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segunda-feira, 9 de março de 2015

Primeiro bloquinho de Carnaval

Há muito papai e mamãe fogem do Carnaval. Aliás, me lembro de ter aproveitado bastante até a adolescência e depois passei a fazer uso desta semana para viagens e novas experiências. A grande verdade é que acabei desacostumado do calor e confusão.

Pedro ainda não tinha curtido a alegria das ruas da nossa cidade neste período, nem no pré-carnaval com seus blocos de rua. Seu contato com o carnaval foi apenas na escola, num breve passeio por carros alegóricos e no último aniversário do dindo.

Este ano as mamães da creche iniciaram um movimento de diversão coletiva e resolvemos encarar e levá-lo ao ‘Imagininho’.  Percebi que Pedro estava sem fantasia e, quando perguntei do que ele queria ir vestido, a resposta foi imediata: de alfa mal. Expliquei que ia ser difícil conseguir esta fantasia e o batman pareceu uma opção. Paguei uma pequena fortuna na tal fantasia/ pijama, mas pelo menos ela teria uso posterior. Foi a sorte!

Infelizmente Pedro vinha de uma semana de febre e gripe e, embora tivesse acordado melhor, disse que preferia ficar em casa. Como os amiguinhos da escola iam e pai e mãe têm mania de que criança tem que se divertir o tempo todo insistimos e, pouco antes das 10h daquele domingo, estávamos a caminho do Leblon. Mas sem a fantasia! Ele só aceitou ir com a blusa de dragão.

Realmente o calor estava insuportável, Pedro chegou mal humorado pois queria mesmo ter ficado em casa e custou para entrar no clima. Eu, claro, impaciente e já pensando o que estava fazendo naquele maldito bloco, quando o pequeno avistou um spray de espuma e se interessou.

Daí pra frente foi só diversão. Mas espero esquecer aquele maldito calor até o ano que vem. Senão, bloco só o do RDLeblon com ar condicionado J


Farra com spray de espuma

Não basta ser pai, tem que participar!

Felizes com a alegria do Pedro

Depois do spray, foi a vez do confete da vovó Beth.

Pra ficar bem grudadinho na espuma.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Animação infantil

Se tem algo que, nestes quatro anos, nunca consegui foi do Pedro participar de animação infantil de festa de amiguinho.

Eu ficava babando com aqueles pequenos seres sentadinhos desenvolvendo atividades artísticas, fazendo alguma tatuagem ou pintura em rosto, enquanto Pedro corria de um lado para outro sem sequer se dar à oportunidade de gostar de sentar e participar.

Aquelas mães alheias conversando lindas e tranquilas e eu e Duda revezando a maratona, descabelados e esbaforidos.

Mas também aprendi, nestes quatro anos, que Pedro só faz o que quer na hora que tem vontade. Ele tem seu próprio tempo. Então desisti de tentar. Até que, neste sábado, ele resolveu por conta própria participar do Fuxico, literalmente. Tocou instrumentos musicais, fez caça ao tesouro, desenhou e ficou ansioso aguardando a hora do teatro.

Confesso que teatro já prende a atenção dele há algum tempo. Como gosta, se diverte e participa.
Inclusive, nesta mesma festa, durante a peça, Pedro aprontou uma ótima. O som enguiçou e os “atores” tiveram que se virar no gogó. Já estava bem difícil de acompanhar os diálogos pois as mamães não paravam de falar, quando a mãe que estava do nosso lado resolveu brigar com a filha e ficou impossível. Pedro não se apertou. Virou para a mãe e gritou em alto e bom som “para de falar que eu não estou conseguindo ouvir!”.
O que se faz em uma hora destas?

Daqui pra frente, livre leve e solta não vou ficar, mas já nutro a esperança do revezamento ser entre a corrida e o descanso.

Satisfação durante o teatro

Esperando com o amigo a vez no pula pula

Didi, olha de quem eu gostei! 




quinta-feira, 5 de março de 2015

Aulas de inglês

Além de capoeira, Pedro começou também no inglês. A teacher Claudia explicou que os encontros serão totalmente lúdicos e musicais para despertar o interesse da criança pelo idioma. Não são aulas de fato ainda.

A primeira brincadeira da “aula” inaugural envolveu uma musiquinha cujo refrão é “what´s your name?”. Assim, as crianças foram dizendo seus nomes e isto evoluiu para identificação de bichos e coisas.

Já estava sabendo da novidade e louca para que Pedro falasse algo, quando ele me chamou para ler um livro, elegeu um da pilha, apontou para capa e disse “frog”. Mamãe coruja quase chorou de emoção.

E é engraçadíssima a pronúncia e entonação do Pedro: “whatis this nimi?”.

Por conta de assistir alguns filmes em inglês e ter bonecos que falam em inglês, Pedro de vez em quando soltava um 'to infinity and beyond’ ou o famoso “dammit” etc. Mas agora é diferente. O processo de aprendizado será contínuo e teremos novidades constantes.

É claro que uma das atividades diárias da casa passou a ser ler livros cantando a musiquinha.

Difícil é segurar a ansiedade e não pressionar o pequeno. A vontade que dá é de ficar testando e ensinando palavrinhas novas em inglês só para ver aquela coisinha de menos de um metro, que mal fala português, enrolando a língua com o novo idioma.

My uber love!


quarta-feira, 4 de março de 2015

Capoeira

Finalmente Pedro pode entrar na aulinha de capoeira da escola. Autorizei sua participação nas aulas experimentais e ele chegou em casa contando tudo. Aliás, agora ele conta com detalhes suas experiências. E é bem gostoso escutar, além de dar vontade de rir a cada segundo.

Ontem foi o primeiro dia de aula de verdade. Ele recebeu seu uniforme e, à noite, resolveu “brincar” de aula de capoeira conosco. Ele era o professor, eu e Duda os alunos.

Pegou o pandeiro e lançou um “paranauê, paranauê parana”. Perguntou “aos alunos” se eles queriam bater no pandeiro. Depois iniciou os movimentos, mostrando “à turma” o primeiro exercício.


Opa! Acho que já está bom de capoeira e podemos pensar em uma nova atividade para nosso filho.

Quase caí dura e o pequeno logo mostrou o segundo exercício cujo nome é ‘aprender a cair’. Sim, se a aula continuar neste padrão, este segundo movimento será o mais importante de todos.

Beijo da mamãe que certamente não sofre de problemas cardíacos!



terça-feira, 3 de março de 2015

Passeio de barco

Tínhamos um passeio de barco de dia inteiro à Ilha Grande em comemoração aos 10 anos da empresa do Duda. De cara resolvemos pedir apoio familiar e não levar o Pedro, pois se ele não gostasse ou enjoasse e quisesse sair do barco não teria como.

Durante estes quase quatro anos de Pedro, normalmente quando se trata de uma grande novidade, fazemos um experimento antes do evento em si. O ideal seria ter feito um passeio menor com ele, mas não conseguimos.

À medida que a data foi se aproximando, começamos a pensar que o pequeno pudesse curtir bastante. Como ao longo de nossas vidas seguimos o lema de ser melhor se arrepender do que fizemos do que de não ter feito, pesamos os prós e contras e resolvemos encarar.  

E Pedro simplesmente amou. Curtiu tudo do início ao fim. Fez todos os mergulhos, gargalhou por poder entrar na água direto do barco, de estar sozinho sem dar pé e poder “nadar” de um lado para o outro, de ver vários peixinhos ... “Mamãe, vc trouxe meu óculos? Eu quero!”

Quando o último aviso sonoro para voltar para o barco tocou e eu expliquei que era a hora de voltar para casa... “Ah, mas por que? Eu quero ficar aqui toda hora, mamãe. Por que a gente não pode ficar aqui toda hora?”

Eu achei que ele ia gostar, mas não com esta intensidade. Na volta, ainda no barco, Pedro adormeceu e acordou no ônibus, quase chegando no Rio. “Aonde nós estamos? Estou triste porque eu não estou no barco.”

Valeu e valeu muuuito!


A caminho do passeio

Do barco para o mar

"Mamãe, quero dirigir o barco!"

No paraíso... Isso é praia!


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

São Jorge, por favor, segura o dragão.

Voltando e saudosamente relembrando a viagem e as férias, logo no primeiro dia do ano resolvemos passear por Lisboa e visitar o Castelo de São Jorge. Fizemos uma consulta ao site e lá havia a informação de que o castelo estaria aberto naquele dia. Fomos almoçar com a turma toda em uma hamburgueria (que, pelo jeito, também virou mania por lá) e depois pegamos um táxi até o castelo, acompanhados do vovô Fernando (também conhecido como vovô Sinistro) e a vovó Nádia.

Chegando ao castelo nos deparamos com um aviso de que a prefeitura optou por dar dispensa de ponto aos trabalhadores do castelo. O problema é que no caminho fomos propagandeando para o moleque que visitaríamos um enorme castelo onde costumava viver um dragão. Procurar o dragão é uma das brincadeiras preferidas do Pedro e nos ajuda a fazer algumas visitas nas viagens. Às vezes precisamos correr e derrubar alguns japoneses e suas máquinas fotográficas que estão no caminho, mas ainda assim é um jeito de passear nestes locais.

Então, com o moleque excitadíssimo, demos de cara no portão fechado do castelo. Como nós, havia vários turistas, alguns inclusive pulando um portão pequeno apenas para ter a chance de tirar uma foto em parte das muralhas do castelo. É claro que o moleque ficou super frustrado e queria, porque queria, entrar no castelo. Foi desolador vê-lo pendurado no portão trocando o seguinte diálogo com a mamãe:

Pedro: "Mas mamãe, onde ele está?"
Li: "Quem, meu amor?"
Pedro: "O dagrão mamãe!"
Li: "Ah filho, ele está lá dentro, ele fica lá naquele buraco da parede, tá vendo, lá no fundo?"
Pedro: "Mas eu quero ir lá procurar, mamãe"
Li: "Eu sei meu filho, mas o portão está fechado, hoje não pode entrar..."
Pedro: "Mas aquele moço entrou!" (apontando para o segurança dentro do castelo).
Li: "É que aquele moço é o guarda do castelo, ele fica aí cuidando para o dragão não fugir. Mas não fica triste que amanhã a gente volta, tá?"
Pedro: "Ahhhhh... eu queria entrar hoje... Moçôôô, não deixa o dagrão fugir que amanhã eu voltooooooooo!!!!".

Foi uma tristeza, mas foi tão lindinho que tivemos que rir, né?

beijos do papai-duda.


"...mas mamãe e se ele fugir?..."

"Hu hu, vamo invadir!!!"


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Lariposa

Tanto tempo sem escrever que parte dos três leitores assíduos do blog estavam começando a reclamar. Com medo de perder nosso público, estou fazendo um esforço e escrevendo este post no celular enquanto assisto à natação do Pedro. E olha que neste meio tempo não faltaram estórias interessantes, já que o moleque continua crescendo e se tornando cada vez mais engraçado e divertido. Até quando ele tem medo de alguma coisa é divertido.

No carnaval, por exemplo, passamos uns dias em Teresópolis. Além de ser um local super agradável, com clima mais ameno e que o Pedro adora, Terê também é um lugarzinho cheio de bichos. Insetos, para ser mais exato. Muitas vezes me pergunto como é possível gostar de um lugar assim, apesar de que eu também adoro. Mas o Pedro, não sei bem por que razão, tem medo de insetos.

Um dia desses, por exemplo, ele estava brincando tranquilamente em seu quarto lá na casa de Terê quando de repente veio correndo em nossa direção e gritando em desespero, com os olhos arregalados e os braços balançando para cima.

"O que foi Pedro? Tá tudo bem?"
"Uuuuummmaaa bor-bo-le-ta...."

Foi mal, mas tive que rir. A cena parecia alguém fugindo de um t-rex no filme Parque dos Dinossauros, mas era o Pedro correndo de uma borboletinha minúscula e amarela. Quem sou eu para desprezar o medo dos insetos usando como justificativa o tamanho deles... mas foi uma cena bem engraçada porque daquela cara de desespero podíamos esperar qualquer coisa, menos que sairia a palavra "bor-bo-le-ta" de sua boquinha com dentes trincados.

Ri, mas não fiz graça dele. Peguei-o no colo para que ele se sentisse protegido e lhe disse que não precisava ter medo de borboleta, que elas não fazem mal e que, de qualquer jeito, papai e mamãe estavam por perto. O susto com os insetos ao longo da semana foi tão grande que lhe rendeu vários pesadelos. Em alguns ele acordava balançando as pernas como se aranhas estivessem subindo. Em outros ele começava a bater desesperadamente em insetos imaginários que, a julgar pelos tapas que eu recebi, ele achava que estavam voando bem perto do meu nariz.

Mas, bonitinho mesmo, foi quando ele começou a perder o medo. Um belo dia ele acordou e a primeira coisa que falou, antes mesmo de dar "bom-dia" ou dizer que estava "um dia lindo", foi "Papai-mamãe, eu hoje vou ser amigo das borboletas". Esse foi o jeito que ele encontrou de nos dizer que não tinha mais medo. Depois ele virou amigo das abelhinhas-cachorro, "mas não das abelhas bravas, aquelas que picam". Já no finalzinho da viagem um novo bicho entrou em sua lista de amigos: a "lariposa".

Beijos do papai-que-não-é-amigo-de-nenhum-inseto

"Uau, que lariposa diferente!"

"Eu sou amigo das minhocas."

"Essa formiga tem bum-bum amarelo!"