Esta semana o Pedrão teve o seu primeiro resfriado. Febrinha, espirro, tosse e nariz escorrendo. Primeira noite mal dormida por conta de um vírus ter pego o nosso filhote. Para nossa alegria, durou pouco. Em dois dias o moleque já estava bom e serelepe novamente.
Mas nestas ultimas semanas também presenciamos nosso menino chorando de dor algumas vezes. Mesmo sabendo que não era nada demais, apenas gases que incomodam muita gente, vê-lo chorando sem que possamos fazer grandes coisas é destruidor.
Nestes momentos também percebemos que o trauma da cirurgia de emergência ainda não foi totalmente superado. Em uma das vezes que o Pedro estava chorando, quando nos demos conta, estávamos examinando o moleque como se ele estivesse em consulta médica. Procuramos hérnias por todo o seu corpinho, mas o garoto só parou de chorar mesmo depois de soltar puns suficientes para esvaziar a barriga.
Essa história toda de vê-lo chorando com dor ou não dormindo direito pelo primeiro resfriado me levou a pensar nas suas primeiras dores de crescimento e a constatação de que nenhum pai ou mãe devem realmente se acostumar com os choros de seu filho.
Não há como se preparar, mesmo sabendo que o Pedro ainda vai chorar porque correu, tropeçou e bateu com a cabeça no chão. Que ele vai cair da bicicleta e ralar os joelhos. Dar uma topada em um pedra e perder a unha. Talvez quebrar um braço quando cair da primeira árvore.
Como será então a primeira vez que ele sangrar com um machucado? Ou se queimar? E conforme o tempo for passando, chorar porque terminou, ou nem começou, um namoro? Vai choramingar por causa da primeira e ultima ressaca (ultima da semana...). E vai chorar por motivos que nem conseguimos imaginar ainda. Ver um filho sofrendo e chorando não é mole não, mas pelo jeito, faz parte.
:-( papai
sábado, 12 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
01, o senhor é um fanfarrão
Não vou citar nomes, mas tenho um amigo (ruivo) que é pai de uma princesinha. Desde muito tempo ele já me dizia que quando a sua princesa tivesse seis anos seria ela a cuidar de todo o dinheiro da casa e eles teriam que viver de mesada, com os valores estipulados por ela. De fato a menina sabe mandar. Quando ela mal falava fomos juntos à praia e mostrei a ela como eu sabia mergulhar no mar. Quando voltei ela me olhou e mandou logo:
"Tio Dudu, tchibuuuum!"
Tio Dudu, louco para agradar e conquistar o apreço da menina, voltou correndo para o mar e mergulhou novamente. Quando saiu a menina era só sorrisos. Apontou o mar mais uma vez e... "Tio Dudu, tchibuuuuuum!". Tio Dudu já estava meio cansado, mas não queria desagradar a menina. E lá fui eu para mais um mergulho e fui recompensado com mais sorrisos e "Tio Dudu, tchibuuuuum!". Tio Dudu não é mais uma criança e, malandro, colocou o óculos escuros e disse que não podia mergulhar de óculos.
A menina, então, disse: "Tio Dudu, vem cá...". Foi só eu me aproximar para ela tirar o meu óculos e mandar logo "Tio Dudu, tchibuuuuum!". Desta vez tentei argumentar e até o pai dela tentou me ajudar. Mas ela foi categórica: "Tio Dudu, t-c-h-i-b-uuuuu-m!!!". Quem sou eu para desobedecê-la?
Pois então, seguindo os conselhos deste meu amigo, resolvi ensinar o conceito de autoridade para o Pedro desde que ele estava na barriga. Todas as noites eu conversava com ele através do umbigo da Ligia. Depois que ele nasceu a mesma coisa, falava com ele enquanto dava o leite, falava com ele assim que ele acordava e até dormindo eu explicava a cadeia de comando aqui em casa. Autoridade... este era o conceito.
Pedro entendeu tão bem a lição que em menos de sete meses de vida já manda e desmanda nesta casa. Confesso que esta não era bem a minha intensão, mas o moleque chegou em abril como 03. A linha de autoridade da casa estava bem definida e eu me orgulhava de ser o manda-chuva do bebê... enquanto desempenhava muito bem as minhas funções seguindo as ordens da 01.
Não sei exatamente quando aconteceu a primeira inversão. Quando percebi já estava vestindo o boné com o 03 escrito enquanto o moleque me dava as ordens usando gritos e choros. Mas acho que aconteceu mais ou menos entre a maternidade no humaitá e a nossa casa, quando íamos para casa pela primeira vez com o Pedrinho. Ou seja, lá pela praça Santos Dumont mais ou menos. Como podem ver, a minha autoridade era meio frágil e não durou muito.
Mas até a semana passada eu estava mais ou menos tranquilo porque confiava na autoridade da 01. Quem conhece sabe do que estou falando, não seria fácil dobrar a menina. Sangue árabe misturado com rocha poderosa, capricorniana com ascendente em peixes, o que deve significa mandar na terra e no mar, não deixaria um moleque de poucos centímetros mandar na gente.
Até que recentemente estou me enxugando enquanto escuto mamãe falando firme: "Pedro, não! Eu estou falando sério! Você vai sossegar agora! Eu estou vestindo você e você vai ficar quieto". Com um sorriso no rosto continuei tranquilo no banheiro... até ouvir "Pedro, você está me escutando? Tá bom, tá bom... mamãe coloca você no berço e te veste de bruços...". Pronto, estamos perdidos.
Beijos, 03.
"Tio Dudu, tchibuuuum!"
Tio Dudu, louco para agradar e conquistar o apreço da menina, voltou correndo para o mar e mergulhou novamente. Quando saiu a menina era só sorrisos. Apontou o mar mais uma vez e... "Tio Dudu, tchibuuuuuum!". Tio Dudu já estava meio cansado, mas não queria desagradar a menina. E lá fui eu para mais um mergulho e fui recompensado com mais sorrisos e "Tio Dudu, tchibuuuuum!". Tio Dudu não é mais uma criança e, malandro, colocou o óculos escuros e disse que não podia mergulhar de óculos.
A menina, então, disse: "Tio Dudu, vem cá...". Foi só eu me aproximar para ela tirar o meu óculos e mandar logo "Tio Dudu, tchibuuuuum!". Desta vez tentei argumentar e até o pai dela tentou me ajudar. Mas ela foi categórica: "Tio Dudu, t-c-h-i-b-uuuuu-m!!!". Quem sou eu para desobedecê-la?
Pois então, seguindo os conselhos deste meu amigo, resolvi ensinar o conceito de autoridade para o Pedro desde que ele estava na barriga. Todas as noites eu conversava com ele através do umbigo da Ligia. Depois que ele nasceu a mesma coisa, falava com ele enquanto dava o leite, falava com ele assim que ele acordava e até dormindo eu explicava a cadeia de comando aqui em casa. Autoridade... este era o conceito.
Pedro entendeu tão bem a lição que em menos de sete meses de vida já manda e desmanda nesta casa. Confesso que esta não era bem a minha intensão, mas o moleque chegou em abril como 03. A linha de autoridade da casa estava bem definida e eu me orgulhava de ser o manda-chuva do bebê... enquanto desempenhava muito bem as minhas funções seguindo as ordens da 01.
Não sei exatamente quando aconteceu a primeira inversão. Quando percebi já estava vestindo o boné com o 03 escrito enquanto o moleque me dava as ordens usando gritos e choros. Mas acho que aconteceu mais ou menos entre a maternidade no humaitá e a nossa casa, quando íamos para casa pela primeira vez com o Pedrinho. Ou seja, lá pela praça Santos Dumont mais ou menos. Como podem ver, a minha autoridade era meio frágil e não durou muito.
Mas até a semana passada eu estava mais ou menos tranquilo porque confiava na autoridade da 01. Quem conhece sabe do que estou falando, não seria fácil dobrar a menina. Sangue árabe misturado com rocha poderosa, capricorniana com ascendente em peixes, o que deve significa mandar na terra e no mar, não deixaria um moleque de poucos centímetros mandar na gente.
Até que recentemente estou me enxugando enquanto escuto mamãe falando firme: "Pedro, não! Eu estou falando sério! Você vai sossegar agora! Eu estou vestindo você e você vai ficar quieto". Com um sorriso no rosto continuei tranquilo no banheiro... até ouvir "Pedro, você está me escutando? Tá bom, tá bom... mamãe coloca você no berço e te veste de bruços...". Pronto, estamos perdidos.
Beijos, 03.
domingo, 6 de novembro de 2011
E por falar em descobertas...
...hoje quando a mamãe entrou no quarto o Pedro estava sentadinho no berço, sozinho. Ele já ficava brincando sentado antes, mas porque o havíamos colocado naquela posição. Hoje ele sentou sozinho pela primeira vez. Viva ao Pedro!
sábado, 5 de novembro de 2011
Menino Prodígio
Quando falamos que o Pedro disse mamãe pela primeira vez várias pessoas nos olharam com olhar meio cético. Algumas mais sinceras chegaram a questionar se o Guigo se tratava de um garoto prodígio. Outros ficaram com aquele sorriso que parece simpático mas quer dizer "olha só eles querendo contar vantagem".
Em primeiro lugar é importante esclarecer que ele não gritou mamãe, com todas as letras e fonemas. Ele ainda não está tão articulado assim, gritou um manman, como a Ligia mesmo disse. Mas desde o início, apesar de estar com um pouco de inveja, tive a certeza de que ele estava dizendo mamãe, só não tem ainda total controle de sua fala.
Mas isso não quer dizer que o Pedro seja um garoto prodígio. Ele é lindo, isso ninguém pode negar, né? Mas não acho que seja uma criança super-dotada ou adiantada. No fundo acho que todo pai vibra com as conquistas de seus filhos, por menores que elas sejam e isso, às vezes, pode dar a impressão de que estamos contando vantagem.
Pensando sobre isso e mantendo o meu costume de pesquisar bastante sobre os assuntos que me interessam, acabei esbarrando com um blog muito legal. Chama-se "O curioso caso de Rafael Valmont". Estou achando este blog muito interessante por vários motivos e venho lendo seus posts cronologicamente. Atualmente estou passando pelo mês de Dezembro de 2009 da vida do Rafael.
A primeira coisa que me chamou atenção neste blog é que ele é escrito por um pai sobre que conta a vida com seu primogênito. A maioria dos sites e blogs sobre filhos é mantido exclusivamente pelas mamães. Nosso Pedrinho é uma exceção porque é escrito a quatro mãos. Este blog que estou citando é escrito pelo pai e censurado pela mãe.
Outra questão curiosa é que o Rafael, personagem real e principal desta história, é um garoto super-dotado. Foi adiantado na escola, toca piano e violoncelo, tira ótimas notas na escola... e isso tudo deixa o seu pai muito... estressado, preocupado e muitas vezes até meio deprimido. Isso é sem dúvida uma surpresa, pois o senso comum nos faz pensar que ter um filho super-dotado é desejo de qualquer pai.
Pois tudo o que o pai do Rafael queria é ter filhos normais, apesar de morrer de amores e orgulhos do seu primogênito do jeito que ele é. Mas fica claro que ser diferente, para o bem ou para o mal, é um complicador na vida de qualquer criança. Por isso fico feliz do Pedro ser uma criança normal, apenas um bebê lutando para aprender o que este mundão tem para lhe oferecer. Não achamos e nem torcemos para ele ser um menino prodígio.
De diferente, já basta ele ser tão lindo :-)
Beijos do papai-modesto
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Manman
Tio Dudu está coberto de razão: temos que deixar de ser preguiçosos e encher este blog de conteúdo sobre esta pessoinha maravilhosa que entrou em nossas vidas.
Vou iniciar o texto do dia com a deliciosa confirmação de que “manman” não é mamar, é mamãe mesmo. Sempre que o rapazinho quer algo e não consegue ou está em apuros, ele faz um sonoro e claro “manman”.
Será que isto significa que a mamãe é uma banana e faz tudo o que ele quer? Provavelmente e vergonhosamente devo admitir que sim! Já estou trabalhando para mudar esta minha personalidade tão benevolente que aflorou com a maternidade. Afinal, tenho um menino para educar e ensinar limites.
Mas fato é, se Pedro já conseguia o que queria antes, imagina agora com este “manman”. Muito lindinho.
Infelizmente, no feriado, ele estava com dor abdominal e papai tentava fazê-lo se acalmar quando entrei no quarto. Pedro esticou os bracinhos e falou a palavrinha mágica. Foi uma mistura de orgulho, alegria e completo desespero, afinal, o meu pequeno ser, que agora me chama, estava sofrendo.
E mais novidades estão surgindo.
Pedro não quer mais ficar no colo, nem sentado, só em pé. Haja coluna. Ele não engatinhou, está muito longe de andar e já temos que ficar curvados, segurando os bracinhos para ele dar seus passinhos pela casa.
Já está comendo coisinhas sólidas como biscoitos e hoje dei melancia. É muuuito fofo aquele mastigar sem dente. E ele fica amarradão. Adora e quer mais.
Enfim, nosso dia a dia está especialmente mais divertido, dinâmico e surpreendente.
Bj da manman
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Mais de mil palavras
Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Como estamos com pouco tempo sobrando para escrever aqui no blog, resolvemos postar algumas imagens de um final de semana perfeito...
| Fui passear com a mamãe o papai no sábado. |
| Quando voltei, me diverti pra valer. |
| Fiquei horas brincando com o papai e a mamãe. |
| Fiz até pose de leão, o rei da casa! |
| Depois mamãe saiu, mas o vovô chegou. |
| Foi muita farra com o vovô e o papai. |
| Domingo também foi ótimo. |
| Vovó Sonia, vovô Nilton, dindo Luiz e dindavó Eliane vieram me ver em casa. |
| Almocei na casa da vovó Beth |
| Quando voltei para casa papai e mamãe não me deixaram um minuto |
| Não há nada melhor que isso! |
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Manman...
Por duas vezes, em situações de apuros, o Pedro ensaiou um “mã”. Du, tudo de bom como é, já foi logo anunciando “ele falou mamãe, ele falou mamãe!”... mas eu não me convenci. Como li que é a partir de 6 meses que novos barulhinhos como má e mé surgem, achei que era mais uma novidade do meu pequeno e lindo ser.
Mas hoje de manhã, ao acordar faminto da soneca matinal, começou a chorar e agoniado falou “manman”!
Detalhando mais este maravilhoso momento (pois vale!)...
Eu entrei no quarto dele para dar aquela espiadinha de “tchau, meu amor” e ele acordou. Mas acordou chorando de fome e eu corri para fazer a mamadeira. Enquanto isso ele tentou levantar naquela posição fofa de engatinhar (ele faz direitinho), ficou aflito que não conseguiu e falou “manman”.
Gente, quase chorei! Ainda estou na dúvida se este “manman” quer dizer mamar ou mamãe. Mas já valeu a emoção e o friozinho na barriga! Dei a mamadeira, coloquei para arrotar, fiquei agarradinha nele tanto tempo que o bichinho dormiu novamente. Muito bom!
E eu vim trabalhar com aquele MEGA sorriso no rosto. Queria ter gravado para passar o dia escutando aquele claro e sonoro “manman”!!!!!!!!!
Agora é aguardar uma próxima chamadinha destas para ter a confirmação do que o Pedro realmente está dizendo com esta nova “palavrinha" :-)
Bjs de uma mamãe toda boba mesmo que na dúvida.
| Mamar ou mamãe? |
| Acho que vou chamar a mamãe pra me dar mamá! |
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