Páginas

domingo, 20 de maio de 2012

Tá ficando cada dia mais gostoso acordar


Continuando a falar em fofices, o Pedro passou a fazer um dengo diferente quando acorda. Ele se enrosca na gente, cola rostinho no rostinho, dá beijo de esquimó e abraça gostoso.

Ficamos um tempão nesta preguiça todo dia de manhã.

Sábado passado, o Du colocou a cabeça no colo do Pedro ao acordar e ganhou um monte de carinho. E quando tentou levantar, Pedro puxou sua cabeça para o colo novamente e continuou com os cafunés. E fez isto repetidas vezes, afinal, se tem algo que o moleque adora é fazer sucesso. E não há dúvidas que estávamos fazendo a maior festa com tudo isso.

Aliás, quem acompanha o blog sabe que diariamente acordamos juntos, pois sempre levamos o Pedro para a nossa cama por volta das 4h/5h da manhã com o forte intuito de tentar que ele durma só mais um pouquinho. E este hábito sempre se mostrou delicioso, pois quando o moleque acorda, é só sorrisos. Até acordar às vezes rola um choro e muita reclamação, pois ele faz força para acordar. É bem engraçado. Parece que quando o sono começa a ficar leve ele pensa “bora, corpo, chega de moleza” e os dois travam uma batalha tremenda, onde infelizmente o Pedro sempre vence. De vez em quando o corpo podia conseguir vencer para, quem sabe, dormirmos todos até às 6h30!

Mas acreditem: mesmo às dez pras cinco da manhã, acordar deste jeitinho é bom demais!



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Pedro passou de ano!


Depois de uma semana de adaptação, o Pedro começou esta semana na nova turma! E ele estava tão lindinho naquele uniforme... Sim, ele agora vai de uniforme para o colégio. Faz as refeições no refeitório, sentado na mesinha, brinca no pátio e tem atividades pedagógicas. Muito chique.

Desde quando fomos matricular o Pedro na creche, o staff fez nossa cabeça para o momento da saída do berçário. Parece que isto não é muito bem recebido pelos pais em geral, que costumam ficar apreensivos com esta “saída para o mundo”, digamos assim. Acho que envolve muito a aparente perda da segurança – no berçário I o chão é fofinho, a alimentação é separada, o pátio é exclusivo e existem 4 tias só para cuidar de uma turminha enxuta de bebês – mas também o medo do crescimento acelerado dos filhos. Passar para o atual berçário II (nomenclatura novíssima, pois há um mês ainda chamava-se maternal I) é a prova real que não temos mais um bebê em casa, mas sim uma criança. E isso assusta, pois sabemos que vem acompanhado de uma independência cada vez maior. “Será que meu filho não vai mais precisar de mim?”.

Eu, mãe desnaturada que devo ser, não tive problema nenhum com isso. Pelo contrário. De um tempo pra cá eu já estava doida para o Pedro trocar de turma, pois estava percebendo que ele começava a perder o interesse pela creche. E as tias do berçário I sempre me explicavam que realmente ali não havia mais qualquer motivação para o Pedro. Que ele estava precisando “de novos desafios”.

O mais engraçado e que me faz acreditar que minha inexperiência com filhos é até perigosa é que, à exceção da minha mãe, NINGUÉM estava apoiando esta troca. Todo mundo dizendo que “o Pedro não está tão firme assim para ir para uma sala normal”, “como o Pedro vai subir e descer escada” (ah sim, as crianças do berçário II tem que subir e descer escadas para fazer refeições e brincar no pátio), “não deixa ainda não, Ligia, ele é muito pequeno”.

Mas confio, de verdade, na avaliação daquelas profissionais que estão há mais de 30 anos no mercado, tiveram filhos, só fazem cuidar de criança na vida e estudaram para isso. Quando optei por esta creche, não estava em jogo apenas o conforto do Pedro, mas a capacidade daquela equipe em cuidar do desenvolvimento e evolução do meu pequeno. E acredito que subir e descer escada faz parte desta evolução. Existem salas no primeiro andar, só com turmas de crianças bem maiores. Não terá sido proposital a escolha do segundo andar para as crianças menores?

Com certeza o Pedro pode se machucar, aliás, isto vai acontecer. Neste dia vou chorar, ficar aborrecida com a creche, questionar se tomei a decisão correta. Mas espero, nesse mesmo dia, me lembrar rápido que certas dores fazem parte do crescimento. Nós sofremos com o nosso crescimento, imagina com o do nosso bem mais precioso, mais importante até do que nós mesmos?!


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Segundo Dia das Mães


Não foi o meu primeiro dia das mães mas, ano passado, meu pequeno era muuuuito pequeno e eu ainda estava meio que entendendo a maternidade.

Este ano foi diferente. A sensação de ser mãe estava à flor da pele, embora às vezes custasse a cair a ficha. Fui no sábado fazer unha enquanto o Du saiu com o Pedro e, no salão, as mães estavam ganhando flores. Opa! Sou mãe! É pra mim! Mas não foi uma conclusão direta. Demorou um pouquinho para que eu ligasse o nome à pessoa.

E me liguei, também, como a maternidade nos torna mais emotiva. O que, no meu caso, é quase um problema, pois eu já costumava chorar vendo filme de comédia. Me emocionei vendo praticamente todas as propagandas do dia das mães. Me emociono vendo qualquer criança. Parece que tudo remete ao meu estado atual: mãe. E ser mãe do Pedro é qualquer coisa maravilhosa, pois ele é um filho lindo, carinhoso, contente e sapeca.

É também bem genioso e difícil em alguns momentos e acabamos brigando (eu sou uma pessoa bem impaciente, algo que tenho que mudar com urgência!). Minutos depois, ao ver aquele sorriso lindo e lembrar como na maior parte do tempo o Pedro é simplesmente fofíssimo, estou completamente arrependida, querendo morrer para nascer novamente uma pessoa melhor. Ok, ok, dramaticidade também é um traço da minha personalidade... Será que eu poderia ser uma pessoa um tico menos intensa?

Mas é com esta mesma intensidade que amo meu menino e meu maridão. E hoje somos esta família gostosa que acorda brincando e vai dormir se divertindo.

Obrigada meus amores por este dia das mães perfeito. Sou realmente feliz.

*Eu não tem preço acordar com aquela coisinha me dando presente, gente!



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Hora ainda mais feliz!

Pedro tem sangue árabe correndo em suas veias por causa da descendência da mamãe. Os árabes, como qualquer outro povo, têm características muito fortes. Além de gostarem de kibe e casarem com várias mulheres ao mesmo tempo, dizem que é um povo que gosta de economizar no banho. Apesar da famosa frase "banho, banho, para quê tanto banho?" (piadinha interna da família Bassoul) este hábito não perdurou e o Pedro adora tomar banho.

Não é a primeira vez que falamos disso aqui no blog. Há quase um ano publicamos um post justamente sobre este assunto. De lá para cá, muita coisa mudou. Sobretudo nosso garoto ganhou vários quilos e centímetros que não o deixam mais usar a banheirinha que ele tanto gostava. Mas o banho foi mudando com ele e foi ficando cada vez mais divertido.

Primeiro foi a passagem da banheira para o chuveiro, mas no nosso colo. A primeira vez foi com a mamãe dando o banho e o papai rezando no lado de fora do box. É que pareciam muito arriscadas aquelas manobras todas com o moleque molhado no colo. Vira pra lá, passa sabão, vira prá cá, passa sabão, agora de cabeça para baixo, passa sabão... Com o tempo, porém, tudo foi ficando mais fácil e já dava quase para dar banho nele apenas com uma das mãos.

Só que o Pedrinho foi crescendo e ficando impaciente com aquele ritual de colo. Até o dia em que ele descobriu que podia ficar em pé dentro do box. Pronto, estava armada a festa. O moleque correu para debaixo do chuveiro, ficou impressionado com o ralo, passou a levar diferentes brinquedinhos para o banho e a cair de cabeça no chão do box. Aliás, cair de cabeça se tornou outro hábito, mas isso já é outra estória.

O auge, porém, foi no final de semana passado. O guri estava sentadinho na sala brincando com as coisinhas dele quando cheguei e comecei a cantar a música "hora do banho, que hora mais feliz...". Pedrinho deu um pulo, ficou em pé, abriu o sorrisão e esticou o bracinho para me dar a mão. Quando peguei em sua mão ele praticamente me arrastou para dentro no box, mal deu tempo de tirar as roupas.

Pra que tanto banho? Para se divertir muito!

Beijos molhados do papai.

P.S.: apesar de ser um momento muito feliz, não temos muitas fotos apresentáveis publicamente da hora do banho... então segue uma seleção de fotos do garoto relaxadão vendo TV...






quinta-feira, 3 de maio de 2012

As fotos da Lagoa

Papai achou que tinha perdido a máquina fotográfica cheia de fotos bacanas do dia em que fomos na Lagoa almoçar com a dinda Fê. Ele estava tristinho até que se lembrou que tinha colocado no meu carrinho. Mamãe disse que foi uma espécie de brincadeira, tipo esconder os ovinhos da páscoa. Só que ele escondeu dele mesmo e esqueceu. Depois encontrou e ficou todo feliz. Sei lá, vocês adultos, às vezes, são muito estranhos. Mas, enfim, aqui estão as fotos.

Beijos, Guigo.

"Vovó, tá bacana. Mas como eu faço para mergulhar?"

"Legal o patinho vó, posso nadar com ele?"

"Todo mundo quer tirar foto, mas não me deixa mergulhar!"

"Tá bom, vou comer um biscoitinho e assistir a Xuxa..."

"La vou euuuuuuuuuu!!!!"

"Tio Rê, deixa eu mergulhar?"

"Mamãe, eu quero entrar ali..."

"Mamãe acha que me distrai..."

"Chega de beijo, eu quero mergulhar!!!"

"Mamãe, você vai deixar eu mergulhar?"

"Caraca, mais beijo, mais beijo... tá difícil entender o que eu quero?"

"Acho que eu passo por baixo da corda e mergulho..."

"Lá vou euuuuuuuu!!!!"

"Solta cara!"

"Me deixe, me deixe!!!"

"Fuiiiiiii!"

"Jura mãe, da próxima vez eu posso entrar?"

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Presentes


Desde que somos crianças, uma parte bem legal dos aniversários são os presentes. Ganhar presente é muito legal (de repente lembrei que o meu aniversário está chegando em alguns meses...). Dar presente também é legal. Mas este ano descobri que ver o filho de um ano ganhando os presentes é ainda mais bacana.

Pedro curtiu cada um dos que ganhou. Foi ainda mais legal porque ele gostou de tudo, desde acordar e encontrar um monte de embrulhos no meio da sala, ou rasgar o papel dos presentes até rolar com as caixas vazias no chão, batendo com a cabeça aqui e ali de vez em quando. Se querem saber, ele curtiu até os brinquedos que vinham dentro das caixas!

Para não causar muito tumulto na festa, resolvemos guardar todos os presentes e deixar o moleque abrir no dia seguinte. Mas alguns ele exigiu que fossem abertos no dia da festa mesmo. Um deles, que deixou o papai aqui todo boboca, foi um conjunto de carrinhos que o Augusto trouxe.

O Pedro ficou impacientemente esperando que eu tirasse um carrinho e lhe desse. Aliás, que dificuldade abrir embalagens de brinquedos hoje em dia, não? Parece que os brinquedos vem presos por um enigma maligno e é impossível tirá-lo da caixa antes que a criança tenha uma síncope de ansiedade. Mas, enfim...

Tirei um dos carrinhos e entreguei para o Pedro brincar. E não é que o moleque colocou o carrinho no chão e começou a fazer barulho de carrinho com a boca. Vruuuuuuum, vruuuuuum!!!... Caraca, no dia anterior ele ainda não fazia isso! É assim que funciona a evolução da criança? Fez a festa de um ano e ele automaticamente deixa de ser um bebê e vira um garoto???

Beijos do papai-agradecido-pelos-presentes.

"Este presente que veio de São Paulo é meu!!!"

"Adoro Batucar!"

"Olha Mamãe, Olodum!!!"

"Uau, isso tudo é meu?"

"Hum... não sei qual eu abro primeiro..."

"Mãe, acho que aquele macaquinho está me zoando..."

"Oba, vou telefonar para agradecer!"

"Adoro baldinhos..."

"...principalmente para subir e brincar de equilíbrio!"

"Manobrando o caminhão!"

"Argolas! Adoro!"

"Caraca, que balde gigante!"

"Hum... este aqui precisa de mestrado para abrir..."

"Que livro bacana, vou mergulhar na leitura!"

"Opa, mergulhei!"



"Definitivamente este macaquinho está me zoando..."

terça-feira, 1 de maio de 2012

No Capricho


No inicio mamãe não queria fazer a festa para o nosso garotão. Disse que ele não iria curtir, que festa de um ano é para os adultos, então que ela preferia fazer uma viagem, por exemplo. Insisti para que fizéssemos porque as pessoas que amam o Pedro, provavelmente, gostariam de compartilhar este momento. Ou seja, mesmo não sendo uma festa para ele, era uma festa onde todos poderíamos curtir este marco em seu crescimento.

Mamãe topou com a condição de fazer algo simples. "Claro", eu disse, "não tem necessidade de ser nada grande ou sofisticado". Foi quando mamãe começou a planejar uma festinha tranqüila, com o tema de bebê carioca. Nada que desse muito trabalho, uma decoração simples, com coisas de praia. Que tal um rapaz vendendo Matte de galão? Uma prancha de surf... Míni-guarda-sóis, o calçadão na mesa de lembranças, havaianinhas personalizadas para as crianças... Molesquines para os adultos!!!

O centro de mesa acabou sendo um capítulo à parte. Enquanto decidíamos o que colocar nas mesas, passamos por flores simples, mini-coqueiros, uma praia dentro de vidro... até que surgiu a idéia de usar um coco verde para fazer de base do arranjo. Era só cortar o coco no meio, encher de areia e colocar um mini-guarda-sol que a praia (e o arranjo) estava pronto.

Foi uma ótima idéia! Mas implicava na necessidade de se arrumar 12 meios cocos abertos na horizontal e com a base reta em ambas as metades. Tipo, algo muito simples, bem no espirito da festa sabe?! É o tipo de coisa que qualquer pessoa tem em casa, na geladeira. Seis cocos e uma serra circular capaz de fazer cortes perfeitos. No final, pedi ajuda da vovó Sonia e fui buscar os cocos lá em Ipanema no dia da festa porque guardar os cocos com antecedência estava atraindo bichinhos voadores indesejáveis.

É claro que eu conheço a Li muito bem e já sabia que o conceito de festinha simples dela está vários pontos acima da média da humanidade. Fico imaginando se ela resolvesse fazer um festão quando o moleque completar dois anos. Se o tema for o mesmo, ela vai substituir a água da piscina por água do mar do Leblon, devidamente fervida para livrá-lá de impurezas!

Este ano não tinha água do mar, mas ficou tudo um capricho. Parabéns mamãe!

Beijos do papai-carregador-de-coco.