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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Lugar VIP no restaurante... será?

No mesmo dia do museu fomos circular pelo bairro Belas Artes e procurar um lugar para almoçar. Enquanto caminhávamos com o Pedro no carrinho, passamos na porta de vários restaurantes que pareciam interessantes e ele acabou dormindo após alguns quarteirões. Assim que ele cochilou, voltamos correndo para um dos restaurantes que havíamos gostado para aproveitar a pausa do almoço. Escolhemos um restaurante de comidas típicas do Ushuaia que tinha uma placa "Cervezas Artesanales" na porta.

Neste restaurante aconteceu uma coisa curiosa. Tínhamos pensado em ficar na calçada porque ambientes fechados costumam ser mais barulhentos e, como eu já disse, tenho pânico do Pedro acordar de susto no meio da almoço e termos que empacotar tudo correndo para terminar de comer no hotel. Quando chegamos de volta ao restaurante, porém, as mesas da calçada já apresentavam um movimento considerável. Apesar de eu ter visto um lugarzinho vago espremido entre outras mesas e uma árvore, quando a recepcionista disse que não poderíamos ficar ali fora porque estávamos com uma criança eu assumi que ela havia constatado que o único lugar vago não teria espaço para o carrinho.

Então entramos no restaurante e fomos encaminhados para uma espécie de curralzinho que ficava dois ou três degraus acima do salão principal, que estava vazio e com várias mesas vagas. Cheguei a iniciar uma argumentação de que preferíamos ficar ali no "térreo", mas quando percebi o garçom já havia levantado o carrinho do Pedro e eu tive que acompanhá-lo. No final o lugar era bacana, como se fosse um curralzinho VIP de boite, mas sem pulseirinha e paparazzi.

Mas aí o restaurante foi enchendo, enchendo... e a Ligia me alertou para um detalhe. Toda vez que adultos chegavam acompanhados de suas crianças, eram encaminhados para este mesmo curralzinho. Quando chegou um grupo composto apenas de rapazes, eles imediatamente foram levados para o fundo do restaurante, em uma salinha mais reservada ainda que a nossa. Ou seja, assim como em uma praia de nudismo, este restaurante estava setorizado por gênero, faixa etária e estado civil! Não podíamos ficar na calçada e o motivo não era falta de vagas, mas sim que o lugar de criança é no curral das crianças!

Apesar de ser um método um pouco antipático, tivemos um almoço bem agradável, com comida gostosa e cervezas artesanales em copos bem grandes. Aliás, é uma irresponsabilidade servir aquela quantidade toda de cervezas artesanales no setor de pais com filhos, mas neste caso o poder econômico deve ter falado mais alto.

Beijos do papai-duda

Setor de crianças.
Neste momento, a única mesa vazia era
essa para mãe (ou pai) solteira logo
atrás da Ligia.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Santiago, dia 4.

Voltando ao assunto, ainda sobre a viagem (eu falei que ia render, né?...), no quarto dia fomos a um parquinho mais no estilo carioca. Ou seja, brinquedos sujos, mal cuidados e alguns quebrados. Neste parquinho tinha até um ambulante vendendo bebidas e comidinhas, então achei que a qualquer momento surgiria um vendedor de matte leão. Também achamos que passaríamos por um mini-arrastão porque logo que chegamos notamos um grupo de adultos rondando o parquinho.

Ficamos atentos, fizemos cara de mau e estávamos preparados para reagir em caso de problemas. Reagir, neste caso, significava agarrar o Pedro no colo e correr feito loucos, é claro. Mas nem o vendedor de matte, nem o arrastão apareceram e, no final, Pedro se divertiu bastante até cansar. Nós, é claro, cansamos antes porque sua brincadeira preferida foi "pega o Pedro papai" ou "pega o Pedro mamãe". E o moleque subia nos brinquedos, corria, descia do outro lado pelo escorrega e... "pega o Pedro papai / mamãe".

Também estreamos a super bolinha de sabão, que fez o maior sucesso. Como não há fotos registrando a tal super-bolha neste parque, vou deixar para falar disso depois. Mas neste parquinho Pedro demonstrou, mais uma vez, uma de suas características marcantes: stalking. Se você não sabe o que é isso, veja um trecho da definição no Wikipedia:

"Stalking (também conhecido por perseguição persistente) é um termo inglês que designa uma forma de violência na qual o sujeito ativo invade repetidamente a esfera de privacidade da vítima, empregando táticas de perseguição e meios diversos..." (mais aqui).

Assim como no parquinho do defeito o Pedro (o tal sujeito ativo da definição acima) ficou aficionado por duas irmãs e seu dinossauro Rex, neste nosso stalkerzinho colou em uma amiguinha e não desgrudava de jeito nenhum. Desta vez ele não deu defeito porque estava mais descansado e a menina não se importou tanto com um fedelho perseguindo cada passo que ela dava. Mas era muito engraçado. A menina subia em um brinquedo, o Pedro ia atrás. Ela descia no escorrega, Pedro descia também. Ela subia uma escada, Pedro vinha subindo logo atrás. Os pais da menina pareciam estar achando graça. Não sei se do Pedro ou de nós, que estávamos com um pouco de vergonha... Mas no final tudo ficou bem. A menina escapou por uma moita enquanto nós distraímos o Pedro...

Quando Pedro já estava bem cansado, demos um pouco de almoço para ele e fomos visitar o Museu Nacional de Belas Artes, onde estava acontecendo a Bienal de Arte de Santiago. O museu também me lembrou bastante alguns museus cariocas, como o Museu da Quinta por exemplo. Estava mal cuidado, o elevador não funcionava e a exposição não era grandes coisas. Mas valeu pelo prédio que, apesar de não estar em sua melhor forma, é muito bonito. E pelo episódio do disco voador que eu contei aqui há alguns dias.

Beijos do papai-duda.






segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Prazer, meu nome é Pedro...

...e eu não gosto de beterraba!

Será que alguém conhece o Pedro melhor do que eu e a Li? Eu sempre achei que não. Quer dizer, eu continuo achando que não. Mas às vezes algumas descobertas nos surpreendem. Como, por exemplo, receber a informação de "terceiros" de que ele não gosta de beterraba.

Hoje foi o dia da reunião de avaliação do Pedro na creche. Nós dois fomos e pudemos fazer um milhão de perguntas para a tia e a coordenadora pedagógica da escola. No final elas nos entregaram um relatório semestral com uma série de informações sobre o pequeno que, conforme íamos lendo, confirmavam várias impressões e opiniões que temos do moleque. Até que, na hora da alimentação, veio a informação de que ele não gosta, não aceita, não suporta a tal da beterraba.

What?!

Como assim?! Sábado fomos ao supermercado comprar legumes para a sopa e, na falta de inhame, eu sugeri que levássemos justamente uma beterraba! Eu gosto de beterraba e não tinha o menor motivo para desconfiar que o Pedro tem ojeriza ao vegetal roxo. E pensar que a Ligia queria pintar o banheiro lá de casa de beterrada! Ainda bem que eu não aceitei pois, de acordo com o tal relatório, era capaz do Pedro nem entrar no banheiro se fosse desta cor. De fato ele não quis comer muito da tal sopa no domingo a noite...

Mas o fato é que é uma baita surpresa receber uma informação destas e notar que, não só o moleque tem a sua própria vida como parte dela está escondida de nossos olhos. E olha que ele não tem nem três anos! Eu sei que ele vai crescer, virar um adolescente cheio de segredos e surpresas, mas... francamente, não gostar de beterraba e deixa os pais assim, no escuro... que outro segredo terrível ele deve compartilhar apenas com as tias e amiguinhos da escola?...

Bem, deixando o drama de lado e tirando a estória da beterraba, o resto da reunião e da leitura do relatório foram ótimos. Apenas confirmou aquilo que já desconfiávamos há muito tempo: Pedro é uma criança maravilhosamente normal e nosso pequeno beet-hater está cada dia mais perfeitinho.

Beijos do papai-que-não-gosta-de-azeitona... mas todo mundo sabe.


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Defeito no terceiro dia

Uma das descobertas que fiz ao ser pai é que criança dá defeito. A minha criança, pelo menos, dá defeito às vezes. Pedro é maravilhoso na maior parte do tempo, mas tem as suas manias, seus TOCs e nem sempre conseguimos conciliar os nossos programas com o seu humor. É claro que sempre isso acontece ficamos arrasados e nos questionamos se não estamos errando muito com o pequeno. Na verdade esta questão permanece... educar o nosso filho é um desafio tão importante e, ao mesmo tempo, assustador que estamos sempre nos questionando...

Mas, deixando as neuras de lado, no terceiro dia de Santiago parece que a ansiedade de papai e mamãe levaram Pedro a um processo de stress e defeito. O que aconteceu foi o seguinte: enquanto voltávamos de nosso passeio na Concha & Toro, Pedro dormiu no metrô. Descemos na estação próxima ao nosso hotel e aproveitamos para almoçar em um restaurante que estava indicado no guia. Este acabou nem sendo um super almoço. Não foi ruim, mas também não foi memorável.

Só que escolhemos este restaurante, além da indicação e da proximidade com o nosso hotel, porque sabíamos que havia um parquinho próximo que eu havia visto em minhas pesquisas de arredores no Google Maps. Nas nossas cabeças, como o programa da manhã tinha sido de adulto (apesar do moleque ter curtido tanto quanto a gente), na parte da tarde deveríamos levá-lo a um programa infantil.

Só que a partir daí tudo deu errado. Parece que o Pedro acordou antes da hora quando a garçonete veio trazer a conta e acordou de mau humor. Pediu para ir para "casa" que, neste caso, era o hotel. Achamos que ele logo mudaria de ideia ao ver os brinquedos do parquinho, então insistimos e fomos para o tal parque. Ele até gostou da ideia, mas ficou apertado para fazer xixi e queria porque queria voltar para casa para ir ao banheiro. Papai teimoso achou que voltar até o restaurante e ele se aliviar por lá era uma boa ideia.

Depois do xixi, voltamos para o parquinho. Lembrem-se que estava um calor infernal. Ele brincou um pouco nos escorregas mas encasquetou que queria brincar com duas "amigas" que não estavam dando a menor bola para ele. Ao contrário, queriam brincar sozinhas, sem que um pentelhinho que nem falar a mesma língua que elas falava ficasse importunando.

Além disso a mais nova estava com um boneco do dinossauro Rex, do Toy Story, que chamou a atenção do Pedro. Ele pediu emprestado... mas ela disse não. Ele tentou trocar por um de seus dinossauros... mas ela não quis. Ele tentou trocar por todos os seus dinossauros... mas ela não estava interessada. Ele tentou trocar por carrinhos... não. Ele disse que deixava papai e a mamãe lá brincando com ela... não. Aí ele desistiu... das trocas. Tentou pegar o dinossauro na marra, mas ela não deixou e não gostou.

Durante toda a negociação, papai e mamãe tentavam explicar, ensinar, argumentar, distrair, levar embora ou enterrar a menina. Mas nada disso estava dando certo. E o calor apertando. E o stress aumentando. Até que a bolha estourou. Pedro começou a chorar e tivemos que afastá-lo do parque. O que dava o maior dó é que ele não conseguia entender porque a menina não emprestava o Rex para ele, só um pouquinho...

Ficamos todos arrasados e voltamos para o hotel convencidos de que não devemos forçar a barra e fazer vários programas no mesmo dia. É mais importante reconhecer o nosso limite (principalmente o limite do pequeno), mesmo que isso signifique curtir o final da tarde dentro do quarto do hotel. O que, aliás, foi ótimo!

Beijos do papai-duda.

No início do parque, quando ainda estava tudo bem...

Papai até conseguia tirar umas fotos...

Depois do stress o moleque foi se acalmar na "piscina" do quarto

Ficou bem. Ótimo até. Mamãe que estava preocupada...

...mas se divertiu também.

No final, todos se divertiram...

...mas mamãe continuou preocupada... ou apavorada...

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Concha & Toro - dia 3

No terceiro dia em Santiago resolvemos visitar a vinícola mais famosa (e comercial) do país. É muito simples porque dá para ir de metrô até bem perto e depois tomar um táxi. Em viagem com criança onde não há um roteiro pré-estabelecido ou excursão levando de um lado para outro, a praticidade ganha um peso enorme. Por isso escolhemos esta visita, ao invés de ir a uma vinícola mais regional e menos badalada. Sempre que escolhemos um programa assim eu fico com medo de cair em um roteiro mega-turistão tipo "subir em um jipe na Avenida Atlântica para almoçar na Churrascaria Plataforma".

Mas a experiência acabou sendo ótima. Pegamos o tal metrô, que realmente é prático, mas rodamos bastante para chegar. Depois de umas duas ou três estações a Li me perguntou quanto faltava e acho que a resposta foi "deixa eu ver... uma, duas, três... dezoito estações!". Foi mais ou menos nesta altura que o pequeno começou a perguntar, a cada estação, "é a nossa?". Para quem nunca tinha andado de metrô, neste dia o Pedro fez pós-graduação. Quando o trem saiu do túnel e percorreu um trecho à céu aberto ele pediu para "voltar ao túnel". Ou seja, "vocês me trazem para o metrô e ele agora virou trem?...".

Mas foi fácil, saímos da estação e logo nos ofereceram uma corrida de táxi para a Concha & Toro. Chegando lá achamos tudo muito organizado e com uma visita guiada saindo em 10 minutos. O passeio é bem legal, a propriedade é linda, os vinhos degustados foram muito bons, a parte do Casillero Del Diablo é bem interessante e a lojinha cumpre o seu papel de nos fazer gastar dinheiro e carregar um peso muito maior do que o apropriado no metrô de volta.

O melhor foi que acabou sendo também um programa interessante para o Pedro. No nosso grupo da visita guiada apareceram dois irmãos brasileiros que imediatamente se tornaram "amigos" do moleque. Sempre que o grupo andava e o Pedro estava entretido demais com alguma coisa para acompanhar o ritmo, usávamos a frase-mágica: "vamos Pedro que os amigos já foram" e dava certo. Eram dois irmãos, sendo que o mais novo ("Tom", de Antônio) era alguns meses mais velho que o Pedro. No final do passeio as três crianças compartilharam seus brinquedos e deram aos pais alguns minutos extras de conversa e passeio na lojinha.

Apesar de ser uma vinícola mega-blaster-big-company-passeio-turistão, no final se mostrou um ótimo passeio para o qual recomendamos a visita, mesmo com uma criança de dois anos e meio correndo entre as videiras.

Beijos do papai-duda.

"Vem Pedro, os amigos já foram..."

"Vai Pedro, os amigos já foram..."

Mamãe fazendo pose para a foto.

Pedro implicando com a pose?

"Ohhhhhh"

"Vai Pedro, imita o papai..."

"Ohhhhh que pose legal essa papai..."

"Volta Pedro!!!"

"Não Pedro, não podemos arrancar as uvinhas..."

Notem o amigo fazendo pose para foto enquanto
nosso monstrinho rosna para a mamãe...

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Frio, muito frio... calor, muito calor...

Ainda falando sobre Santiago, aposto que foi o lugar onde o Pedro sentiu mais frio na vidazinha dele, tadinho. Ainda na mesma viagem, ele também acabou passando calor e enfrentando um sol típico do verão carioca, mas sem aquele marzão que ele adora entrar correndo ou a piscininha da Dona Neuza para dar uma alívio!

No dia do zoológico, como eu comentei no último post, ele acabou dormindo no colo da Li enquanto descíamos o morro no funicular. Este foi um dos dias frios e ele estava bem agasalhado, mas mesmo assim acho que o moleque não entendeu muito bem o que estava acontecendo com ele e porque os pais resolveram congelá-lo ao ar livre. Logo depois que descemos, o colocamos no carrinho, cobrimos com um cobertor e fomos almoçar em um restaurante Peruano que havia em um mercado perto. Aliás, esta é uma das boas dicas de restaurante no Chile, depois falo mais sobre isso...

Como estávamos com o carrinho e o Pedro estava dormindo, resolvemos ficar na área externa. Um dos meus maiores pânicos em viagem é alguém acordar o Pedro no meio da sua siesta, enquanto estamos aproveitando para almoçar. Na melhor das hipóteses, isso pode transformar um tranquilo e agradável almoço em uma agitada e caótica brincadeira de pique-pega no meio das mesas. Na pior, o Pedro pode não descansar o descansozinho dele e acabar não curtindo o resto do dia.

Mas o moleque estava bem agasalhado e perto de um daqueles aquecedores que os restaurantes colocam nas varandas, então tava tranquilo. E realmente o guri dormiu o almoço todo e só foi acordar quando já estávamos saindo do restaurante. Bem, ele acordou mas não despertou. Ou despertou e, achando que estava dentro de uma geladeira, resolveu hibernar. O resultado foi que ficou meio acordado e meio dormindo, todo encolhido, por uns minutos e depois caiu no sono novamente enquanto voltávamos para o hotel.

Já no dia seguinte, preocupados com todo aquele frio, mantivemos as roupas quentes mesmo quando o dia deu sinais de que seria mais ensolarado. E foi assim que fomos parar em um sol de rachar o coco, todos vestidos de calça e camisas escuras. Percebemos que as pessoas espertas e que moram na cidade já haviam colocado para fora do armário as suas roupas de verão! No final ficou claro que em Santiago estamos participando o tempo toda daquela brincadeira... tá quente, tá frio... tá quente, tá fervendo... esfriou...

Beijos do papai-duda.

"Que frio da polla..."

"Por que estão me congelando?..."

"Carai, ontem congelado, hoje cozinhando?..."

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Zôo - Santiago - dia 2

No mesmo dia que visitamos a casa do bebedor e poeta Pablo Neruda, fomos aos zoológico de Santiago que ficava ali pertinho, no bairro de Bela Vista. O jardim zoológico fica dentro de um parque que é, na verdade, uma montanha com um mirante no topo e um funicular que nos leva aos dois níveis, pois a estação intermediária é onde fica o tal zôo.

Em termos de jardim zoológico é bem fraco e, como fica em uma montanha, ainda é meio chato de passear porque são diversos desníveis. Além do mais, é completamente despreparado para quem está com um carrinho de bebê, que foi o nosso caso. Existem coisas do tipo: uma escada de cinqüenta degraus com uma rampa que só vai até a metade da escada.

Mas tudo bem porque para uma criança de dois anos e meio, afinal, zoológico é sempre um bom programa. Pedro não ligou muito para o funicular, mas adorou saber que veria vários bichos, principalmente o tigre. Isso porque o Pedro está na fase de rosnar. Quatro em cada cinco vezes que rosna, ele é um dinossauro (que infelizmente não tinha no zoológico), mas na quinta vez ele é um tigre bravo...

- Uaarrrrrrrrrrrrg!!!
- Nossa filho, um dinossauro?...
- Não, eu sou o Diego!
- Ah tá, o Diego, o tigre bonzinho da Era no Gelo...
- Tigre bonzinho nãããão, tigre bravo!

No final ele se divertiu com a girafa que estava com a cabeça bem próxima de nós (única vantagem dos desníveis), com o rei leão que estava dormindo, com o tanque do lobo marinho solitário, correu de um lado para o outro, caiu de cara por causa dos desníveis e, claro, ficou maravilhado com os dois tigres do zoológico. Na descida no funicular, dormiu encolhido no colo da mamãe.

Beijos do papai-duda-mamute

Tigre se preparando para subir no funicular

No tanque do lobo marinho

"Corre!!!"

"Uau, o tigre!"

Um minuto antes de desmaiar no colo da mamãe.