preocupados.
O troninho dos Backhardigans que dá cambalhotas sempre que eu subo nele é muito divertido. Agora, aquela minhoquinha laranja é o máximo. Adoro surfar em pé sobre ela ou me apoiar em uma das pontas para fazê-la girar e tentar acertar o meu olhinho com a outra ponta. Até agora consegui desviar todas as vezes e vou continuar praticando assim que a minha mãe me devolver o brinquedo.
Vó, muito obrigado por tudo e feliz aniversário!
Beijos, Guigo.
Mamãe e papai me explicaram que hoje é o dia do seu aniversário. Também falaram que será a última festa por uns dias. Ufa, pois achei que agora a minha vida seria assim... festa um dia para comemorar o aniversário da mamãe, outro para a véspera do natal, outro para o natal, viagem, ano novo... caraca, já estava ficando cansado. Mas fiquei muito feliz de saber que hoje comemoramos o seu aniversário e por isso resolvi escrever esta cartinha aqui no blog dos meus pais.
Sabe vó, gosto muito quando você vem ficar aqui em casa comigo. Além de você ser muito legal, é sempre um dia em que não preciso ficar mastigando a minha comida. Tenho preguiça de comer e logo logo você se convence de que é melhor me dar leite. Meus pais ficam insistindo para eu comer carninha, macarrãozinho, batatinha... pô, mó trabalhão! Valeu vó!
De todas as nossas brincadeiras, tem uma que é a minha preferida. É aquela que fazemos de madrugada, quando eu fico tentando acertar as paredes do berço com a minha cabecinha e você fica correndo atrás de mim com o travesseiro. É muito legal vó! Como a minha cabeça ainda tá um pouco grande, não tenho muita agilidade, mas logo logo você não terá chance!
Ah vó, minha mãe me contou que você toca piano muito bem. Bem que eu te ouvi tocando a música da barata para o meu primo Rafa. Muito legal! Mas eu tenho uma dúvida... se você estudou tantas músicas, por que eu tenho sempre que ouvir a música do Zé Corneteiro? Eu fiz alguma coisa de errado? Foi mal vó, não queria ter golfado na sua roupa tantas vezes...
Vó, minha mãe uma vez me contou que você era muito severa quando ela era criança. Acho que ela tá viajando porque comigo não é nada disso. Faço tudo o que eu quero e você nunca reclama. Mesmo que você tenha que ficar de quatro ou agachada para eu dar os meus primeiros passinhos. Também adoro os seus presentes radicais, pena que papai e mamãe sejam tão preocupados.
O troninho dos Backhardigans que dá cambalhotas sempre que eu subo nele é muito divertido. Agora, aquela minhoquinha laranja é o máximo. Adoro surfar em pé sobre ela ou me apoiar em uma das pontas para fazê-la girar e tentar acertar o meu olhinho com a outra ponta. Até agora consegui desviar todas as vezes e vou continuar praticando assim que a minha mãe me devolver o brinquedo.
Vó, muito obrigado por tudo e feliz aniversário!
Beijos, Guigo.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Segundo primeiro post
Em Janeiro do ano passado escrevemos o nosso primeiro post deste blog que, segundo a Ligia, foi seu único desejo durante a gravidez. Fiquei preocupado do Guigo, que naquela época ainda não era Guigo, nascer com cara de nerd. Depois seguimos falando de ultras, chutes e o medo da hora do parto.
Estudamos para ser pais, reerguemos a economia americana, escolhemos os padrinhos, o quarto ficou pronto, fomos fotografar o barrigão em um lugar especial. Mas isso tudo era apenas um ensaio para o grande dia, o dia em que o convidado de honra chegaria. No susto! Sim, porque foi um susto ele adiantar sua chegada.
Outro susto enorme foi voltar ao hospital um pouco mais de um mês depois para uma cirurgia de emergência. Nossa, isso aconteceu há mil anos! Mas o susto ainda nos dá calafrios como se tivesse acontecido ontem. É que o tempo também começou a passar diferente depois que o menino chegou. Às vezes parece que acabamos de descobrir que a Ligia está grávida!
O legal é ver que o blog também cresceu e continua acompanhando o dia a dia do Pedro. Hoje escrevemos com muito menor freqüência do que gostaríamos, mas cada vez que publicamos um post é uma alegria. No ano que passou foram mais que duzentas alegrias!
Então este mês começa o segundo ano do blog. Um ano em que continuaremos vibrando com cada novidade que o moleque nos apresentar. Amanhã começa a creche! Será que ele vai demorar muito para andar? Vamos colocá-lo na natação? Quando ele dirá papai pela primeira vez? O que será dito antes, vovô ou vovó? E a festa de um ano?...
Obrigado por todas as visitas, todos os comentários e acima de tudo por estarem presentes na vida do Pedrinho, fazendo-a mais interessante e feliz. Muitas felicidades a todos nós em 2012.
Beijos papai, mamãe e Guigo.
Estudamos para ser pais, reerguemos a economia americana, escolhemos os padrinhos, o quarto ficou pronto, fomos fotografar o barrigão em um lugar especial. Mas isso tudo era apenas um ensaio para o grande dia, o dia em que o convidado de honra chegaria. No susto! Sim, porque foi um susto ele adiantar sua chegada.
Outro susto enorme foi voltar ao hospital um pouco mais de um mês depois para uma cirurgia de emergência. Nossa, isso aconteceu há mil anos! Mas o susto ainda nos dá calafrios como se tivesse acontecido ontem. É que o tempo também começou a passar diferente depois que o menino chegou. Às vezes parece que acabamos de descobrir que a Ligia está grávida!
O legal é ver que o blog também cresceu e continua acompanhando o dia a dia do Pedro. Hoje escrevemos com muito menor freqüência do que gostaríamos, mas cada vez que publicamos um post é uma alegria. No ano que passou foram mais que duzentas alegrias!
Então este mês começa o segundo ano do blog. Um ano em que continuaremos vibrando com cada novidade que o moleque nos apresentar. Amanhã começa a creche! Será que ele vai demorar muito para andar? Vamos colocá-lo na natação? Quando ele dirá papai pela primeira vez? O que será dito antes, vovô ou vovó? E a festa de um ano?...
Obrigado por todas as visitas, todos os comentários e acima de tudo por estarem presentes na vida do Pedrinho, fazendo-a mais interessante e feliz. Muitas felicidades a todos nós em 2012.
Beijos papai, mamãe e Guigo.
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Foi tão divertido
Passamos estes dias com o Guigo em um hotel em Mangaratiba e foi tão divertido que o moleque deu gargalhadas até dormindo. É sério, ele estava dormindo no colo do papai enquanto nos preparávamos para colocá-lo na cama e de repente ouvimos uma mega gargalhada! Olhamos assustados achando que ele tinha acordado, mas os olhinhos continuavam fechados. Acho que ele estava sonhando com o dia que tinha acabado de passar.
Quem nos acompanhou nesta segunda viagem do Pedro foi a dinda Fê e o tio e Rê e parece que eles se divertiram tando quanto nós e o Pedro. Logo que chegamos corremos para almoçar, mas como o restaurante fica na beira da piscina foi difícil segurar o moleque. Sorte que ele ainda não consegue sair correndo, então ficou em pé na cadeira dando gritos e pulinhos que, em sua língua, significam "caraca, estou perdendo a piscina. Que mania é esta que vocês adultos têm de almoçar!".
Mamãe comeu sua porção normal de almoço, que são duas azeitonas e uma batatinha, e correu para colocar a sunga e a bermuda de praia da criança, enquanto papai comia a sua porção normal de almoço, que são quatro bifes, duas colheres de arroz, quinze batatinhas, uma fatia de lasanha e uma folhinha de alface com azeite. Papai está de dieta.
A primeira parada do guri após o almoço foi na areia da praia. Ele não curtiu muito o mar, porque o barulho das ondas o assustou, mas adorou a areia! Adorou senti-la no meio dos dedos de seus pezinhos, adorou enterrar as mãozinhas e jogar areia sobre a cabeça e, mais que tudo, adorou a cosquinha que ela faz em sua garganta. Pois é, depois de oito meses esterilizando todos os objetos que se aproximavam a menos de um metro do bebê, o garoto enfia uma porção completa e generosa de areia na boca. Deixou de ser bebê.
Depois foi a vez do papai gastar um pouco do alface do almoço com o garoto na piscina. Pedro sentou na borda, balançou as perninhas, correu no espelho d'água (lembrem-se que para cada passo do Pedrinho dá significa que um adulto distendeu um bíceps femural ou outro músculo qualquer...), tentou engatinhar com o rosto afundando e adorou a piscina térmica.
O moleque, peixinho que é, curtiu cada minuto dentro das piscinas. Mas sucesso mesmo ele fez enquanto estava fora da água. Distribuiu sorrisos simpáticos entre hóspedes e o staff do hotel. Logo no primeiro dia a mamãe ouviu uma garçonete comentar com a outra: "que menino lindo. Será o bebê do ano no hotel!". Depois disso o ego da mamãe e do papai ficou inchado que parecíamos baiacus assustados.
E o Pedro continua com aquela mania de sorrir com mistério. Vocês vão entender o que isso significa. É que ele não sorri logo de primeira. Normalmente o adulto fica fazendo gracinha e ele fica olhando com um olhar blasé como se dissesse "mas que idiota, tão velho e tão bobo". Aí quando a pessoa já está no limite do ridículo e quase desistindo, ele solta um sorrisão banguela que faz qualquer um derreter. Pronto, todos conquistados.
Ainda temos muito para contar, mas o Pedro está dormindo neste momento e papai e mamãe resolveram aproveitar... para dormir também!
Beijos, dos baiacus mais inchados do oceano.
Quem nos acompanhou nesta segunda viagem do Pedro foi a dinda Fê e o tio e Rê e parece que eles se divertiram tando quanto nós e o Pedro. Logo que chegamos corremos para almoçar, mas como o restaurante fica na beira da piscina foi difícil segurar o moleque. Sorte que ele ainda não consegue sair correndo, então ficou em pé na cadeira dando gritos e pulinhos que, em sua língua, significam "caraca, estou perdendo a piscina. Que mania é esta que vocês adultos têm de almoçar!".
Mamãe comeu sua porção normal de almoço, que são duas azeitonas e uma batatinha, e correu para colocar a sunga e a bermuda de praia da criança, enquanto papai comia a sua porção normal de almoço, que são quatro bifes, duas colheres de arroz, quinze batatinhas, uma fatia de lasanha e uma folhinha de alface com azeite. Papai está de dieta.
A primeira parada do guri após o almoço foi na areia da praia. Ele não curtiu muito o mar, porque o barulho das ondas o assustou, mas adorou a areia! Adorou senti-la no meio dos dedos de seus pezinhos, adorou enterrar as mãozinhas e jogar areia sobre a cabeça e, mais que tudo, adorou a cosquinha que ela faz em sua garganta. Pois é, depois de oito meses esterilizando todos os objetos que se aproximavam a menos de um metro do bebê, o garoto enfia uma porção completa e generosa de areia na boca. Deixou de ser bebê.
Depois foi a vez do papai gastar um pouco do alface do almoço com o garoto na piscina. Pedro sentou na borda, balançou as perninhas, correu no espelho d'água (lembrem-se que para cada passo do Pedrinho dá significa que um adulto distendeu um bíceps femural ou outro músculo qualquer...), tentou engatinhar com o rosto afundando e adorou a piscina térmica.
O moleque, peixinho que é, curtiu cada minuto dentro das piscinas. Mas sucesso mesmo ele fez enquanto estava fora da água. Distribuiu sorrisos simpáticos entre hóspedes e o staff do hotel. Logo no primeiro dia a mamãe ouviu uma garçonete comentar com a outra: "que menino lindo. Será o bebê do ano no hotel!". Depois disso o ego da mamãe e do papai ficou inchado que parecíamos baiacus assustados.
E o Pedro continua com aquela mania de sorrir com mistério. Vocês vão entender o que isso significa. É que ele não sorri logo de primeira. Normalmente o adulto fica fazendo gracinha e ele fica olhando com um olhar blasé como se dissesse "mas que idiota, tão velho e tão bobo". Aí quando a pessoa já está no limite do ridículo e quase desistindo, ele solta um sorrisão banguela que faz qualquer um derreter. Pronto, todos conquistados.
Ainda temos muito para contar, mas o Pedro está dormindo neste momento e papai e mamãe resolveram aproveitar... para dormir também!
Beijos, dos baiacus mais inchados do oceano.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Brincadeira de primos
Dia 23 foi o aniversário da Li, que merece todas as homenagens por ser uma mulher e uma mãe amorosa, dedicada e muito carinhosa. No ano passado o Pedro acompanhou tudo de dentro do barrigão da mamãe que, gravidíssima e aniversariante, era totalmente o centro das atenções. Este ano mamãe já não foi tão centro das atenções assim com os primos dando show de brincadeiras de menino.
Pela primeira vez, Pedro e o Rafa realmente brincaram juntos. No início o Rafa meio que ignorava o bebê que tinha acabado de chegar. Penso que ele nem achava que era uma criança nova, aquela coisinha que se mexia e emitia sons, mas não saia do colo dos adultos. Depois, conforme o Pedro foi ficando mais parecido com uma criança, Rafa começou a se mostrar mais atencioso e mais carinhoso. Ficava também mais impressionado a cada dia, apontando orelhas, nariz e a boca do Pedro. No fundo acho que ele estava pensando "caramba, parece uma criança mesmo. Vejam, tem orelhas!".
Mas neste dia 23 foi muito diferente. Os dois realmente brincaram juntos. Primeiro dividiram os tambores de metal que temos na sala. (Quando foram comprados, achávamos que estávamos adquirindo bonitos pufes de metal importados da Indonésia. Agora está claro que não passam de tambores gigantes e esconderijos de criança). Depois o Rafa ensinou uma brincadeira para o Pedro. Consiste, basicamente, em se esconder dentro do tambor e surgir gritando ou rugindo como um leão enquanto os adultos vão ao delírio.
Revendo aquela cena chego a algumas conclusões importantes: primeiro que as festas aqui em casa nunca mais serão as mesmas. Adeus tranquilidade, jantarzinho, vinhosinho e petisquinhos. Daqui para frente será correria, tamborzão e farra. A outra conclusão importante é que, assim que mais alguém engravidar nesta família (Paula? Fê? Nando? Flávia outa vez?) ou quando João Marcelo e Santchiago estiverem no Rio, teremos que fazer uma vaquinha e providenciar outro pufe, porque senão vai faltar tamborzão.
Beijos do marido da aniversariante mais linda do mundo.
Pela primeira vez, Pedro e o Rafa realmente brincaram juntos. No início o Rafa meio que ignorava o bebê que tinha acabado de chegar. Penso que ele nem achava que era uma criança nova, aquela coisinha que se mexia e emitia sons, mas não saia do colo dos adultos. Depois, conforme o Pedro foi ficando mais parecido com uma criança, Rafa começou a se mostrar mais atencioso e mais carinhoso. Ficava também mais impressionado a cada dia, apontando orelhas, nariz e a boca do Pedro. No fundo acho que ele estava pensando "caramba, parece uma criança mesmo. Vejam, tem orelhas!".
Mas neste dia 23 foi muito diferente. Os dois realmente brincaram juntos. Primeiro dividiram os tambores de metal que temos na sala. (Quando foram comprados, achávamos que estávamos adquirindo bonitos pufes de metal importados da Indonésia. Agora está claro que não passam de tambores gigantes e esconderijos de criança). Depois o Rafa ensinou uma brincadeira para o Pedro. Consiste, basicamente, em se esconder dentro do tambor e surgir gritando ou rugindo como um leão enquanto os adultos vão ao delírio.
Revendo aquela cena chego a algumas conclusões importantes: primeiro que as festas aqui em casa nunca mais serão as mesmas. Adeus tranquilidade, jantarzinho, vinhosinho e petisquinhos. Daqui para frente será correria, tamborzão e farra. A outra conclusão importante é que, assim que mais alguém engravidar nesta família (Paula? Fê? Nando? Flávia outa vez?) ou quando João Marcelo e Santchiago estiverem no Rio, teremos que fazer uma vaquinha e providenciar outro pufe, porque senão vai faltar tamborzão.
Beijos do marido da aniversariante mais linda do mundo.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Comer, comer, é o melhor para poder...
Dar comida ao Pedro, definitivamente, não é uma das tarefas mais fáceis. Várias pessoas que ficaram responsáveis por cuidar do Pedro, hora ou outra foram obrigadas a jogar a toalha e partir para o leite, que hoje em dia o moleque dificilmente rejeita. De certo modo, vivo a dificuldade de alimentar o menino desde que ele nasceu. Não por falta de comida (ainda bem!), mas porque parece que ele não será um comilão mesmo. Quem não lembra do moleque tendo que tomar leite no copinho com menos de uma semana de vida? E o papai aqui suando e tenso com medo do menino engasgar!
Pois é, superadas as dificuldades iniciais, vieram as dificuldades adicionais! Refluxo, soluço, gases. Mas fomos superando uma a uma e o Pedrinho ganhando peso e altura conforme desejado. Mas isso não quer dizer que o almoço hoje em dia seja tarefa simples. Eu, por exemplo, encaro como se fosse uma batalha. Quando vai chegando a hora, preparo toda a logística, posiciono os reforços, traço uma estratégia e parto para cima do meu objetivo. Invariavelmente preciso recuar e improvisar, porque a resistência é forte.
Nos finais de semana, mamãe e eu fazemos um trabalho de equipe. Enquanto um distrai o Pedrinho, o outro fica com a responsabilidade de enfiar a colher na goela com o máximo de alimento possível. Para distrair vale qualquer coisa, por mais ridícula que se torne a situação. Música, dança, piadas, imitação de bichos... nada é tão ridículo que ainda não tenha sido tentado. Para o responsável pela colher, qualquer oportunidade precisa ser aproveitada. Esteja o moleque abrindo a boca para comer, rir, chorar ou bocejar. Abriu um pouquinho a boca, toma colher para dentro!
Mas algumas vezes a batalha é solitária e é neste momento que o planejamento, a criatividade e a sorte são fundamentais. Como qualquer pessoa, Pedro tem algumas preferências culinárias. Ele gosta muito, por exemplo, de batata baroa. Ok, não o suficiente para ficar quietinho abrindo a boca e comendo tranquilamente. Mas ter a batata baroa como aliada na hora do almoço é muita sorte.
Quando acontece comigo, por exemplo, uso a batata com muita cautela e parcimônia. Ao mesmo tempo que ela deve estar presente em todas as colheradas, é importante deixar uma reserva de emergência para o final do almoço. Quando o Guigo começa a rejeitar, dou uma colherada só de batata baroa. Em geral, ele acaba colaborando nas duas colheradas seguintes até perceber que a proporção de batata baroa caiu assustadoramente e voltar a fechar a boquinha solenemente.
Os apetrechos para o almoço também devem ser cuidadosamente pensados. Depois de alguns testes, acho que a melhor fórmula é começar apenas pedindo para o menino abrir a boca. Quando ele come mais ou menos 10% do almoço a dificuldade começa e aí entram o papai noel e o boneco de neve. São bonecos que cantam e balançam a cabeça. Cada vez que um canta, o Guigo se distrai e abre a boca. Isso nos dá mais ou menos mais 5% da porção do almoço, até que ele começa a ficar entediado com aqueles bonecos. Neste ponto eu já estou prestes a jogar uma cadeira na primeira pessoa que passar cantando "dingo bell", mas sigo controlado e determinado.
A partir deste momento é necessário intercalar distrações. Canto para ele a música do Alecrim, enfatizando o "A" do alecrim na esperança de que ele vá me imitar e abrir bastante a boca cantando junto comigo. Nunca funciona, mas eu continuo tentando. Repito insistentemente alguns sons sem sentido tipo "bababa buuuuuuu", "tchi tchi tchi", "wii wii wii". Batuco com a colher na mesa e na estátua de metal que fica sobre a mesa e aperto botões em brinquedinhos sonoros. Algumas vezes faço tudo isso ao mesmo tempo, ignorando a sugestão de que a criança precisa de um ambiente tranquilo para comer.
Mas o inferno é que o garoto se distrai mesmo é com um maldito grãozinho de arroz que sempre cai no meio das pernas dele. E aí, além de não abrir a boca, ele ainda fica olhando para baixo com o queixo encostado no peito e o dedinho jogando o grãozinho de arroz pra lá... e pra cá... pra lá... e pra cá... pra lá... e pra cá... a tentação de enfiar a colher pela orelha e ver se a comida encontra o caminho sozinha dentro do Pedro é gigante. Mas até hoje eu resisti e fico apenas insistindo "meu filho, olha para o papai, vai? Aqui ó... bruuuuuuuu, tchi tchi tchi, abre a boquinha vai".
Ontem resolvi usar uma colher pequena extra para ajeitar a comida na outra colher, aquela que deveria levar o alimento à boca do Pedro mas geralmente acerta o nariz, o queixo ou fica batendo na sua boca fechada. O engraçado foi que lá pelo meio da batalha, que por sinal eu estava perdendo, fui limpar o queixo do Pedro com a colher pequena e ele abriu um bocão. Sério, foi a primeira vez na refeição que ele abriu a boca com vontade e eu estava com uma colher vazia!!!
Mas, pelo menos, percebi o truque e passei a usá-lo a meu favor. Juro que não usei a colherzinha como fórceps para abrir a boca dele. Bem, quase não usei. Deixa esta parte para lá, o truque era encher a colher principal de deixar à postos, tipo a dois centímetros da boca do rapaz. Com a outra mão, passa a colherzinha no queixo como se fosse apenas limpá-lo e no momento em que ele abre a boca, tasca comida pra dentro!
E assim, no final de uma hora de batalha, papai ostenta orgulhoso o potinho vazio, apesar do suor escorrer por todo o meu corpo e o chão ficar salpicado de comida a três metros de onde o Pedro senta para almoçar.
Beijos do pai-soldado.
Pois é, superadas as dificuldades iniciais, vieram as dificuldades adicionais! Refluxo, soluço, gases. Mas fomos superando uma a uma e o Pedrinho ganhando peso e altura conforme desejado. Mas isso não quer dizer que o almoço hoje em dia seja tarefa simples. Eu, por exemplo, encaro como se fosse uma batalha. Quando vai chegando a hora, preparo toda a logística, posiciono os reforços, traço uma estratégia e parto para cima do meu objetivo. Invariavelmente preciso recuar e improvisar, porque a resistência é forte.
Nos finais de semana, mamãe e eu fazemos um trabalho de equipe. Enquanto um distrai o Pedrinho, o outro fica com a responsabilidade de enfiar a colher na goela com o máximo de alimento possível. Para distrair vale qualquer coisa, por mais ridícula que se torne a situação. Música, dança, piadas, imitação de bichos... nada é tão ridículo que ainda não tenha sido tentado. Para o responsável pela colher, qualquer oportunidade precisa ser aproveitada. Esteja o moleque abrindo a boca para comer, rir, chorar ou bocejar. Abriu um pouquinho a boca, toma colher para dentro!
Mas algumas vezes a batalha é solitária e é neste momento que o planejamento, a criatividade e a sorte são fundamentais. Como qualquer pessoa, Pedro tem algumas preferências culinárias. Ele gosta muito, por exemplo, de batata baroa. Ok, não o suficiente para ficar quietinho abrindo a boca e comendo tranquilamente. Mas ter a batata baroa como aliada na hora do almoço é muita sorte.
Quando acontece comigo, por exemplo, uso a batata com muita cautela e parcimônia. Ao mesmo tempo que ela deve estar presente em todas as colheradas, é importante deixar uma reserva de emergência para o final do almoço. Quando o Guigo começa a rejeitar, dou uma colherada só de batata baroa. Em geral, ele acaba colaborando nas duas colheradas seguintes até perceber que a proporção de batata baroa caiu assustadoramente e voltar a fechar a boquinha solenemente.
Os apetrechos para o almoço também devem ser cuidadosamente pensados. Depois de alguns testes, acho que a melhor fórmula é começar apenas pedindo para o menino abrir a boca. Quando ele come mais ou menos 10% do almoço a dificuldade começa e aí entram o papai noel e o boneco de neve. São bonecos que cantam e balançam a cabeça. Cada vez que um canta, o Guigo se distrai e abre a boca. Isso nos dá mais ou menos mais 5% da porção do almoço, até que ele começa a ficar entediado com aqueles bonecos. Neste ponto eu já estou prestes a jogar uma cadeira na primeira pessoa que passar cantando "dingo bell", mas sigo controlado e determinado.
A partir deste momento é necessário intercalar distrações. Canto para ele a música do Alecrim, enfatizando o "A" do alecrim na esperança de que ele vá me imitar e abrir bastante a boca cantando junto comigo. Nunca funciona, mas eu continuo tentando. Repito insistentemente alguns sons sem sentido tipo "bababa buuuuuuu", "tchi tchi tchi", "wii wii wii". Batuco com a colher na mesa e na estátua de metal que fica sobre a mesa e aperto botões em brinquedinhos sonoros. Algumas vezes faço tudo isso ao mesmo tempo, ignorando a sugestão de que a criança precisa de um ambiente tranquilo para comer.
Mas o inferno é que o garoto se distrai mesmo é com um maldito grãozinho de arroz que sempre cai no meio das pernas dele. E aí, além de não abrir a boca, ele ainda fica olhando para baixo com o queixo encostado no peito e o dedinho jogando o grãozinho de arroz pra lá... e pra cá... pra lá... e pra cá... pra lá... e pra cá... a tentação de enfiar a colher pela orelha e ver se a comida encontra o caminho sozinha dentro do Pedro é gigante. Mas até hoje eu resisti e fico apenas insistindo "meu filho, olha para o papai, vai? Aqui ó... bruuuuuuuu, tchi tchi tchi, abre a boquinha vai".
Ontem resolvi usar uma colher pequena extra para ajeitar a comida na outra colher, aquela que deveria levar o alimento à boca do Pedro mas geralmente acerta o nariz, o queixo ou fica batendo na sua boca fechada. O engraçado foi que lá pelo meio da batalha, que por sinal eu estava perdendo, fui limpar o queixo do Pedro com a colher pequena e ele abriu um bocão. Sério, foi a primeira vez na refeição que ele abriu a boca com vontade e eu estava com uma colher vazia!!!
Mas, pelo menos, percebi o truque e passei a usá-lo a meu favor. Juro que não usei a colherzinha como fórceps para abrir a boca dele. Bem, quase não usei. Deixa esta parte para lá, o truque era encher a colher principal de deixar à postos, tipo a dois centímetros da boca do rapaz. Com a outra mão, passa a colherzinha no queixo como se fosse apenas limpá-lo e no momento em que ele abre a boca, tasca comida pra dentro!
E assim, no final de uma hora de batalha, papai ostenta orgulhoso o potinho vazio, apesar do suor escorrer por todo o meu corpo e o chão ficar salpicado de comida a três metros de onde o Pedro senta para almoçar.
Beijos do pai-soldado.
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