Páginas

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dindos

Já escrevi mas é sempre bom dizer o quão privilegiados somos por fazermos parte de famílias tão maravilhosas quanto as nossas. E especialmente por termos irmãos tão amigos e carinhosos. Amamos eles intensamente e parece que somos 4 irmãos desde sempre!

É uma enorme alegria podermos dar o Pedro para eles batizarem e um enorme alívio eles serem de sexos opostos, o que nos economizou uma boa disputa pela pia baptismal.

Lembrei esta semana que nossos irmãos, em 2008 durante uma viagem à Patagônia, nos chamaram sutilmente a atenção por ainda não termos resolvido esta história de maternidade / paternidade. Nos receberam em Buenos Aires (eles foram alguns dias antes de nós) com um presente para nosso futuro, mas ainda não encomendado, filho. E como ainda só estávamos pensando no assunto, achamos a maior graça da discreta “pressão”. Eles, diferentemente de toda a família, ainda não tinham cobrado de verdade um sobrinho, mas percebemos naquele momento que já estavam desejando, ou melhor, planejando o Pedro.

E agora estão curtindo muito o pequeno ser. Aparecem com frequência, aproveitam os momentos intensamente e dão um carinho todo especial ao molequinho.

Esta semana, senti um prazer especial ao vestir o Pedro com a roupinha argentina, dada há 3 anos pelos dindos… E ele ficou tão fofinho!!!!!!!!!

Obrigada dindos, vocês são os melhores!




sábado, 9 de julho de 2011

As dores do crescimento

Pela primeira vez na vida, Pedrinho dormiu sozinho à noite. Passou a noite no quarto dele, enquanto nós ficamos no nosso quarto. Quer saber? Foi muito tranquilo. Para ele, óbvio. Dormiu exatamente como nas outras noites. Até melhor, menos agitado. Provavelmente por conta do berço normal ser bem mais confortável e estável do que o berço portátil, em que o colchão mexe de acordo com as mexidas do bebê.

Já papai e mamãe não tiveram uma noite tão tranqüila. Não que não tenhamos dormido, dormimos bem também. Mas ficamos com saudade e sentimos falta do guri. Parecia que ele tinha ido dormir na casa de um amiguinho! Em determinado momento, papai ficou com medo de acordar chorando "busca o Pedro, busca o Pedro".

Pedro estava logo ali no quarto ao lado. Para completar, tínhamos sua imagem na TV da babá eletrônica bem na cabeceira. Mas na mamada da madruga, papai e mamãe correram juntos para o quarto do bebê. Um pouco para cumprir nosso papel de alimentar o super baby (ele hoje está usando o casaco com o símbolo do super-man. Acho que no nosso inconsciente isso fará com que ele se sinta mais forte para enfrentar a primeira noite sozinho...), mas muito mais para matar a nossa saudade. E ficamos bem felizes quando deu a hora dele vir para a nossa cama. Melhor hora do dia!

Beijos do pai e mamãe que estão virando adultinhos.


sexta-feira, 8 de julho de 2011

423 meses

Nosso bebê hoje completa três meses de vida. Viva o Pedrinho!!! Esta é uma data significativa, pois é como se ele estivesse saindo da infância de bebê e passando meio que para uma adolescência de bebê. Alguns médicos e pesquisadores consideram, inclusive, como se a gestação estivesse terminando agora. Ou seja, passou a ultima fase da gestação, uma fase que ocorre fora da barriga da mamãe.

Do nosso ponto de vista parece muito mais tempo. Parece que o Pedro sempre esteve aqui, sempre fez parte da nossa vida. Já foram tantos momentos mágicos, especiais, intensos (e tensos!) que a nossa impressão é que já se passaram muitos anos desde que fomos para a Casa de Saúde São José levando nossas tralhas. E que tralhas!

Bem, do ponto de vista do Pedrinho, podemos dizer que "é uma vida inteira". Uma vida em que ele já aprendeu tantas coisas! Conheceu tantas pessoas! Mas, mais importante, conheceu muito amor, mas muuuuuuuito amor mesmo.

Pedrinho agora fica mais independente, começa a dormir sozinho em seu quarto, por exemplo. Aliás um momento ansiosamente esperado pelos pais. Não que eles estejam ansiosos para vê-lo dormindo no outro quarto. Mas que eles estão cheios de ansiedade mesmo... tipo, será que ele não pode dormir mais um pouquinho aqui com a gente? Sei lá, só até ele casar?

Também está chegando uma outra data sem tanta relevância neste contexto. Amanhã papai completa 420 meses de vida. Mas no fundo no fundo, acho que faz mais sentido começar a contar esta tal de "vida" junto com o Pedrinho. Então amanhã vou cantar parabéns com três velas no bolo, uma para cada mês desta "vida" que agora está completa.

Parabéns meu filho. Beijos do papai.




quarta-feira, 6 de julho de 2011

Guigo

Pedrinho acabou de escolher o seu próprio apelido. Eu já tinha percebido que este menino sabe exatamente o que quer no dia em que recebemos a notícia do nascimento antecipado dele. Ele queria vir logo, então veio. Mas não imaginava que ele escolheria o próprio apelido com menos de três meses de vida. Mas aconteceu e cabe a nós respeitarmos sua vontade. Daqui para frente o nosso Pedrinho pode ser chamado carinhosamente de Guigo.
 
Como aconteceu? Perguntamos a ele um dia desses "quem era o menino mais lindo do mundo" e ele respondeu "Gui-go". "Não meu filho, o menino mais lindo do mundo é você. É Pedro". O garoto ficou revoltado e repetiu "Gui-go". Desistimos daquela conversa e fomos brincar de outra coisa. Passou um tempo e fizemos uma pergunta parecida: "quem era o bebê mais amado do planeta". A resposta foi consistente: "Gui-go". Insistimos que era o Pedro e mais uma vez o garoto ficou revoltado.
 
Aí os pais, meio estúpidos ainda, começaram a perceber o que o menino queria dizer. "Filho... você que ser o Guigo, meu amor? Você quer ser chamado assim?". Pedro, quer dizer Guigo, confirmou com um sorrisão. Só faltou fazer ventinho com a boca e dizer "caraca, até que enfim. Vocês são lerdos para entender o que eu quero dizer, hein?". Pois então, daí para frente foi decretato o novo apelido do menino.
 
Não quer dizer que não podemos mais chamá-lo de Pedrinho ou usar um adjetivo carinho qualquer. Mas agora o apelido é oficial e foi escolhido pelo próprio. Pode parecer muito cedo, mas talvez ele tenha ficado com medo de virar leitãozinho, buda, cabecinha-de-lua ou qualquer outra menção ao seu rosto rechochundinho. Afinal, é sempre bom lembrar que sua cabecinha está dentro da curva. Meu filho não é cabeçudinho não!
 
Beijos do pai do Guigo




terça-feira, 5 de julho de 2011

O dia em que briguei com a mamãe

Aqui é o Pedro escrevendo. Já aprendi um monte de palavrinhas novas, então posso começar o post direito:

Oi gente!

Há um tempão que eu não escrevo neste blog, tenho deixado espaço para o papai e mamãe. Também tenho estado muito ocupado aprendendo coisas novas deste mundão. Mas hoje vou escrever sobre o dia em que briguei com a minha mãe. Foi assim, estávamos sozinhos em casa e ela fez uma coisa que eu não gostei. Resolvi ficar de mal, pois papai diz que eu sou muito temperamental. Passei a tarde toda sem olhar mamãe nos olhos.

Fiz de pirraça mesmo. Mamãe olhava e eu desviava os olhos. Ela mudava a posição tentando ficar na minha frente e eu olhava para o outro lado. Quando ela me pegava no colo eu reclamava, queria ficar sozinho na cama. Ela começou a fica encucada com a situação mas não tinha certeza do que estava acontecendo. Aí papai chegou do trabalho e veio direto falar comigo. Olhei bem no fundo dos olhos dele e dei o maior sorrisão que eu pude. Mostrei toda a minha gengiva para ele. Não sei porque mas ele fica todo encantado quando eu faço isso.

Mamãe ficou muito enciumada com aquilo e teve certeza que algo estava errado. Ela então olhou para mim e disse:

"Poxa filho, o que está acontecendo? Por que você não me olha, não sorri para mim? O que foi que eu fiz para você?".

Tá bom, já que ela perguntou resolvi explicar. Falei para ela:

"Hááááá Guuu Uááááá Éééééééé Ah-guuuuu... Ah-guuuuu... ééééééééé... háááááááá"

Aí ela ficou impressionada que tinha feito isso tudo e disse "meu filho, eu não sabia. Perdoa a mamãe. Eu não queria deixar você chateado assim...". O que eu posso fazer? Ouvindo ela falar assim, dei logo um sorrisão e fiz as pazes com ela. É que eu amo muito a mamãe, sabe? Não consigo ficar brigado com ela muito tempo. Aliás, fiz uma lista das três coisas que eu mais amo no mundo:

1) Mamãe; 2) Papai; e 3) Meu móbile. Não necessariamente nesta ordem.

Beijos do Pedro.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Um filho, uma árvore e um blog

Sempre ouvi dizer que todo homem devia fazer um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Em tempos modernos talvez um blog resolva. Ou "uma página no Face". No meu caso comecei com uma árvore lá em Teresópolis. Com ajuda do caseiro, plantei uma árvorezinha bem em frente à casa. Não chega a ser uma super árvore que dê para construir uma casa em cima, mas dá para chamar de minha.

O filho, por outro lado, veio perfeito. Costumo dizer que, por mais que eu tenha caprichado, nunca poderia esperar um menino tão maravilhoso. Mas o Pedro chegou assim e sem querer percebi que eu tinha a fórmula perfeita: muito amor e uma mulher linda.

Então veio o blog. Assim como o Pedro e a árvore, não fiz sozinho. A idéia foi da Ligia e eu acabei embarcando de corpo e alma. Adoro o tempo que passo escrevendo, adoro ver os posts ficando prontos, curto cada comentário que é feito e me satisfaço com cada sorriso (ou lágrima) que um texto meu tenha causado.

Venho de uma família que anda às voltas com a criação literária. Um dos maiores escritores infantis do Brasil, talvez o maior, é primo direto da minha mãe. E o meu tio Serginho já publicou dois livros antes do Lelê ou Lelé que apresentei aqui, aquele com a dedicatória ao Pedro e ao João Marcelo. Aliás foi o tio Serginho quem me apresentou, ainda criança, a uma máquina de escrever que me deixou fascinado.

Pensando nisso estes dias, cheguei à conclusão de que um blog não basta. Eu também quero ter um livro meu na estante do meu filho! Então, mãos à obra que o caminho é longo. Está oficialmente dada a largada ao meu primeiro livro, começando hoje. O assunto não poderia ser outro: a experiência incrível que é a paternidade.

Se vai ficar bom eu não sei. Mas se para escrever um livro eu tiver a metade da capacidade que tive para fazer um filho, vai ficar é bom demais!

Beijos de escritor.