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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Prazer, meu nome é Pedro...

...e eu não gosto de beterraba!

Será que alguém conhece o Pedro melhor do que eu e a Li? Eu sempre achei que não. Quer dizer, eu continuo achando que não. Mas às vezes algumas descobertas nos surpreendem. Como, por exemplo, receber a informação de "terceiros" de que ele não gosta de beterraba.

Hoje foi o dia da reunião de avaliação do Pedro na creche. Nós dois fomos e pudemos fazer um milhão de perguntas para a tia e a coordenadora pedagógica da escola. No final elas nos entregaram um relatório semestral com uma série de informações sobre o pequeno que, conforme íamos lendo, confirmavam várias impressões e opiniões que temos do moleque. Até que, na hora da alimentação, veio a informação de que ele não gosta, não aceita, não suporta a tal da beterraba.

What?!

Como assim?! Sábado fomos ao supermercado comprar legumes para a sopa e, na falta de inhame, eu sugeri que levássemos justamente uma beterraba! Eu gosto de beterraba e não tinha o menor motivo para desconfiar que o Pedro tem ojeriza ao vegetal roxo. E pensar que a Ligia queria pintar o banheiro lá de casa de beterrada! Ainda bem que eu não aceitei pois, de acordo com o tal relatório, era capaz do Pedro nem entrar no banheiro se fosse desta cor. De fato ele não quis comer muito da tal sopa no domingo a noite...

Mas o fato é que é uma baita surpresa receber uma informação destas e notar que, não só o moleque tem a sua própria vida como parte dela está escondida de nossos olhos. E olha que ele não tem nem três anos! Eu sei que ele vai crescer, virar um adolescente cheio de segredos e surpresas, mas... francamente, não gostar de beterraba e deixa os pais assim, no escuro... que outro segredo terrível ele deve compartilhar apenas com as tias e amiguinhos da escola?...

Bem, deixando o drama de lado e tirando a estória da beterraba, o resto da reunião e da leitura do relatório foram ótimos. Apenas confirmou aquilo que já desconfiávamos há muito tempo: Pedro é uma criança maravilhosamente normal e nosso pequeno beet-hater está cada dia mais perfeitinho.

Beijos do papai-que-não-gosta-de-azeitona... mas todo mundo sabe.


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Defeito no terceiro dia

Uma das descobertas que fiz ao ser pai é que criança dá defeito. A minha criança, pelo menos, dá defeito às vezes. Pedro é maravilhoso na maior parte do tempo, mas tem as suas manias, seus TOCs e nem sempre conseguimos conciliar os nossos programas com o seu humor. É claro que sempre isso acontece ficamos arrasados e nos questionamos se não estamos errando muito com o pequeno. Na verdade esta questão permanece... educar o nosso filho é um desafio tão importante e, ao mesmo tempo, assustador que estamos sempre nos questionando...

Mas, deixando as neuras de lado, no terceiro dia de Santiago parece que a ansiedade de papai e mamãe levaram Pedro a um processo de stress e defeito. O que aconteceu foi o seguinte: enquanto voltávamos de nosso passeio na Concha & Toro, Pedro dormiu no metrô. Descemos na estação próxima ao nosso hotel e aproveitamos para almoçar em um restaurante que estava indicado no guia. Este acabou nem sendo um super almoço. Não foi ruim, mas também não foi memorável.

Só que escolhemos este restaurante, além da indicação e da proximidade com o nosso hotel, porque sabíamos que havia um parquinho próximo que eu havia visto em minhas pesquisas de arredores no Google Maps. Nas nossas cabeças, como o programa da manhã tinha sido de adulto (apesar do moleque ter curtido tanto quanto a gente), na parte da tarde deveríamos levá-lo a um programa infantil.

Só que a partir daí tudo deu errado. Parece que o Pedro acordou antes da hora quando a garçonete veio trazer a conta e acordou de mau humor. Pediu para ir para "casa" que, neste caso, era o hotel. Achamos que ele logo mudaria de ideia ao ver os brinquedos do parquinho, então insistimos e fomos para o tal parque. Ele até gostou da ideia, mas ficou apertado para fazer xixi e queria porque queria voltar para casa para ir ao banheiro. Papai teimoso achou que voltar até o restaurante e ele se aliviar por lá era uma boa ideia.

Depois do xixi, voltamos para o parquinho. Lembrem-se que estava um calor infernal. Ele brincou um pouco nos escorregas mas encasquetou que queria brincar com duas "amigas" que não estavam dando a menor bola para ele. Ao contrário, queriam brincar sozinhas, sem que um pentelhinho que nem falar a mesma língua que elas falava ficasse importunando.

Além disso a mais nova estava com um boneco do dinossauro Rex, do Toy Story, que chamou a atenção do Pedro. Ele pediu emprestado... mas ela disse não. Ele tentou trocar por um de seus dinossauros... mas ela não quis. Ele tentou trocar por todos os seus dinossauros... mas ela não estava interessada. Ele tentou trocar por carrinhos... não. Ele disse que deixava papai e a mamãe lá brincando com ela... não. Aí ele desistiu... das trocas. Tentou pegar o dinossauro na marra, mas ela não deixou e não gostou.

Durante toda a negociação, papai e mamãe tentavam explicar, ensinar, argumentar, distrair, levar embora ou enterrar a menina. Mas nada disso estava dando certo. E o calor apertando. E o stress aumentando. Até que a bolha estourou. Pedro começou a chorar e tivemos que afastá-lo do parque. O que dava o maior dó é que ele não conseguia entender porque a menina não emprestava o Rex para ele, só um pouquinho...

Ficamos todos arrasados e voltamos para o hotel convencidos de que não devemos forçar a barra e fazer vários programas no mesmo dia. É mais importante reconhecer o nosso limite (principalmente o limite do pequeno), mesmo que isso signifique curtir o final da tarde dentro do quarto do hotel. O que, aliás, foi ótimo!

Beijos do papai-duda.

No início do parque, quando ainda estava tudo bem...

Papai até conseguia tirar umas fotos...

Depois do stress o moleque foi se acalmar na "piscina" do quarto

Ficou bem. Ótimo até. Mamãe que estava preocupada...

...mas se divertiu também.

No final, todos se divertiram...

...mas mamãe continuou preocupada... ou apavorada...

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Concha & Toro - dia 3

No terceiro dia em Santiago resolvemos visitar a vinícola mais famosa (e comercial) do país. É muito simples porque dá para ir de metrô até bem perto e depois tomar um táxi. Em viagem com criança onde não há um roteiro pré-estabelecido ou excursão levando de um lado para outro, a praticidade ganha um peso enorme. Por isso escolhemos esta visita, ao invés de ir a uma vinícola mais regional e menos badalada. Sempre que escolhemos um programa assim eu fico com medo de cair em um roteiro mega-turistão tipo "subir em um jipe na Avenida Atlântica para almoçar na Churrascaria Plataforma".

Mas a experiência acabou sendo ótima. Pegamos o tal metrô, que realmente é prático, mas rodamos bastante para chegar. Depois de umas duas ou três estações a Li me perguntou quanto faltava e acho que a resposta foi "deixa eu ver... uma, duas, três... dezoito estações!". Foi mais ou menos nesta altura que o pequeno começou a perguntar, a cada estação, "é a nossa?". Para quem nunca tinha andado de metrô, neste dia o Pedro fez pós-graduação. Quando o trem saiu do túnel e percorreu um trecho à céu aberto ele pediu para "voltar ao túnel". Ou seja, "vocês me trazem para o metrô e ele agora virou trem?...".

Mas foi fácil, saímos da estação e logo nos ofereceram uma corrida de táxi para a Concha & Toro. Chegando lá achamos tudo muito organizado e com uma visita guiada saindo em 10 minutos. O passeio é bem legal, a propriedade é linda, os vinhos degustados foram muito bons, a parte do Casillero Del Diablo é bem interessante e a lojinha cumpre o seu papel de nos fazer gastar dinheiro e carregar um peso muito maior do que o apropriado no metrô de volta.

O melhor foi que acabou sendo também um programa interessante para o Pedro. No nosso grupo da visita guiada apareceram dois irmãos brasileiros que imediatamente se tornaram "amigos" do moleque. Sempre que o grupo andava e o Pedro estava entretido demais com alguma coisa para acompanhar o ritmo, usávamos a frase-mágica: "vamos Pedro que os amigos já foram" e dava certo. Eram dois irmãos, sendo que o mais novo ("Tom", de Antônio) era alguns meses mais velho que o Pedro. No final do passeio as três crianças compartilharam seus brinquedos e deram aos pais alguns minutos extras de conversa e passeio na lojinha.

Apesar de ser uma vinícola mega-blaster-big-company-passeio-turistão, no final se mostrou um ótimo passeio para o qual recomendamos a visita, mesmo com uma criança de dois anos e meio correndo entre as videiras.

Beijos do papai-duda.

"Vem Pedro, os amigos já foram..."

"Vai Pedro, os amigos já foram..."

Mamãe fazendo pose para a foto.

Pedro implicando com a pose?

"Ohhhhhh"

"Vai Pedro, imita o papai..."

"Ohhhhh que pose legal essa papai..."

"Volta Pedro!!!"

"Não Pedro, não podemos arrancar as uvinhas..."

Notem o amigo fazendo pose para foto enquanto
nosso monstrinho rosna para a mamãe...

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Frio, muito frio... calor, muito calor...

Ainda falando sobre Santiago, aposto que foi o lugar onde o Pedro sentiu mais frio na vidazinha dele, tadinho. Ainda na mesma viagem, ele também acabou passando calor e enfrentando um sol típico do verão carioca, mas sem aquele marzão que ele adora entrar correndo ou a piscininha da Dona Neuza para dar uma alívio!

No dia do zoológico, como eu comentei no último post, ele acabou dormindo no colo da Li enquanto descíamos o morro no funicular. Este foi um dos dias frios e ele estava bem agasalhado, mas mesmo assim acho que o moleque não entendeu muito bem o que estava acontecendo com ele e porque os pais resolveram congelá-lo ao ar livre. Logo depois que descemos, o colocamos no carrinho, cobrimos com um cobertor e fomos almoçar em um restaurante Peruano que havia em um mercado perto. Aliás, esta é uma das boas dicas de restaurante no Chile, depois falo mais sobre isso...

Como estávamos com o carrinho e o Pedro estava dormindo, resolvemos ficar na área externa. Um dos meus maiores pânicos em viagem é alguém acordar o Pedro no meio da sua siesta, enquanto estamos aproveitando para almoçar. Na melhor das hipóteses, isso pode transformar um tranquilo e agradável almoço em uma agitada e caótica brincadeira de pique-pega no meio das mesas. Na pior, o Pedro pode não descansar o descansozinho dele e acabar não curtindo o resto do dia.

Mas o moleque estava bem agasalhado e perto de um daqueles aquecedores que os restaurantes colocam nas varandas, então tava tranquilo. E realmente o guri dormiu o almoço todo e só foi acordar quando já estávamos saindo do restaurante. Bem, ele acordou mas não despertou. Ou despertou e, achando que estava dentro de uma geladeira, resolveu hibernar. O resultado foi que ficou meio acordado e meio dormindo, todo encolhido, por uns minutos e depois caiu no sono novamente enquanto voltávamos para o hotel.

Já no dia seguinte, preocupados com todo aquele frio, mantivemos as roupas quentes mesmo quando o dia deu sinais de que seria mais ensolarado. E foi assim que fomos parar em um sol de rachar o coco, todos vestidos de calça e camisas escuras. Percebemos que as pessoas espertas e que moram na cidade já haviam colocado para fora do armário as suas roupas de verão! No final ficou claro que em Santiago estamos participando o tempo toda daquela brincadeira... tá quente, tá frio... tá quente, tá fervendo... esfriou...

Beijos do papai-duda.

"Que frio da polla..."

"Por que estão me congelando?..."

"Carai, ontem congelado, hoje cozinhando?..."

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Zôo - Santiago - dia 2

No mesmo dia que visitamos a casa do bebedor e poeta Pablo Neruda, fomos aos zoológico de Santiago que ficava ali pertinho, no bairro de Bela Vista. O jardim zoológico fica dentro de um parque que é, na verdade, uma montanha com um mirante no topo e um funicular que nos leva aos dois níveis, pois a estação intermediária é onde fica o tal zôo.

Em termos de jardim zoológico é bem fraco e, como fica em uma montanha, ainda é meio chato de passear porque são diversos desníveis. Além do mais, é completamente despreparado para quem está com um carrinho de bebê, que foi o nosso caso. Existem coisas do tipo: uma escada de cinqüenta degraus com uma rampa que só vai até a metade da escada.

Mas tudo bem porque para uma criança de dois anos e meio, afinal, zoológico é sempre um bom programa. Pedro não ligou muito para o funicular, mas adorou saber que veria vários bichos, principalmente o tigre. Isso porque o Pedro está na fase de rosnar. Quatro em cada cinco vezes que rosna, ele é um dinossauro (que infelizmente não tinha no zoológico), mas na quinta vez ele é um tigre bravo...

- Uaarrrrrrrrrrrrg!!!
- Nossa filho, um dinossauro?...
- Não, eu sou o Diego!
- Ah tá, o Diego, o tigre bonzinho da Era no Gelo...
- Tigre bonzinho nãããão, tigre bravo!

No final ele se divertiu com a girafa que estava com a cabeça bem próxima de nós (única vantagem dos desníveis), com o rei leão que estava dormindo, com o tanque do lobo marinho solitário, correu de um lado para o outro, caiu de cara por causa dos desníveis e, claro, ficou maravilhado com os dois tigres do zoológico. Na descida no funicular, dormiu encolhido no colo da mamãe.

Beijos do papai-duda-mamute

Tigre se preparando para subir no funicular

No tanque do lobo marinho

"Corre!!!"

"Uau, o tigre!"

Um minuto antes de desmaiar no colo da mamãe.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Neruda

"Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso."

Em nosso segundo dia em Santiago (não estou contando o dia da chegada porque não fizemos nada além de... chegar) fomos visitar a La Chascona, uma das casas de Pablo Neruda que foi transformada em museu. Foi uma visita acompanhada pelo Pedro então, além da visita em si, de conhecer o local e descobrir um pouco mais sobre este poeta, seria uma experiência ver como o Pedro reagiria a um passeio de adulto. E isso logo pela manhã, ou seja, quando o nosso pequeno furacão ainda estava com força total, pois não tinha gasto nada de sua energia matinal em um parquinho, por exemplo.

O resultado foi ótimo! É claro que deu um certo trabalho e papai e mamãe precisaram se revesar no áudio-guia, enquanto o outro cuidava de entreter o moleque para ele não mexer em nada e não arremessar copos mexicanos coloridos que ficavam expostos ao seu alcance, em um dos bares da casa. Aliás, era uma casa muito engraçada, com mais bares do que livros. Daqui para frente, portanto, passo referenciá-lo como "bebedor e poeta Pablo Neruda". Mas, voltando ao foco, com algum esforço de atenção, Pedro curtiu e até se divertiu na visita.

Ele quis subir sozinho e de gatinho a escada de caracol que fica escondida em um armário, correu nos jardins, achou graça de um sapato gigante e ficou apontando as diferentes esculturas e objetos e apresentando sua criativa interpretação. "Olha papai, um dinossauro de bocão do fundo do mar" era na verdade um coral marítimo. Uma estátua de madeira em tamanho natural de uma santa era "a moça sem rosto" que ele queria chegar perto, mas ao mesmo tempo morria de medo e saía correndo. Ele também estava louco para arrancar os olhinhos que ficam pendurados nas árvores... mas não deixamos.

Foi tudo ótimo mas, às vezes, ficar tão perto dele em momentos de excitação pode ser um pouco perigoso. Lá pelas tantas estávamos, eu e ele, em uma das últimas salas da visita enquanto mamãe ouvia o áudio-guia de trás para frente nas salas que ela precisou passar correndo. Pedro estava no meu colo e nós estávamos rindo e achando graça de um objeto qualquer da biblioteca. Até que ele ficou tão agitado que resolveu balançar freneticamente suas pernas, me atingindo justamente onde nenhum homem pode ser atingido sem chorar de dor.

Sério, por falta de uma maneira mais bonitinha de dizer, foi um chute certeiro no saco que me derrubou instantaneamente... parece que as pernas desmontam imediatamente e caímos os dois no chão da biblioteca, esparramando áudio-guia para um lado e o Pedrinho para outro, enquanto o papai aqui tentava recuperar o fôlego que fugiu dos pulmões. Mamãe veio correndo em socorro... achando, sei lá... que eu tinha desmaiado ou caído em um alçapão. Mesmo mancando no final da visita, adorei o passeio e recomendo a quem for a Santiago.

Beijos do papai-duda que ficou sem ar mas continuou sorrindo.

"Mamãe, um pé de olhos, vamos colher?..."

"Alô, quem é você falando portunhol?"

"Não sei pra onde corro agora..."

"Pedro, isso não é um escorrega, é uma escultura..."

"Vamos pular, vamos pular, vamos pular..."

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A volta

A viagem para o Chile foi muito bacana e ainda vai dar muito assunto para este blog, mas hoje vou falar um pouco do retorno para casa e para a rotina. Costumo dizer que viajar é bom demais, mas voltar para a nossa casinha depois também é muito gostoso. Só que estávamos bastante apreensivos sobre este retorno para o Pedro. Na viagem ele saiu totalmente da rotina dele. Passou vários dias sem almoçar porque não podia perder tempo comendo, tirou seus cochilos em horários totalmente desregrados e ficou grudado em nós. Ou fomos nós que ficamos grudados nele?...

Enfim, achávamos que a volta para a rotina seria dolorosa, inclusive, com base em experiências anteriores. Nas últimas férias, nas semanas seguintes ao retorno, tinha dia que o Pedro não queria ir para a creche e tinha dia que ele queria ir, mas não queria que nós fôssemos embora. Na hora da saída ele chorava quando descobria que não estávamos lá para buscá-lo. Era um tal de vovô, lelete e Vânia ficarem arrasados com a reação do moleque. Depois ele se acostumou e tudo voltou ao normal.

Pois ficamos preocupados de tudo desandar novamente. Na verdade, a maior preocupação era que ele demorasse para se readaptar à rotina da turma, tendo dificuldades para almoçar cedo junto com as outras crianças ou ficando acordado quando todas as outras dormiam. Também ficamos preocupados dele chorar de manhã no momento de ficar na creche porque, quando isso acontece, ele até se recupera rápido, mas papai e mamãe ficam horas e horas sofrendo depois.

Mas, mais uma vez, o moleque nos surpreendeu e fez uma reentrada suave e feliz na rotina (pelo menos até agora...). Na segunda-feira a noite já falamos com ele que no dia seguinte seria dia de reencontrar os amigos e contar todas as novidades. O moleque abriu um sorrisão e começou a berrar o nome de vários amigos e amigas: "A Niiiinaaa! O Mateeeeeeus! O Migueeeeel! A Paoooooola! O Téo!!!". No dia seguinte ele até soltou um tradicional "não quero ir para a creche não" mas logo mudou de ideia, escolheu algumas novidades para levar e foi todo serelepe. Chegando lá, quando a tia veio buscá-lo, ele mais uma vez começou a gritar nomes de amigos e amigas, mas desta vez estava tão excitado que chegava a dar pulinhos a cada nome.

Deu um beijo no papai, na mamãe e foi tranquilamente de mãos dadas com a tia. Segundo nos falaram, passou o dia ótimo, comeu com todo mundo, dormiu com todo mundo e participou normalmente de todas as brincadeiras. Dizem até que ouviram um papo dele com a Nina falando "Pôxa, estou preocupado com meus pais... como será que eles estão se virando hoje o dia todo sem mim?...".

Beijos do papai-duda.


"Quietinho" antes de entrar no avião...

A caminho de casa.

Vista da nossa janelinha.