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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O calminho da pá virada


Os primeiros 15 dias do Bernardo foram um enorme sossego. Ele praticamente comia e dormia. O que foi fundamental na primeira semana sem minha ajudante, a Vânia, que pegou conjuntivite e foi orientada a só aparecer quando estivesse 1000%. Assumi todas as funções da casa, além de cuidar do Bê e do Pedro.

Bernardo era tão preguiçoso que chegou a dormir de 10h às 16h30 sem sair da posição, deixando mamãe super nervosa a ponto de ligar aos prantos para o pediatra.  Eu falava com ele, sacudia, até molhei o rosto e nada. Dormindo ele permanecia. Isto, combinado com aquela cabeçonazinha, me deixou em parafusos. Comecei a imaginar que tamanho era documento e já estava apresentando seus defeitos.

Mas nada. E também não estava trocando o dia pela noite pois dormiu, pela graça do bom Senhor, a noite toda.  Tratava-se apenas do bom e velho sono de recém-nascido.

Depois passou a fazer um longo de 3h ou 4h mais ou menos e outras coxiladas menores, de 1h. Chorava apenas por fome ou fralda suja. Assim conseguimos curtir bem os dois dias de Natal.

Mas de repente, parece que deu um estalo e o pequeno ser de apenas 1 mês e meio resolveu que dormir durante o dia era uma grande perda de tempo. E luta de forma espartana para se manter acordado.  E é um choro feroz, agudo e desesperador. Aquele que me fez querer descer do carro.  Mas com calma e perseverança o sono vence e de repente, faz-se um maravilhoso e confortante silêncio.

Parece que a previsão da mamãe estava errada e o Bernardo bonachão vai ser da pá virada. E, para nosso desespero, Pedro vai ser o calminho da casa. Que Deus nos ajude!

Luto mesmo e luto bem. Se preparem!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Fotos da maternidade



Como eu estava com problemas técnicos e Duda afogado em trabalho, acabou que o post de maternidade ficou sem fotos da maternidade. Então vamos lá!


Tudo feito, sempre, com muito amor e carinho
Mesmo sendo o segundo, deu um nervoooooso...
Me dá logo meu filho!
Sob a proteção dos anjos 
Sempre foi sério este Bernardo.
Nada melhor na vida 
Tem alguém feliz aí?
Turminha boa
Coisa mais linda, gente!

Este tio é muito especial

Parecem duas crianças, mas é grande amiga Tati

Amigos de longa data dos meus sogros e
artista responsável pelo quadro da maternidade 
Amor de mãe não tem explicação
Família mais que querida
Amo taanto... e claro, chegaram com quitutes divinos 
A carinhosa tia Ana, responsável, junto com tio Luiz
da minha despedida da barriga e da "farra" por um tempo. 
Como era pequenino, meu Deus...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

E viva o irmão mais velho

Escrito por Ligia

Pedro curtiu demais a gravidez, mas me preocupava que isto mudasse quando de fato o Bernardo estivesse dividindo o espaço que até então era só dele.

Mas para nossa grata surpresa, Pedro continua adorando e mostrando ser um excelente irmão mais velho. Faz questão de ver tudo, participar de tudo. Beija e faz carinho no Bernardo várias vezes por dia, se entusiasma dizendo como ele é lindinho e vibra até com a quantidade de coco ou o tamanho da meleca que sai do nariz do irmão, que aliás, diga-se de passagem, é difícil acreditar que sobre espaço para passagem do ar.

Divide as moedas que ganha entre o seu cofre e o do irmão e, o mais fofo, fica muito nervoso quando o Bê chora. Um dia destes estávamos todos no carro quando Bernardo abriu o berreiro. E quando o motivo é sono, a criatura só sossega quando apaga.

E não sei como sou mãe duplamente, pois não aguento choro de criança por muito tempo. A menos que o motivo seja dor. Parece que tem uma chave que vira e me deixa extremamente paciente em caso de doença. Então falei pro Duda parar o carro que eu ia voltar para casa com o Bernardo pois não ia aguentar aquilo o caminho todo.

Eis que levo merecidamente um soco no estômago com a seguinte frase vindo de uma vozinha terna e serena “eu aguento, só fico muito triste quando o Bernardo chora”.

É ou não é o melhor irmão mais velho que o Bernardo poderia ter?


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Maternidade

Escrito por Ligia

A mamãe, que tem tempo de sobra para escrever, mas insiste em fazê-lo mentalmente, durante a madrugada e quando acorda já não consegue reproduzir na íntegra, está com problemas técnicos no computador mas felizmente se resolveu, ao menos parcialmente.

Como disse Duda, no último almoço familiar ouvimos que segundo filho é assim mesmo, mal tem fotografia, que dirá post no blog. Não é verdade, meu filho. De fato temos muito menos fotos. De fato nem mamadeira nova íamos comprar (é que ocorreu um pequeno acidente com as
que separamos do Pedro então vovó Beth socorreu trazendo uma nova), mas não há qualquer motivo para análise no futuro. Nosso amor por você é infinito e temos muitas histórias gostosas para compartilhar.

Bê nasceu num sábado chuvoso no meio do feriado de zumbi. E ainda assim a maternidade ficou cheia nos dois dias. Recebemos bastante carinho dos amigos e da família.

Conseguimos organizar melhor as coisas, levamos comes e bebes, inclusive máquina de café e cervejinha e, claro, charutos. Teve até programação visual feita, como sempre, pelo meu querido amigo Pedro.

Mas o que me surpreendeu foi que, embora estivéssemos mais tranquilos, mais bem preparados e mesmo com um pós operatório incrível, me pareceu muito mais tumultuado.

Assim que Pedro nasceu, fui imediatamente abandonada pelo meu ilustre marido que foi bebemorar e charutar com os membros masculinos da família num bar próximo à São José. Desta vez, para que eu pudesse participar da farra, levamos tudo pra maternidade  e os charutos voltaram intactos, afinal, havia um pequeno ser, 4 anos mais velho que o irmão, que mudou completamente a programação.

As cervejas foram consumidas nos 45 minutos do Segundo tempo graças ao nosso querido amigo Edu Guilhon que chegou para dar um gás na comemoração.

E nossos dias têm sido assim, turbulentos e intensos como na maternidade. Mas muito muito gostosos e felizes.



sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

A volta!

No final de semana passado estivemos em um encontro com leitores do blog... tá bom, foi um almoço de família... e nos  perguntaram o motivo de nunca mais termos escrito. Foi aí, mais ou menos, que caiu a ficha de quanto tempo já se passou entre a última publicação e hoje. Foi mais ou menos aí que caiu a ficha quanto tempo já se passou desde que o Bernardo nasceu!

É isso aí, o tempo é algo muito relativo e abstrato mesmo. Principalmente quando suas noites já não são sinônimo de dormir e você começa a operar seu relógio em vários fusos horários ao mesmo tempo. Digo isso porque às vezes esta é a sensação mesmo. Pedro dorme no fuso horário Francês, eu estou no fuso horário brasileiro, Li está no fuso horário de Portugal (que é algo entre Paris e Rio de Janeiro).

Já o Bernardo está no fuso horário da travessia oceânica. Tem noite que a travessia é do Pacífico e tem noite que é do Atlântico. Ou seja, imprevisível e picotado. Mas o mais incrível é que os fusos dos quatro nunca se cruza. Quando um dorme, o outro acorda. E nessa, papai e mamãe acordam sempre é passam a noite tipo zumbis.

Em certo momento eu achava que poderíamos ter três filhos, quem sabe uma menina para diversificar a turma. Acreditava que o único impedimento seria financeiro, já que ter três filhos hoje em dia é privilégio de gente rica. Mas hoje, passando pela experiência do segundo e com quase 40 anos, percebi que a energia já está acabando e o Bernardo está aproveitando a reserva.

Então peço que nos desculpem e não nos abandonem. Acreditamos muito, com todas as forças, para falar a verdade, que esta fase vai passar e termos mais tempo para atualizar o blog.

P.S.: caros leitores, prometo um esforço para retomar as escritas. Este post começou a ser redigido às 3 da manhã, continuou durante a natação do Pedro e terminou durante a espera pelo prato do almoço no restaurante...

Olha aí a foto mais linda de todos os tempos...

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Vos apresento, nosso caçula.

Como prometido, um post exclusivamente sobre o Bernardo. O moleque chegou tumultuando nossas vidas com aquela estória de descolamento. Hoje, olhando sua carinha linda enquanto tenta controlar os braços neste novo ambiente, nem dá para lembrar como foram difíceis aqueles dias. Eu ficava imaginando o Bernardo se segurando apenas por uma mãozinha ao útero da mamãe, lutando para ficar preso ali.

Depois passou, a placenta foi para o lugar certo, mas continuamos levando alguns sustos. Não que outro problema tenha surgido, mas papai e mamãe aqui estavam meio preocupados, meio neuróticos e meio (quantas metades temos?) assustados. Cada enjoo, cada dorzinha ou sustinho (como um caixote nas ondas do Leblon) disparava o coração.

Mas tudo deu certo e o moleque chegou bonitão no dia 21. Seguindo o clima da gravidez e a tradição familiar, achamos que viria mais um agitadão. Mas, pelo menos até agora, não foi assim que o Bernardo se mostrou. Calminho ele come, dorme e faz coco. Não necessariamente nesta ordem, mas dá super sossego para papai e mamãe. Chora quando tem fome, sono ou está sujo de coco. Se eu soubesse que seria simples assim, teria feito gêmeos.

Bernardo dormiu tanto na primeira semana que a mamãe ligou para o pediatra para perguntar se era normal. Ele disse que sim, desde que esteja comendo e engordando, tudo é normal. Adorou o primeiro banho com a mamãe, mas chorou um pouco no segundo com o papai, talvez porque a água estivesse um pouco mais fria.

O moleque mama bem, juntando peito com complemento e fica prestando atenção (quando está acordado) ao bichinhos do móbile e à bagunça do irmão mais velho.

Por enquanto é isso, tudo lindo e perfeito.

Beijos do papai

No colo da vovó Beth.

Primeiro banho.

Meio dormindo, meio acordado com o papai.

Dormiu.

Este lance de dormir dá um sono...

Vamos brincar?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Este pinto está no lugar errado

Vai ser difícil escrever um post falando do Bernardo sem comentar nada da relação entre ele e o Pedro. Estamos simplesmente encantados com a maneira que nosso primogênito está tratando o irmãozinho e, por isso, a cada dia nos apaixonamos mais por nossa família. Acompanhar tão de perto a evolução e as descobertas desta relação é gostoso demais.

Muitas vezes também é bem engraçado. Quando, por exemplo, o Pedro viu o Bernardo sem roupa pela primeira vez, algo muito estranho lhe chamou atenção: aquele umbigo proeminente e pendurado, saindo do meio da barriga. Na ocasião ainda estava grande e clarinho (conforme vai apodrecendo, escurece e encurta até cair). Pedro olhou aquilo e mandou a pergunta: "Ha?! Papai Mamãe, por que o Bernardo tem um pinto ali na barriga?". Não dá para ficar sério numa hora dessas né?

Além disso o moleque está super-cuidadoso com o irmão e querendo ajudar ao máximo. Foi ajudante do terceiro banho do Bernardo e até troca de fralda ele quer participar. Está tão interessado que sempre pede para ver o coco do irmão. Se você já trocou e fechou a fralda suja antes de mostrar a ele, terá que abrir novamente. Invariavelmente ele olhe e diz "Uau... eca!". Há pouco dias até passou o hipoglós no bumbum do irmão, depois que já estava bem limpinho é claro.

Neste final de semana ele veio me perguntar quantos anos o Bernardo tinha. Expliquei que o irmãozinho não tinha nem um ano ainda, tinha apenas 15 dias. Ele voltou correndo para o quarto, onde Bernardo estava deitado no berço, e disse "Bernardo, você tem 15 dias. Você não sabia cara?".

E assim vão seguindo os nossos dias, com maravilhosas descobertas entre irmãos. Amanhã prometo que o post será exclusivamente sobre o Bê.

Beijos do papai-mais-orgulhoso-do-mundo